Textos de luz

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Textos de luz

Mensagempor Stones » 21 Jun 2010, 18:48

Obsessão e Loucura

Autor: Caírbar Schutel


[center]Sob o ponto de vista Espírita o desequilíbrio das funções cerebrais se traduz pelas duas palavras: Obsessão e Loucura.

Obsessão é o domínio que os maus Espíritos exercem sobre certas pessoas no intuito de submetê-las à sua vontade, pelo simples prazer de fazerem mal, ou exercerem uma vingança.

Loucura é um estado mórbido dos órgãos que se traduz as mais das vezes por uma lesão; é, portanto uma moléstia tísica em sua causa, ainda que seja mental na maior parte dos seus efeitos.

Na obsessão se distingue a sugestão, a fascinação e subjugação - como na loucura se verificam a monomania, a mania, a demência e a idiotismo.

A sugestão é o que chamamos obsessão simples; - o indivíduo conhece uma força estranha que sobre ele atua, procura livrar-se e se tem à força moral precisa para vencer o inimigo, dele se desembaraça com mais ou menos dificuldade.

A fascinação tem conseqüências muito mais graves: o Espírito conduz aquele a quem domina como quem conduz um cego e pode excitá-lo a proceder de modo ridículo, comprometedor e até perigoso.

A subjugação é uma pressão que paralisa a vontade daquele que a sofre, e o faz proceder contra a sua vontade. Acha-se verdadeiramente sob um jugo.

A subjugação pode ser moral ou corporal. No primeiro caso o subjugado é solicitado a tomar determinações absurdas e comprometedoras, que por uma espécie de ilusão julga sensatas: é uma espécie de fascinação em alto grau. No segundo caso o Espírito atua sobre os órgãos materiais e provoca movimentos involuntários.

É bastante se ter assistido uma sessão de Hipnotismo para compreender a cena que invisivelmente se desenrola ante nós e que deixamos desapercebida por não afetar os nossos sentidos materiais.

Assim também o cego de nascença negará a ação hipnótica exercida de um indivíduo a outro.

O hábito mata a sensação: o costume de ver loucos e de não buscar as causas que engendraram a loucura nos faz encarar por um outro prisma os desarranjos mentais que têm encerrado nos manicômios tantos infelizes.

Voltando ao hipnotismo é preciso lembrar que neste também se observa diversas fases ou estado: 1 ° Sugestão; 2° Fascinação; 3° Catalepsia; 4° Estado Sonambúlico; 5° Estado Letárgico; 6° Sonambulismo lúcido; 7° Extático.

A este último sucede o desdobramento da pessoa.

Quem hipnotiza não é o corpo e sim o indivíduo - o ser pensante - o Espírito. Claro está que sendo o homem imortal ele pode continuar a hipnotizar no estado invisível em que se acha, exercendo com mais facilidade o seu império, visto a sua invisibilidade - é o que chamamos obsessão.

Hipnotiza-se um indivíduo violentando-lhe à vontade, aniquilando-lhe a liberdade; é nisto que o hipnotismo se diferencia do magnetismo. A hipnotização de um para , outro homem é uma obsessão intervivos

Hipnotizáveis são, mais ou menos, todas as pessoas e com mais forte razão aquelas que abdicam a liberdade - o livre arbítrio que por Deus lhe foi concedido obedecem cegamente os preconceitos e as imposições que lhes são sugeridas. Donde se pode concluir que é difícil hipnotizar um espírita verdadeiro: um homem que pensa, que raciocina, que discute, que analisa, que compreende, e sabe discenir o bom do mau - a verdade da falsidade.

O espírita médium não se deixa hipnotizar, e quando ele fica mediunizado é que se deixou magnetizar e não hipnotizar, palavras mui distintas e de significação mui diversa.

São raríssimos os casos de obsessão espírita e o testemunho desta verdade tios dá o grande alienista e neuro-patologista dr. Henrique Marselli - professor de clínica mental e nervosa na Universidade de Gênova, quando diz em seu livro:

"É meu dever declarar que deploráveis casos de nevrose "espírita" são muito raros; na minha carreira e entre milhares de doentes, apenas me recordo de quatro ou cinco. Todos as espíritas que melhor conheço me pareceram todos de um caráter equilibrado, duma inteligência cultivada e de uma excelente saúde"
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Re: Textos de luz

Mensagempor Stones » 23 Jun 2010, 14:14

A Droga e o Jovem

Autor: Rosa Maria Silvestre Santos


O jovem desprovido de maturidade emocional, vivendo a complexidade da vida humana, o medo de enfrentar dificuldades, as frustrações e o modismo é um forte candidato para as drogas.

O jovem usa droga para:

* reduzir tensão emocional - ansiedade;

* remover o aborrecimento;

* alterar o humor;

* facilitar encontrar amigos;

* resolver problemas;

* seguir os colegas;

* ficar na moda;

* expandir a consciência - transcender;

* buscar o auto-conhecimento;

* atingir o prazer imediato; etc.

O jovem usuário de drogas tem dificuldade de formar um "eu" adulto e fica sempre com uma sensação de incompletude, a droga age como um cimento nas fendas da parede que completa seu "eu", é a conhecida fase do "estágio do espelho quebrado" em que Olieveinstein (1991, apud Bergeret & Leblansc) diferencia o usuário do toxicômano. As carências constituídas na primeira infância acarretam esta "falta" ou "incompletude" e a droga vem para completar.

O início do uso de drogas é uma lua de mel. Os pais ficam longos anos desconhecendo que o filho as utiliza. Depois da lua de mel vem o desconforto de estar sem o produto, aumenta a "tolerância" (necessidade de mais doses para o mesmo efeito) e a "dependência" (dificuldade de controlar o consumo).

Geralmente, encontramos jovens que usam drogas legais e ilegais nos shows e festinhas, mas não se consideram dependentes delas. "Brincam com fogo" e desprezam toda informação científica que alerta sobre os perigos da "tolerância" e da "dependência".

A experiência internacional (Carlini,Carlini-Cotrim & Silva-Filho,1990), constata a existência de três fatores que, juntos, favorecem o desenvolvimento da "toxicomania" ou "dependência química", são eles: a droga, o jovem e sua personalidade e o momento dele dentro da família e sociedade.

O que leva o jovem a fazer uso de droga é a busca do prazer, da alegria e da emoção. No entanto, este prazer é solitário, restrito ao próprio corpo, cujo preço é a autodestruição. Tudo isto faz esquecer a vida real e se afundar num mar de sonhos e fantasias. Esta é uma opção individual, se bem que, muito condicionada ao papel do grupo.

"O uso de drogas pode ser uma tentativa de amenizar sentimentos de solidão, de inadequação, baixa auto-estima ou falta de confiança." Silveira, 1999.

Além do prazer, a droga pode funcionar como uma forma de o adolescente afirmar-se como igual dentro de seu grupo. Existem regras no grupo que são aceitas e valorizadas por seus membros, tais como: o uso de certas roupas, o corte de cabelo, a parada em certos locais e a utilização de drogas.

É no grupo que o jovem busca a sua identidade, faz a transição necessária para alcançar a sua individualização adulta. Porém, o jovem tem o livre-arbítrio na escolha de seu grupo de companheiros. O tipo de grupo com o qual ele se identifica tem tudo a ver com sua personalidade.

Outra motivação forte para o jovem buscar a droga é a transgressão. Transgredir é contestar, é ser contra a família, contra a sociedade e seus valores. Uma certa dose de transgressão na adolescência é até normal, mas quando ela excede com drogas, representa a desilusão e o desencanto.

