Maiores Extremos geológicos do nosso sistema solar

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Maiores Extremos geológicos do nosso sistema solar

Mensagempor Xevious » 25 Jun 2017, 17:31

Enquanto a maioria das histórias de ficção científica explora mundos imaginários para além do Sistema Solar, aqui em nosso quintal cósmico passam desapercebidos inúmeros lugares tão ou mais incríveis para se ver.

Aqui faremos um safári nos domínios do Sol, visitando os extremos e recordes dos mundos mais dinâmicos e exóticos, onde a realidade supera a ficção. Veremos cânions que parecem infinitos, vulcões colossais, tempestades que parecem apocalípticas, entre outros cenários inacreditáveis, para além da imaginação, numa série de artigos que listam os recordes e extremos do Sistema Solar.

Maior Cordilheira: Andes, Terra
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A gigantesca cadeia de montanhas que atravessa a América do Sul é a maior do mundo, superando os Himalaias.

Ela se estende por mais de 7 mil quilômetros, supera 200 quilômetros nas partes mais largas, e suas montanhas têm uma altitude média de 4 quilômetros – o ponto mais elevado é o monte Aconcágua, com quase 7 quilômetros de altitude.

A Cordilheira dos Andes é jovem em termos geológicos; se formou há alguns milhões de anos atrás, quando as placas tectônicas de Nazca e a Sul-Americana colidiram.

Observações: Se a definição de uma cadeia de montanhas incluir as formações submarinas, no entanto, a dorsal meso-oceânica é um sistema de montanhas contínuo muito mais longo que os Andes, com uma extensão de 65.000 km. Cordilheiras são um pouco mais raras em outros mundos e luas – onde montanhas isoladas ou oriundas de impactos são mais comuns. Entretanto, há exemplos na Lua, em Io (lua de Júpiter), Titã e Iapetus (luas de Saturno), e nos planetas Vênus, Marte e Plutão.


Maior Cânion: Valles Marineris, Marte
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Para se sentir realmente perdido em Marte, essa é a região certa. Ao longo do equador marciano, o maior cânion do Sistema Solar tem vertiginosos sete mil metros de profundidade, duzentos quilômetros de largura e quatro mil quilômetros de extensão.

Sendo considerado um grande vale sísmico, Marineris tem sua formação ligada à da cordilheira gigante da região de Tharsis: um platô vulcânico que sedia também o próximo recorde do Sistema Solar.


Maior Vulcão: Olympus Mons, Marte
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Uma caldeira colossal que pode ser tão antiga quanto os primeiros tempos da formação do planeta, o Monte Olimpo (Olympus Mons) é um vulcão inativo que se ergue 27 quilômetros acima do nível médio da superfície marciana – três vezes mais alto que o Monte Everest, no Nepal, montanha mais alta da Terra. Porém, devido à sua base extremamente larga – 600 km de diâmetro – torna-se uma escalada relativamente fácil devido ao declive suave.

De acordo com informações obtidas pelas sondas em órbita, a última atividade parece ter sido há 115 milhões de anos. Por ser muito recente em termos geológicos, isso sugere que a caldeira ainda pode voltar à atividade em algum momento.


Maior Cratera de Impacto: North Polar Basin, Marte
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A Bacia Boreal, ou Bacia Polar Norte, é uma cratera de impacto com cerca de 10 mil por 8,5 mil quilômetros, cobrindo assim cerca de 40% da superfície do Planeta. É uma cratera relativamente plana, praticamente sem crateras em seu interior, o que indica que pode ter sido formada por um único e grande impacto.

As feições do passado dramático da superfície de Marte são muito relacionadas entre si – e tal qual a formação do Vale Marineris está associada à das montanhas do platô Tharsis, onde fica o Monte Olimpo. Este platô foi formado ao longo da borda da Bacia Boreal, e seu material vulcânico a obscureceu parcialmente.


Maior Montanha: Pico Central de Rheasilvia, Vesta
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É justamente num pequeno mundo, a maior montanha do Sistema Solar. No planetoide-protoplaneta Vesta, o pico central da imensa cratera de impacto Rheasilvia que deforma o pequeno planeta, tem 22 quilômetros de altura, e 180 quilômetros de largura.

Estima-se que na cratera, que tem mais de 500 km de diâmetro ou 90% do diâmetro de Vesta, o seu enorme cume central teria se formado há um bilhão de anos atrás, de um grande impacto com outro objeto que fez com que o planeta perdesse 1% de seu volume no passado e dado origem a uma família colisional de asteroides. Um meteoroide que caiu na Terra é membro dessa classe de objetos – um autêntico pedaço de Vesta na Terra.


Maior Atividade Vulcânica: Io
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Desta vez o recorde não é apenas uma feição geológica, mas um mundo inteiro. Trata-se do satélite galileano de Júpiter, Io: o objeto mais ativo do sistema solar em termos geológicos. Io tem centenas de vulcões ativos, e mais de cem podem entrar em atividade ao mesmo tempo. Formam plumas de enxofre que se elevam a 500 quilômetros de altura, e mancham a superfície com lagos de lava e planícies aluviais de rocha líquida. A temperatura ambiente é 130 graus negativos, que saltam para até 1.700 positivos durante erupções vulcânicas.

Toda essa atividade é provocada por um efeito de maré intenso da gravidade de Júpiter associada com a gravidade de luas exteriores à órbita de Io, sendo elas Europa e Ganimedes. As constantes tensões afetam a geologia planetária, formam montanhas e o material ejetado encobre feições antigas.


Maior Penhasco: Verona Rupes, Miranda
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Outro pequeno mundo com grandes feições, Miranda é uma pequena lua do Planeta Urano, extremamente acidentada. Lá, a grande depressão Verona Rupes tem de 5 a 10 quilômetros de profundidade, superando de 4 a 8 vezes a queda do Monte Thor no Canadá, o maior penhasco da Terra.

A origem do Verona Rupes pode estar relacionada tanto a um impacto quanto a um rompimento da crosta do satélite.

Esse penhasco é simulado no curta “Errantes (Wanderers) – link abaixo”: Um salto nesse abismo, considerando a pequena gravidade de Miranda, seria uma queda de pelo menos 12 minutos – e no final da qual a aterrissagem seria relativamente tranquila, desde que usando um meio pra desacelerar, como um dispositivo individual de propulsão a jato.


fonte: astropt.org

Descofio que o maior vulcão do nosso sistema solar, esteja em Jupter, logo abaixo da grande mancha vermelha
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