Os jovens, muitas vezes, utilizam determinada droga para apontar a incoerência do mundo adulto que usa e abusa das drogas legais como álcool, cigarro e medicamentos. Acreditam que os adultos deveriam ser um "porto-seguro", um referencial da lei e dos limites. No entanto, muitos adultos não pararam para refletir sobre isso.

A "onipotência juvenil" é uma característica da adolescência que faz com que o jovem acredite que nada vai acontecer. Pode transar sem camisinha e não vai engravidar ou pegar AIDS ou DST, pode usar drogas e não vai se tornar dependente. No entanto, é ainda maior o risco de dependência, no jovem quando:

* possui dificuldade de desligar-se da situação de dependência familiar;

* existem falhas na capacidade de reconhecer-se como indivíduo adulto, capaz e separado dos outros;

* possui dificuldades de lidar com figuras de autoridade, desafia e transgride compulsivamente.

Os adolescentes sofrem influências de modismos e de subculturas, são contestadores, sofrem conflitos entre a dependência e a independência, têm uma forte tendência grupal, um desprazer com a vida urbana rotinizada e uma grande ausência de criatividade. Alguns adolescentes fazem a descoberta do valor da vida em confronto com a morte, através de esportes violentos, pegas de carros, roleta russa, anorexia nervosa, suicídio e drogas.

A primeira onda de socialização da droga surgiu nos anos 60. Muitas pessoas começaram a questionar a realidade social e procurar uma cura psíquica na natureza, já que o mundo urbano não oferecia alternativas. Aprenderam a usar certas plantas para modificar a percepção consciente, era a época dos hippies.

Hoje, depois de 30 anos conhecemos o grande equívoco, definitivamente todas as drogas causam dependência e esta "falsa" sensação divina acaba anestesiando a realidade individual de não se sentir "bom o bastante".

Segundo Griscom, o desejo de drogas é sempre a busca de algo mais. Os pais transmitem isso aos filhos quando eles próprios ingerem droga e os seus filhos acabam fazendo a mesma coisa. Isso é explicado geneticamente, já existe no equilíbrio bioquímico uma predisposição.

"O uso de drogas ativa a expansão para a dimensão astral, fazendo a pessoa entrar em realidades que podem ser muito sedutoras, atraentes e abrangentes; por isso as drogas ofereciam uma saída, um escape da realidade linear e da luta para conseguir um lugar no mundo"
Griscom, (1991, p.71).

A sociedade atual tem pouco a oferecer para o jovem antes que sejam considerados adultos produtivos, suas vidas estão sem significado e seus modelos são os heróis intocáveis da TV. Os jovens sabem que nunca serão estes heróis e sentem necessidade de se descobrir e responder a questão "Quem sou eu?"

"Os jovens procuram encontrar-se utilizando drogas. Tentam eliminar a dor, a limitação, sacudir-se do desconforto de serem pequenos demais. Fazem isso por meio de drogas porque foram criados num modo de vida quase passivo. Hoje a juventude acumula eletricidade estática que não deixa uma marca, não encontra um canal para escoar. A agitação é grande demais para o Sistema Nervoso que é estimulado em excesso e não possui um canal de reação. Assim os jovens simplesmente utilizam vários tipos de drogas para sintonizar-se e livrar-se do desconforto que sentem no corpo, nas emoções e na mente." Griscom (1991, p72 e 73).

É tão difícil para o jovem ser ele mesmo que acaba representando vários papéis, um em casa, outro com os colegas, outro na escola, indefinidamente espera ser levado em conta. Chegar aos 18 anos, de nada alivia porque o processo educativo é prolongado, a adolescência também é prolongada e fica muito longe a chegada à idade adulta, na qual a sociedade o aceitará e aprovará seus conceitos, pensamentos e criatividade.

Os pais não sabem o que fazer com a caótica energia do jovem e a escola muito menos. O jovem vive uma realidade tensa com as notas, provas, semestres... sem que se perceba como um sentido real de força e valor. Esta separação emocional e intelectual acaba provocando o "aluno desistente". Desistir de estudar é sedutor, é uma defesa contra um mundo hostil. As drogas aliviam o desconforto social, funcionam como uma cortina de fumaça para disfarçar a sensação de vazio. (Griscom,o. cit.)

"Muitas pessoas começam a utilizar drogas como um meio de alcançar o seu próprio eu divino, mas pagam um alto preço por isso. A aglutinação do núcleo da nossa percepção consciente fica enfraquecido pelas drogas. Quando tomamos alguma droga que nos leva à dimensão do altral, sempre ocorre um afrouxamento do controle do ego, que diz: "Tenha cuidado! Cuidado com isso". É isso mesmo, libertamos o ego que nos aborrecia, mas quando entramos na dimensão do astral perdemos também a nossa essência!" Griscom (1991, p. 77).

Nosso caminho evolutivo acaba sendo atrasado por esta opção que tanto ilude e prejudica nossa essência e nossa capacidade de discernimento.

O que acontece é que as drogas trazem uma percepção de realidade passiva. Podem até ser um caminho para a expansão da percepção consciente, porém é um caminho passivo, de fora para dentro, é artificial e causa dependência. A dimensão do astral não é passiva, exige ação intencional, práticas de respiração, meditação e recolhimento interior.

"A maconha é uma das drogas que criam uma modificação permanente no cérebro. A maconha deposita nas sinapses nervosas um resíduo viscoso que é parecido com o piche e não pode ser retirado. Esse resíduo retarda nossa capacidade de entrar em outras oitavas de percepção consciente porque as sinapses, que transportam mensagens, perdem a faculdade de entregar os dados que recebem. As pessoas que optam por essa forma de alterar a percepção consciente estão de fato diminuindo suas próprias vibrações." Griscom, 1991, p.78

Off Topic
Se quisermos entrar em contato com a Espiritualidade Maior, em outras dimensões, não podemos danificar nosso campo eletromagnético, somos sistemas energéticos. Quando utilizamos drogas criamos buracos no campo de nossa aura.


Quando os jovens conhecem sua finalidade na vida, reconhecem a força no seu coração e na sua intuição, não sentem necessidade de recorrer às drogas como meio de fuga. Podem compartilhar a ligação com o Eu Superior e sentir a energia criativa que emanam através das palavras, imagens, quadros ou música.

As principais recomendações de Divaldo Franco para o jovens são essas:

1. A pretexto de comemorações, festas, não se comprometa com o vício; apenas um pouquinho pode ser uma picada de veneno letal que mesmo em pequenas doses pode ser fatal;

2. Se está feliz, fique feliz lúcido;

3. Se está sofrendo, enfrente a dor abstêmio e forte;

4. Para qualquer situação recorra à prece.

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Re: Textos de luz

Mensagempor Stones » 24 Jun 2010, 23:09

Mediunidade Mental

Autor: Orson Carrara

Recolhimento interior facilita intercâmbio


Allan Kardec publicou em sua Revista Espírita (1), de março de 1866, com o título que igualmente utilizamos na presente abordagem, uma correspondência recebida da Argélia, à qual ele acrescenta seus sempre ponderados e bem fundamentados comentários. O assunto, inclusive, foi levado para debate na Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas e ensejou que os espíritos transmitissem algumas instruções que ele igualmente publicou na mesma edição acima referida.

Escreve o correspondente: "(...)Fico alguns instantes à espera, como depois de uma evocação. Então sinto a presença do espírito por uma impressão física e logo surge em meu pensamento uma imagem que me faz reconhecê-lo. Estabelece-se a conversa mental, como na comunicação intuitiva, e esse gênero de palestra tem algo de adoravelmente íntimo. Muitas vezes meu irmão e minha irmã encarnados me visitam, às vezes acompanhados por meu pai e minha mãe, do mundo dos Espíritos.(...)"

E comenta o Codificador, com toda sua clareza: "Esta mediunidade, à qual damos o nome de mediunidade mental, certo não é adequada para convencer os incrédulos, porque nada tem de ostensivo, nem desses fatos que ferem os sentidos. É toda para a satisfação íntima de quem a possui. Mas também é preciso reconhecer que se presta muito à ilusão e que é o caso de desconfiar das aparências. Quanto à existência da faculdade, não se poderia pô-la em dúvida. Pensamos mesmo que deve ser a mais freqüente, porque é considerável o número das pessoas que, em vigília, sofrem a influência dos Espíritos e recebem a inspiração de um pensamento, que sentem não ser seu. A impressão agradável ou penosa que por vezes se sente à vista de alguém que se encontra pela primeira vez; o pressentimento da aproximação de uma pessoa; a penetração e a transmissão do pensamento são outros tantos efeitos devidos à mesma causa e que constituem uma espécie de mediunidade, que pode dizer-se universal, pois cada um lhe possui, ao menos, os rudimentos. Mas para experimentar seus efeitos marcantes é necessária uma aptidão especial, ou melhor, um grau de sensibilidade mais ou menos desenvolvido, conforme os indivíduos.(...)"

Das instruções sobre o assunto, recebidas dos espíritos, encontramos quatro publicadas na Revista Espírita. A primeira delas está assinada pelo espírito H. Dozon (médium: Sr. Delanne) e apresenta os seguintes comentários: "É possível desenvolver o sentido espiritual, como diariamente se vê desenvolver-se uma aptidão por um trabalho constante. Ora, sabei que a comunicação do mundo incorpóreo com os vossos sentidos é constante; ela se dá a cada hora, a cada minuto, pela lei das relações espirituais. (...) Constantemente estão ao vosso lado; eles vos vigiam; vossos familiares vos inspiram, vos suscitam pensamentos, vos guiam; falam-vos e vos exortam; protegem os vossos trabalhos, ajudam-vos a elaborar os vossos desígnios, formados pela metade e os vossos sonhos ainda indecisos; anotam vossas boas resoluções, lutam quando lutais. (...) Oh! Não, jamais negueis vossa assistência diária; jamais negueis vossa mediunidade espiritual (...)"

Já a segunda mensagem, assinada por um Espírito Protetor (Médium: Sra. Causse), traz o seguinte ensinamento: " Sim, esse gênero de comunicação espiritual é mesmo uma mediunidade, como, aliás, tendes ainda outros a constatar, no curso de vossos estudos espíritas. É uma espécie de estado cataléptico, muito agradável para quem o experimenta. Proporciona todas as alegrias da vida espiritual à alma prisioneira, que aí encontra um encanto indefinível, que gostaria de experimentar sempre. Mas é preciso voltar de qualquer modo. E semelhante ao prisioneiro ao qual permitem tomar ar num prado, a alma entra constrangida na célula humana. (...) Esta mediunidade existe no estado inconsciente em muitas pessoas. Sabeis que há sempre perto de vós um amigo sincero, sempre pronto a sustentar e a encorajar aquele cuja direção lhe é confiada pelo Todo-Poderoso. Não, meus amigos, esse apoio não vos faltará jamais; cabe-vos saber distinguir as boas inspirações entre todas as que se chocam no labirinto de vossas consciências. (...)"

A terceira mensagem está assinada por São Luís (Médium: Sra. Delanne) e esclarece: "Já vos foi dito que a mediunidade se revelava por diferentes formas. A que vosso Presidente qualificou de mental está bem chamada. É o primeiro degrau da mediunidade vidente e falante. (...) enquanto que o médium mental pode, se for bem formado, dirigir perguntas e receber respostas, sem o intermediário da pena ou do lápis, mais facilmente que o médium intuitivo. Porque aqui o Espírito do médium, estando mais desprendido, é um intérprete mais fiel. Mas para isto é necessário um ardente desejo de ser útil, trabalhar em vista do bem com um sentimento puro, isento de todo pensamento de amor-próprio e de interesse. De todas as faculdades mediúnicas é mais sutil e a mais delicada: o menor sopro impuro basta para a manchar. Só nessas condições é que o médium mental obterá provas da realidade das comunicações. (...)"

E, finalmente, a última mensagem, assinada por Luís de França (Médium: Sra. Breul), traz o seguinte ensinamento: "Seguramente, meus amigos, a mediunidade, que consiste em conversar com os Espíritos, como com pessoas que vivem a vida material, desenvolver-se-á mais, à medida que o desprendimento do Espírito se efetuar com mais facilidade, pelo hábito do recolhimento. Quanto mais avançados moralmente forem os Espíritos encarnados, maior será esta facilidade de comunicações.(...)"


Ora, toda essa transcrição, com sua beleza textual e, ao mesmo tempo, fonte de tão amplos esclarecimentos, não tem outro objetivo senão destacar que estamos sempre amparados pela Bondade Divina através da presença carinhosa dos bons espíritos. E, igualmente, que podemos sim buscar a inspiração, a orientação superior, por nós mesmos, através do recolhimento mental e do aprimoramento moral que nos aproxima dos bons espíritos.

Ninguém está desamparado, sozinho, abandonado. Estamos todos envoltos em vibrações de amor daqueles que nos acompanham e orientam do Plano Espiritual. Todavia, por nossa vez, temos o dever de nos aprimorarmos moral e intelectualmente, para que possamos, com mais clareza, captar as suaves e consoladoras instruções que sempre nos são transmitidas.



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Off Topic
Nota do autor: todas as transcrições são parciais; recomendamos consulta à íntegra do texto, diretamente na Revista Espírita, na edição referida.
(1) edição Edicel, tradução de Julio Abreu Filho.
Matéria publicada originariamente na RIE - Revista Internacional de Espiritismo, edição de junho de 2005.

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Re: Textos de luz

Mensagempor Stones » 25 Jun 2010, 20:25

Livre-Arbítrio e Providência

Autor: Léon Denis


Um dos problemas que mais preocuparam os filósofos e os teólogos é o do livre arbítrio: conciliar a vontade e a liberdade do homem com o fatalismo das leis naturais e com a vontade divina, parecia tanto mais difícil quanto um cego acaso parecia pesar, aos olhos de muitos, sobre o destino humano. O ensinamento dos espíritos esclareceu o problema: a fatalidade aparente que semeia de males o caminho da vida, não é mais que a conseqüência lógica do nosso passado, um efeito que se refere a uma causa, é o cumprimento do destino por nós mesmos aceito antes de renascer, e que nossos guias espirituais nos sugerem para nosso bem e nossa elevação.



Nas camadas inferiores da criação, o ser não tem ainda consciência; apenas a fatalidade do instinto o impele, e não é senão nos tipos superiores da animalidade que surgem, timidamente, os primeiros sintomas das faculdades humanas. A alma, jungida ao ciclo humano, desperta para a liberdade moral, o juízo e a consciência desenvolvem-se cada vez mais no curso de sua imensa parábola: colocada entre o bem e o mal, ela faz o confronto e escolhe livremente, tornada sábia pelas quedas e pela dor; e na prova, sua experiência forma-se e sua força mental se afirma.



A alma humana, livre e consciente, não pode mais recair na vida inferior: suas encarnações sucedem-se na dos mundos, até que, ao fim de seu longo trabalho, tenha conquistado a sabedoria, a ciência e o amor, cuja posse a emancipará para sempre das encarnações e da morte, abrindo-lhe a porta da vida celeste.



A alma alcança seus destinos, prepara suas alegrias ou dores, exercendo sua liberdade, porém, no curso de sua jornada, na prova amarga e na ardente luta das paixões, a ajuda superior não lhe será negada e, se ela mesma não a afasta, por parecer indigna dela, quando a vontade se afirma para retomar o caminho do bem, o bom caminho, a providência intervém e propicia-lhe ajuda e apoio, Providência é o espírito superior, o anjo que vigia na desventura, o Consolador invisível cujas inspirações aquecem o coração enregelado pelo desespero, cujos fluidos vivificadores fortalecem o peregrino cansado; providência é o farol aceso na noite para salvação daqueles que erram no oceano proceloso da existência; providência é, ainda e sobretudo, o amor divino que se derrama sobre suas criaturas. E quanta solicitude, quanta previdência neste amor. Não suspendeu os mundos no espaço, acendeu os sois, formou os continentes, os mares, para servir de teatro à alma, de campo aos seus progressos? Esta grande obra de criação cumpre-se somente para a alma, para ela combinam-se as forças naturais, os mundos deixam as nebulosas.



A alma é nascida para o bem, mas para que ela possa apreciá-lo na justa medida, para que possa conhecer-lhe todo o valor, deve conquistá-lo desenvolvendo livremente as próprias potencialidades: a liberdade de ação e a responsabilidade aumentam com sua elevação, pois quanto mais ela se ilumina mais pode e deve conformar a sua obra pessoal às leis que regem o universo.



A liberdade do ser é exercida, pois, em um círculo limitado, parte pelas exigências da lei natural que não sobre violações ou desordens neste mundo, parte pelo passado do próprio ser, cujas conseqüências se refletem sobre ele através dos tempos, até a completa reparação.



Assim o exercício da liberdade humana não pode obstar, em caso algum, a execução do plano divino, sem o que a ordem das coisas seria continuamente perturbada:
acima de nossas vistas limitadas e variáveis, permanece e continua a ordem imutável do universo. Somos quase sempre maus juizes daquilo que é nosso verdadeiro bem; se a ordem natural das coisas devesse dobrar-se aos nossos desejos, que espantosas perturbações não resultariam disto?



A primeira coisa que o homem faria, se possuísse liberdade absoluta, seria afastar de si todas as causas de sofrimento, e assegurar para si uma vida plena de felicidade: ora, se existem males que a inteligência humana tem o dever e os meios de conjurar e destruir, como os que provêm do ambiente terrestre, outros existem que são inerentes à nossa natureza, como os vícios, que somente a dor e a repressão podem domar.



Neste caso a dor torna-se uma escola, ou antes, um remédio indispensável, pelo qual as provas são apenas uma repartição equânime da infalível justiça: é por ignorar os fins desejados por Deus, que nos tornamos rebeldes à ordem do mundo e às suas leis, e se elas são suscetíveis de nossas críticas, é apenas porque ignoramos o seu oculto poder.



O destino é conseqüência de nossos atos e de nossas livres resoluções: no suceder-se das existências, na vida espiritual, mais esclarecidos sobre nossas imperfeições e preocupações com os meios de eliminá-las, aceitamos a vida material sob a forma e nas condições que nos parecem adequadas a atingir esta finalidade. Os fenômenos do hipnotismo e da sugestão mental explicam-nos o que acontece em tais casos, sob a influência de nossos protetores espirituais; no estado de sonambulismo, a alma empenha-se a realizar uma certa ação em certo momento, por sugestão do magnetizador, e, despertada, sem recordar aparentemente a promessa, executa com exatidão o ato imposto. Assim o homem não conserva lembrança das resoluções que tomou antes de renascer, mas, chegada a hora, afronta os acontecimentos previstos, e participa deles na medida necessária ao seu progresso, ou ao cumprimento da lei inexorável.




Livro: Depois da Morte

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Re: Textos de luz

Mensagempor Stones » 27 Jun 2010, 14:47

Transfiguração, Multiplicação dos pães, e "Ressurreições" operadas por Jesus

Autor: Therezinha Oliveira


A Transfiguração (Mt. 17 1/8, Mc. 9 2/8 e Lc. 9 28/36. )

Resumamos as narrativas evangélicas:

Jesus levou Pedro, Tiago e João em particular a um alto monte, com o propósito de orar.

Enquanto ele orava:

seu rosto se modificou, resplandecia como o sol;
suas vestes tomaram-se brancas como a luz.
E apareceram Moisés e Elias (ambos já desencontrados) e conversavam os três sobre sua partida, que ele estava para cumprir em Jerusalém.

Explicação espírita do fenômeno

A transfiguração é "uma transformação fluídica, uma espécie de aparição perispirítica, que se produz sobre o próprio corpo do vivo" ; "geralmente é perceptível a todos os assistentes e com os olhos do corpo, precisamente por se basearem na matéria carnal visível". Pode-se dar pela vontade da própria pessoa ou sob influência externa. (Vide Allan Kardec, "A Gênese", cap. XIV, item 39; e a "Revista Espírita" de março de 1859.) Quando orou, Jesus se expandiu perispiritualmente, superpondo ao corpo novo aspecto e apresentando grande irradiação. A luminosidade propagou-se às suas vestes e através delas.

Quanto à presença de Moisés e Elias, foi um fenômeno de materialização (Pedro, Tiago e João eram médiuns de efeitos físicos), que será estudado em aula posterior.

A multiplicação de pães e peixes


Relatam os evangelistas que Jesus por 2 vezes multiplicou pães e peixes para atender à multidão que o seguira até uma região "deserta" (longe de cidades) e ali ficara ouvindo-o e recebendo curas mas, por não se terem munido de alimentos, estavam a ponto de passar fome.

A primeira multiplicação é relatada por Mt, 14 vs. 13/23, Mc. 6 vs. 30/44, Lc. 9 vs, 10/17 e Jo. 6 vs, l/15. A segunda somente por Mt. 15 32/39 e Mc. 8 1/10.

As diferenças entre as duas são pequenas, pois em ambas Jesus:

aproveitou o de que dispunham (alguns pães e peixes) ;
mandou que o povo se assentasse em grupos (ordenou a multidão);
orou (tomando os pães e peixes, ergueu os olhos aos céus e os abençoou);
depois fez a repartição entre os discípulos e estes para o povo;
todos comeram à vontade (milhares de homens, além das mulheres e crianças) ;
e ainda sobraram muitos cestos com pedaços de pão e de peixe, que Jesus mandou recolher para nada se perder.

Como explicar esse fenômeno?

Kardec entende que não houve o fenômeno materialmente ("A Gênese", cap. XV, item 48). A passagem seria simbólica, representando que Jesus "alimentou" espiritualmente a multidão que, magnetizada por sua presença e atenta à sua palavra, nem sentiu a falta de alimento físico. Assim queria Jesus que os discípulos também "alimentassem" o povo, quando lhes disse:

"Não é preciso que se retirem; dai-lhes vós de comer".


Também se pode pensar que, além dos poucos pães e peixes trazidos pelos discípulos, outras pessoas tivessem mais alimentos consigo e, ante o exemplo de doação generosa, acabaram por entregá-los também para a repartição entre todos. Aí, deu e sobrou.

Entretanto, não seria impossível um fenômeno de efeitos físicos, materializando substâncias. Em "O Livro dos Médiuns" (cap. VIII, Do Laboratório do Mundo Invisível), vemos que os espíritos podem não só reproduzir aparência de alimentos mas fazer que essas substâncias materializadas dêem até "a impressão de saciedade", quando ingeridas.

Mas para que teria Jesus realizado um fenômeno de efeitos físicos assim, multiplicando pães e peixes? Talvez com o objetivo de ensinar que precisamos pensar no próximo, no que ele necessita, e ajudar a atender essa necessidade; fazer isso orientando e ordenando o povo, doando o que nos for possível, buscando também o auxílio espiritual (orou antes de multiplicar) e não desperdiçando recursos (mandou recolher o que sobrasse).

Qual foi a repercussão?

Foi grande. A multidão, depois, queria proclamar rei a Jesus.

Mas ele não aceitou. E advertiu a todos: "Trabalhai não pela comida que perece mas pela que permanece para a vida eterna", ou seja, que procurassem assimilar sua mensagem, seus ensinos e exemplos.

Ressurreições

No Velho e no Novo Testamentos, há relatos de ressurreições, isto é, de pessoas que estavam mortas e voltaram a viver.

Como aceitar tais relatos se, à luz da Ciência, fatos assim são impossíveis e também não mais os vemos ocorrer nos dias de hoje?

O que a Ciência constata são casos em que as pessoas sofreram:

morte clínica: com parada cardíaca, perda da respiração, da consciência e dos movimentos; ' - letargia (do latim, letargia): perda momentânea da sensibilidade e do movimento, dando ao corpo aparência de morte real;
catalepsia (do grego, katálepsis): perda momentânea, algumas vezes espontânea, da sensibilidade e do movimento em determinada parte do corpo.
São, os três, estados patológicos ou anômalos. Geralmente a pessoa pode se recuperar deles, em minutos ou dias, havendo as condições e ajuda adequadas.

Explicação espírita de tais estados

Havendo desligamento parcial do perispírito, o espírito deixa de tomar contato, temporariamente, com determinada região do corpo ou no seu todo, porque lhe falta o elemento de ligação com ele.

O desligamento perispiritual pode se dar por causas orgânicas ou espirituais (inclusive por influência de outrem). Mas enquanto os laços fluídicos não se desataram totalmente e o corpo ainda tem vitalidade, sem lesão irreversível nos órgãos, será possível fazer a pessoa retomar ao normal:

restaurando as condições do funcionamento orgânico;
auxiliando fluidicamente (magnetismo humano ou espiritual) ;
estimulando o espírito à ação sobre o corpo;
afastando o espírito perturbador (se houver).
Mas, ao tempo de Jesus, se uma pessoa caísse em estado letárgico não haveria no local um médico que a examinasse e soubesse reconhecer que ela estava viva. (Quase não havia "doutores" na Palestina, naquela época, e muitos dos que assim se consideravam eram rabinos e, às vezes, curandeiros ; conheciam-se poucos remédios genuínos, se bem que se usassem várias ervas medicinais).

Por isso, as pessoas em estado letárgico acabavam sendo consideradas mortas. E como o sepultamento de cadáveres era feito no próprio dia da morte (às vezes de modo imediato: Atos 5, 1/11), podia não dar tempo de a pessoa se recuperar da letargia.

Após estes esclarecimentos, leiamos e analisemos os 3 casos em que Jesus "ressuscitou" pessoas, que foram:

o filho da viúva de Naim (Lc. 7 vs. l1/17);
a filha de Jairo, chefe da sinagoga de Cafarnaum (Lc. 8 40/42 e 49/56) ;
Lázaro (Jo. l 1, 1/45).
Observações:
No caso da filha de Jairo e de Lázaro, Jesus afirma textualmente que a pessoa não está morta mas dorme. Também ocorreria o mesmo quanto ao filho da viúva de Naim.
Jesus orou antes de "ressuscitar" Lázaro; certamente o fez também nas outras vezes mas, ou não foi em voz alta, ou não ficou relatado.
Os discípulos estavam sempre por perto; mas provavelmente se utilizava Jesus dos fluidos de Pedro, Tiago e João (médiuns de efeitos físicos), pois estes apóstolos foram os únicos que admitiu entrassem com ele para fazer a "ressurreição" da filha de Jairo.
Jesus se encaminhou para o túmulo de Lázaro, que "era uma gruta, a cuja entrada tinham posto uma pedra". Esclarece bem o evangelista João, pois o sepultamento, entre os judeus, não era feito sob a terra (como o fazemos atualmente) mas nas rochas, em cavernas naturais ou artificiais, fechando-se a entrada por meio de pedras, para proteger de eventual ataque de animais. Preferiam sepultar em lugares distanciados das habitações, fora dos muros da c idade.
Portanto, apesar de sepultado logo após a sua "morte", Lázaro não estava sob a terra mas numa gruta, com oxigenação suficiente para sobreviver ao estado letárgico em que caíra.
"Senhor, já cheira mal, porque já é de quatro dias", disse Marta, irmã de Lázaro, quando Jesus mandou removessem a pedra da entrada do sepulcro. Era o que Marta pensava mas não a realidade, pois Lázaro não morrera, e seu corpo, em estado letárgico, não estava em decomposição.
Nos três casos, Jesus falou diretamente à pessoa para que se levantasse. Em espírito, podiam ouvi-lo e agir sobre o corpo, após haverem recebido a ajuda fluídica de Jesus. No caso da menina, Lucas diz expressamente: "voltou-lhe o espírito" (quer dizer que estava afastado) e então "ela imediatamente se levantou".
(Vide "O Livro dos Espíritos", 2a parte, cap. VIII, pergs. 422/424 e "A Gênese", cap. XV, itens 37 a 40.) Por mais admirável que a "ressurreição" física nos pareça, ela é de efeito temporário, pois um dia o "ressuscitado" terá de desencarnar mesmo.

Que haverá "ressurreição" espiritual para todos nós, além da morte do corpo, é verdade, pois continuaremos a viver em espírito. Porém, em que estado despertaremos nesse além? Felizes ou infelizes, conforme nossos pensamentos, sentimentos e ações.

Que mais nos importa, então? É a "ressurreição" moral, o despertamento nosso em espírito, para sairmos da "morte espiritual" (erro, inércia, vício, usura, etc.) na direção da vivência correta e plena de nossas potencialidades espirituais.


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Re: Textos de luz

Mensagempor Stones » 30 Jun 2010, 11:12

ANDRÉ LUIZ
Agenda Cristã
Sinal Verde


"Ajude ao que erra; seus pés pisam o mesmo chão, e, se você tem possibilidades de corrigir, não tem o direito de censurar."

"Ajude com a sua oração a todos os irmãos que jamais encontram tempo ou recursos para serem úteis a alguém."

"Antes de sair para a execução de suas tarefas, lembre-se de que é preciso abençoar a vida para que a vida nos abençoe."

"Se você tem qualquer mágoa remanescendo da véspera, comece o dia, à maneira do Sol: - esquecendo a sombra e brilhando de novo."

"Nas provações e conflitos do lar terrestre, quase sempre, estamos pagando pelo sistema de prestações, certas dívidas contraídas por atacado."

"A paisagem social da Terra se transformaria imediatamente para melhor se todos nós, quando na condição de espíritos encarnados, nos tratássemos, dentro de casa, pelos menos com a cortesia que dispensamos aos nossos amigos."

"Não tente padronizar as necessidades afetivas dos outros por suas necessidades afetivas, porquanto embora o amor seja luz uniforme e sublime em todos, o entendimento e posição do amor se graduam de mil modos na senda evolutiva."

"Antagonizar sistematicamente é um processo exato de angariar aversões."

"Festejar dignamente, em torno da fraternidade humana, para ajudar o próximo, é uma das mais belas formas de auxílio."

"No que se refere à alimentação, é importante recordar a afirmativa dos antigos romanos: "há homens que cavam a sepultura com a própria boca".

"Quem fala menos ouve melhor, e quem ouve melhor aprende mais."

"Toda vez que criticamos alguém, estamos moralmente na obrigação de fazer melhor que esse alguém a tarefa em pauta."

"É possível que determinados companheiros nos incomodem presentemente, no entanto, será que temos vivido, até agora, sem incomodar a ninguém?"

"Auxílio sempre possível: colocar a flor da paciência no espinheiro da irritação."

"Se você parar de se lamentar, notará que a felicidade está chamando o seu coração para vida nova."

"Estude a si mesmo, observando que o auto-conhecimento traz humildade e sem humildade é impossível ser feliz."

"Por maior lhe seja o fardo do sofrimento, lembre-se de que Deus, que agüentou com você ontem, agüentará também hoje."

"Disse um notável filósofo: "uma criatura irritada está sempre cheia de veneno", e podemos acrescentar: "e de enfermidade também".

"Indiscrição, leviandade, curiosidade vazia ou malícia afastam de quem as cultiva as melhores oportunidades de elevação e progresso."

"O essencial em seu êxito não é tanto aquilo que você distribui e sim a maneira pela qual você se decide a servir."

"Em qualquer circunstância, é preciso não esquecer que podemos ver e ouvir para compreender e auxiliar."

"Quem diz que o tempo traz apenas desilusões, é que não tem feito outra cousa senão iludir-se."

"Quanto mais avança, a ciência médica mais compreende que o ódio em forma de vingança, condenação, ressentimento, inveja ou hostilidade está na raiz de numerosas doenças e que o único remédio eficaz contra semelhantes calamidades da alma é o específico do perdão no veículo do amor."

"A sentença de Jesus: "procura e achará" equivale a dizer: "encontrarás o que desejas".




[center] A Lição das Folhas


Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu
coração, prova-me e conhece os meus
pensamentos; vê se há em mim algum
caminho mau e guia-me pelo caminho eterno.
Salmo 139:23 e 24.



Num dia luminoso e agradável eu caminhava
pelo bosque. Comecei a juntar folhas
coloridas que tinham caído das árvores
ao meuredor. Vez após vez eu me abaixava,
pegava uma folha que me houvesse
chamado a atenção e, se fosse suficientemente
perfeita, acrescentava-a e defeitos óbvios,
como acontecia com mais freqüência, eu
a jogava fora. Muitas folhas eram marrons
e mortas e tinham sido pisoteadas.
Eu nem mesmo olhava para elas.
Então senti o Senhor falando ao meu coração.
"Por que você rejeita as imperfeitas?
Não são criação Minha também?
Elas servem a um propósito diferente
do que só encher seus olhos de beleza.
Eu criei todas."
Eu sabia, lógico, que o Senhor não estava
falando das folhas. Entendi que
muitas vezes lido com as pessoas da mesma
maneira como estava lidando com
folhas de outono menos bonitas.
Meu coração ficou apertado. Quantas vezes
rejeitei uma potencial amiga por causa de
alguma falha interior, real ou
imaginária? Quantas vezes julguei
alguém por não entender seu
comportamento ou circunstâncias?
Quantas pessoas? Machucadas,
pisadas a pés, mastigadas e cuspidas
pela vida, como eu ? têm me procurado
em busca de compreensão
e amor, mas devido ao meu medo de chegar
perto demais, deixo-as ali com a sua
dor? Quantas pessoas tenho magoado
através da minha rejeição? E quanto
tenho sofrido eu mesma por não permitir
que essas pessoas me enriqueçam a
existência? Olhei para cima, para as
árvores, depois para as folhas com as
quais o chão do bosque se vestia. Lá
no alto, as folhas formavam um dossel de cores ?
Não havia duas exatamente da mesma
tonalidade? Pintando uma tapeçaria de
intrincada beleza. Embaixo, as folhas
formavam um carpete que ia perdendo
os tons vivos, transformando-se numa
capa protetora que nutriria as próprias
árvores que as haviam lançado para o
chão. Notei uma folha cheia de manchas,
da qual um inseto se havia
alimentado. Curvei-me, peguei a
folha e cuidadosamente a coloquei na minha
coleção. Pai, por favor, perdoa-me por ter
praticado a rejeição. Ajuda-me a ser mais
sensível às necessidades
dos meus irmãos e irmãs.
Quer façam parte da linda abóbada lá
em cima, quer sejam parte do nutritivo
carpete aqui embaixo.
[/center]



Lynda Mae Richardson




[center]Amor de mãe



Eu lhe dei a vida ,
mas não posso vivê-la por você .
Eu posso mostrar-lhe caminhos ,
mas não posso estar neles para liderar você .

Eu posso levá-lo à igreja,
mas não posso fazer com que tenha fé .
Eu posso mostrar-lhe a diferença entre o
certo e o errado, mas não posso sempre
decidir por você .

Eu posso lhe comprar roupas bonitas,
mas não posso faze-lo
bonito por dentro .
Eu posso lhe dar conselho,
mas não posso segui-lo por você .

Eu posso lhe dar amor,
mas não posso impô-lo a você .
Eu posso ensiná-lo a compartilhar,
mas não posso faze-lo generoso .

Eu posso ensinar-lhe o respeito,
mas não posso forçá-lo a ser respeitoso .
Eu posso aconselhá-lo sobre amigos,
mas não posso escolhe-los por você .

Eu posso alertá-lo sobre sexo seguro,
mas não posso mantê-lo puro .
Eu posso informá-lo sobre álcool e drogas,
mas não posso dizer "NÃO" por você .

Eu posso falar-lhe sobre o sucesso,
mas não posso alcançá-lo por você .
Eu posso ensiná-lo sobre a gentileza,
mas não posso forçá-lo a ser gentil .

Eu posso orar por você,
mas não posso impor-lhe Deus .
Eu posso falar-lhe da vida,
mas não posso dar-lhe vida eterna .

Eu posso dar-lhe amor incondicional
por toda a minha existência
... e isso eu farei.


Pensamento Espírita[/center]



[center]DÊ UMA CHANCE À VIDA


Mamãe quando escuto à sua voz
Vibra em mim uma vontade de lhe ver
Já sei como é seu lindo rosto
Pois, sonho todo dia com você


Mas mamãe, me alivia das dores
Que sinto quando ouço alguem dizer-lhe:
"VOCÊ DEVE ABORTAR, SERÁ MELHOR ASSIM!!"
As dores mamãe me machucam, não sei o que fazer
Mamãe deixa eu provar o meu amor
Mamãe não me deixe morrer
Eu sei que serei seu maior prazer,
Deixe mamãe o sol nascer.


( autor desconhecido )[/center]



[center]
Dez dicas




Turma:
Estamos por aqui, no frente à frente..
Agradeço o papo, mas não esperem sermão.
Transando atividades espirituais com vocês,
não passo de garupeta.
Se alguém disser pra vocês que sou guia,
corrijam logo a palavra pra guiador,
pois carango é comigo!
Estou num gango assim tão legal que,
sem esnobar conselho, digo pra vocês dez dicas
que limpam a barra de qualquer batente
em que o cara esteja.

A primeira é uma daquelas que chegou ao
mundo por Moisés- respeitar pais e mães;
quem não puder seguir as modas dos bigs
amizades que na Terra nos puseram pra jambrar,
deve agradecer a eles com atenção todo
o bem que nos fazem.

A segunda é agüentar as pontas e manter
a garra no estudo e no trabalho, pra que
ninguém fique encucado em bofunfa de papai.

A terceira é não caçar bocas para não perder
tempo nem caminho.

A quarta é escolher com quem andam pra
saber onde vão chegar.

A quinta é deixar a carranca pra quem gosta
de fechar o pesqueiro e esperar pelo miserê.

A sexta é fugir de brisas e ervas mágicas pra
não entregarem a rapadura, diante da vida.

A sétima é não engrupir a ninguém e
não se biritar para que não se envolvam
em piaba e canória.

A oitava é reconhecer que revirar o sexo sem
compromisso é brincar com fogo, buscando,
às vezes, loucura e doença, confa e balaço.

A nona é auxiliar aos outros em tudo
o que a gente consiga fazer o bem.
10º
A décima é confiar em Deus e saber que
somos vistos pela Divina Providência,
mesmo onde os tais imaginem estar sós.
Quanto ao mais, procurem não perder a
disciplina com as pedreiras da vida,
porquanto ganhar pedal nas praças
do mundo não é maré mansa.
Acertem os relógios com o Amigão
Jesus Cristo, bola pra frente e já falei.



Augusto Cezar Netto
Mensagem extraída do livro
“falou e disse”

psicografado por (Chico Xavier)
[/center]

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Re: Textos de luz

Mensagempor Stones » 05 Jul 2010, 12:06

[center]TEXTOS DE LUZ - 5 / 07 / 2010




Os Pré-Adamitas


REVISTA ESPÍRITA
Jornal de Estudos Psicológicos
publicada sobre a direção de Allan Kardec

março de 1860



Uma carta que recebemos contém a seguinte passagem: "O ensinamento que vos foi dado pelos Espíritos repousa, com isto devo convir, sobre uma moral inteiramente conforme à do Cristo, e mesmo muito mais desenvolvida do que não o está no Evangelho, porque mostrais a aplicação daquilo que, muito freqüentemente, não se encontra senão em preceitos gerais. Quanto à questão da existência dos Espíritos e das suas relações com os homens, para mim ela não é objeto de nenhuma dúvida; dela estaria convencido pelo único testemunho dos Pais da Igreja, se não lhe tivesse a prova por minha própria experiência. Não levanto, pois, nenhuma objeção a este respeito; não ocorre o mesmo com certos pontos de sua Doutrina que, evidentemente, são contrários ao testemunho das Escrituras. Limitar-me-ei, por hoje, a uma única questão, a relativa ao primeiro homem. Dissestes que Adão não foi nem o primeiro e nem o único que povoou a Terra. Se assim fora, seria necessário admitir que a Bíblia é um erro, uma vez que o ponto de partida seria controvertido; vede um pouco a quais conseqüências isto nos conduz! Este pensamento, eu o confesso, lançou alguma perturbação em minhas idéias; mas como sou, antes de tudo, pela verdade, e porque a fé não pode negar estabelecendo-se sobre o erro, consenti, eu vos peço, dar-me a este respeito alguns esclarecimentos, se o vosso lazer vo-lo permitir; e se puderdes tranqüilizar a minha consciência, por isto vos serei muito reconhecido."

Resposta.

A questão do primeiro homem na pessoa de Adão, como única fonte da Humanidade, não é a única sobre a qual as crenças religiosas deveram se modificar.

O movimento da Terra, numa certa época, pareceu de tal modo oposto ao texto das Escrituras, que foi motivo de perseguições das quais essa teoria não foi o pretexto, e, todavia, vê-se que, Josué detendo o sol não pôde impedir a Terra de girar; ela gira apesar dos anátemas, e hoje ninguém poderia contestá-lo sem prejuízo de sua própria razão.

A Bíblia diz igualmente que o mundo foi criado em seis dias, e fixa-lhe a época em torno de 4 mil anos antes da era cristã. Antes disso, a Terra não existia, ela foi tirada do nada: o texto é formal; e eis que a ciência positiva, inexorável, vem provar o contrário. A formação do globo está escrita em caracteres imprescritíveis do mundo fóssil, e está provado que os seis dias da criação são igualmente de períodos cada um, talvez, de várias centenas de milhares de anos. Isto não é um sistema, uma doutrina, uma opinião isolada, é um fato tão constante quanto o movimento da Terra, e que a teologia não pode se recusar em admitir; também não mais senão nas pequenas escolas que se ensina que o mundo foi feito em seis vezes vinte e quatro horas, prova evidente do erro no qual se pode cair tomando ao pé da letra as expressões de uma linguagem, freqüentemente, figurada. A autoridade da Bíblia recebeu um insulto aos olhos dos teólogos? De nenhum modo, eles se renderam à evidência, e disto concluíram que o texto podia receber uma interpretação.

A ciência, folheando os arquivos da Terra, reconheceu a ordem na qual os diferentes seres vivos apareceram na superfície; a observação não deixa nenhuma dúvida sobre as espécies orgânicas que pertencem a cada período, e essa ordem está de acordo com aquela que está indicada no Gênese, com a diferença de que esta obra, em lugar de ter saído miraculosamente das mãos de Deus em algumas horas, cumpriu-se, sempre por sua vontade, mas segundo a Lei das forças da Natureza, em alguns milhões de anos. Deus, por isso, é menos grande e menos poderoso? Sua obra é menos sublime por não ter o prestígio da instantaneidade? Evidentemente não; seria necessário fazer-se da Divindade uma idéia bem mesquinha por não reconhecer sua onipotência nas leis eternas que ela estabeleceu para reger os mundos.

A ciência, do mesmo modo que Moisés, coloca o homem em último na ordem da criação dos seres vivos; mas Moisés coloca o dilúvio universal no ano de 1654 do mundo, ao passo que a geologia nos mostra esse grande cataclismo anterior à aparição do homem, tendo em vista que, até este dia, não se encontrou nas camadas primitivas nenhum traço de sua presença, nem dos animais da mesma categoria no ponto de vista físico; mas nada prova que isto seja impossível; várias descobertas já lançaram dúvidas a esse respeito; portanto, pode ser que, de um momento para outro, adquira-se a certeza dessa anterioridade da raça humana. Resta a ver se o cataclismo geológico, cujos traços estão por toda a Terra, é o mesmo do dilúvio de Noé; ora, a lei da duração da formação das camadas fósseis não permite confundi-las, a primeira remontando talvez a cem mil anos. Do momento em que forem encontrados os traços da existência do homem antes da grande catástrofe, ficará provado, ou que Adão não foi o primeiro homem, ou que a sua criação se perde na noite dos tempos. Contra a evidência não há raciocínios possíveis; os teólogos deverão, pois, aceitar este fato como aceitaram o movimento da Terra e os seis períodos da criação.

A existência do homem antes do dilúvio geológico, é verdade, é ainda hipotética, mas eis o que o é menos. Admitindo que o homem apareceu pela primeira vez na Terra quatro mil anos antes de Cristo, se 1650 mais tarde toda a raça humana foi destruída com exceção de um único, disso resulta que o povoamento da Terra não data senão de Noé, quer dizer, de 2350 anos antes da nossa era. Ora, quando os Hebreus emigraram para o Egito, no décimo oitavo século, encontraram este país muito povoado e já muito avançado em civilização.

A história prova que, nessa época, as índias e outros países estavam igualmente florescentes. Seria necessário, pois, que do décimo quarto ao décimo oitavo século, quer dizer, no espaço de 600 anos, não somente a posteridade de um único homem pôde povoar todos os imensos continentes então conhecidos, supondo que os outros não o fossem, mas que, nesse curto intervalo, a espécie humana pôde se elevar da ignorância absoluta, do estado primitivo, ao mais alto grau do desenvolvimento intelectual, o que é contrário a todas as leis antropológicas. Tudo se explica, ao contrário, admitindo-se a anterioridade do homem, o dilúvio de Noé com a catástrofe parcial confundida com o cataclismo geológico, e Adão, que viveu há 6.000 anos, como tendo povoado um continente ainda inabitável. Ainda uma vez, nada poderia prevalecer contra a evidência dos fatos; por isso cremos prudente não se inscrever muito levianamente em falso contra doutrinas que podem, cedo ou tarde, como tantas outras, pôr em erro aqueles que as combatem. As idéias religiosas, longe de perderem, se engrandecem caminhando com a ciência; é o meio de não dar ensejo ao ceticismo em demonstrando um lado vulnerável.

Que teria acontecido à religião se ela se obstinasse contra a evidência, e se persistisse em cunhar de anátema quem não aceitasse a letra das Escrituras, disso resultaria que não poderia ser católico sem crer no movimento do sol, nos seis dias, nos 6.000 anos da existência da Terra; contai, pois, o que restaria hoje de católicos. Proscrevei também aquele que não se prende à letra, à alegoria da árvore e de seu fruto, da costela de Adão, da serpente, etc? A religião será sempre forte quando ela marchar de acordo com a ciência, porque ela reunirá a parte esclarecida da população; é o único meio de dar um desmentido ao preconceito que a faz considerar, pelas pessoas superficiais, como a antagonista do progresso. Se jamais, e isso a Deus não praza, ela repelisse as evidências dos fatos, hostilizaria os homens sérios, e provocaria o cisma, porque nada poderia prevalecer contra a evidência. Também a alta teologia, que conta com homens eminentes por seu saber, admite, sobre muitos pontos controversos, uma interpretação conforme a sã razão. Somente é deplorável que ela reserve suas interpretações para os privilegiados, e continue a fazer ensinar a letra nas escolas; resulta disso que esta letra, primeiro aceita pelas crianças é mais tarde rejeitada por elas quando chega a idade do raciocínio; nada tendo por compensação, rejeitam tudo e aumenta o número dos incrédulos absolutos. Não dai, ao contrário, à criança senão aquilo que sua razão possa admitir mais tarde, e sua razão, em se desenvolvendo, a fortalecerá nos princípios que lhe inculcaram. Assim falando, cremos servir aos verdadeiros interesses da religião; ela será sempre respeitada quando mostrada onde realmente está, e quando não fará consistir nas alegorias das quais o bom senso não pode admitir a realidade.




Que é Deus?


Paulo Roberto Martins


http://www.espirito.org.br/portal/artig" onclick="window.open(this.href);return false; ... -deus.html



O professor Rivail, já utilizando desde então o codinome "Allan Kardec", abre o capítulo primeiro, do livro primeiro da codificação da Doutrina (Ensinamentos) dos Espíritos, com a pergunta título deste artigo.

Kardec já tomava por base que para iniciar e ter total empenho nas suas pesquisas espíritas, nunca seria demais a máxima frieza e o sistemático controle das paixões evitando descambar-se para a religiosidade muito forte da época, para a curiosidade pueril, para a sede do sobrenatural ou quaisquer manifestações deste gênero. Tanta convicção tinha neste comportamento que mais adiante advertiria os seus seguidores: "O Espiritismo será científico ou não subsistirá".

Recebeu dos Espíritos que "assinam" os prolegômenos de "O Livro dos Espíritos" a resposta mais próxima da verdade científica até hoje já concebida: - Deus é a inteligência suprema, causa primeira de todas as coisas.

A lei básica que rege o Universo (todas as coisas) é a lei de Causa e Efeito ou Ação e Reação, como é conhecida no meio científico. Para um efeito inteligente sempre haverá uma causa inteligente correspondente.

Para que possamos chegar próximos a entender o que é Deus, devemos fazer um esforço para idealizarmos mais ou menos o que seria o Universo, começando portanto pela tomada de consciência do espaço tridimensional (comprimento, largura e altura) que ocupamos no mesmo, passando daí para a percepção do espaço da nossa residência, bairro, cidade, estado, país, continente e planeta Terra com seus 40.000 quilômetros de extensão na circunferência. A Terra faz parte de um sistema solar que possui apenas 9 planetas com 57 satélites no total de 68 corpos celestes. A "grosso modo" em relação a outros astros do sistema solar, a Terra possui um volume 49 vezes maior que o da lua e 1.300.000 vezes menor que o do sol. É preciso que tenhamos noção de sua pouca importância diante do restante do Universo.

Nosso sistema solar faz parte de uma pequena galáxia conhecida por Via Láctea, um aglomerado de cerca de 100 bilhões de estrelas, com pelo menos cem milhões de planetas e conforme os astrônomos, no mínimo cem mil com vida inteligente e mil com civilizações mais evoluídas que a nossa.

As últimas observações do telescópio Hubble (em órbita), elevaram o número de galáxias conhecidas para 50 milhões. Em 1991, em Greenwich, na Inglaterra, o observatório localizou um quasar (possível ninho de galáxias) com a luminosidade correspondente a 1 quatrilhão de sóis.

Diante destes números pensaríamos haver chegado na idéia do que é o Universo; ledo engano, pois estas áreas, ou melhor, volumes, representariam apenas 3% do que seria a totalidade de tudo dentro do tridimensional e espaço/tempo como conhecemos. Os espaços interplanetários, interestrelares e intergalácticos, obviamente, formariam a maior parte daquilo que chamamos de Universo.

Os fenômenos de aporte (transporte de matéria através de outras dimensões) tão conhecidos dos pesquisadores da paranormalidade e a anti-matéria já produzida em laboratórios experimentais mais desenvolvidos através do planeta, nos dão a confirmação dos estudos de pesquisadores da capacidade de um Friedrich Zöllner, que no século passado , comprova a existência da quarta dimensão e conseqüentemente outros tantos Universos, quantas tantas dimensões for possível conhecermos.

A teoria mais moderna da criação do Universo, nos remete não apenas para o Bigbang (a grande explosão) início de tudo, mas, para a idéia de vários bigbangs, com Universos cíclicos através de quatrilhões ou mais de anos.

E aí? Será que conseguimos chegar perto da idéia da concepção e tamanho da obra de Deus, para tentar entendê-lo?

Não seria no mínimo estranho que após esta monumental obra inteligente, Deus colocasse em um planeta que representa um ínfimo grão de areia em uma cadeia de montanhas como o Himalaia, sua grande criação, o homem, feito sua imagem e semelhança?

Nosso grande irmão e amigo Jesus, há 2000 anos, já passava em forma de contos e parábolas vários conhecimentos intelectuais e morais que possuía devido ao seu grande estado evolutivo, quando em missão entre nós, confiada pelo Criador afirmou: "Na casa de meu pai existem muitas moradas".

Para concluirmos esta nossa pequena intenção de lançarmos nossos confrades na especulação ao entendimento do que seria Deus, iremos nos valer da "coleção de livros" chamada Bíblia, que no entender do grande intelectual e eminente espírita Dr. Carlos Imbassahy, é um livro como outro qualquer, em que nos seus textos contém tudo que a gente queira para justificar, a favor ou contra qualquer coisa.

No Antigo Testamento, Livro Gênesis, Capítulo 1 (Criação do homem), versículo 26 temos: "e (por fim) disse: Façamos o homem à nossa imagem e semelhança (sic...)".

Se tomarmos como verdadeira a hipótese de que a Bíblia é a palavra de Deus, qual seria a imagem correta do nosso Criador? Um homem ou mulher? Velho, ariano de barbas longas ou de cor negra, e magro como os etíopes (teoricamente os primeiros hominídeos) ?

Não seria melhor tentarmos entender uma concepção mesmo que não a conheçamos bem? Como por exemplo: o que sabemos a respeito do que somos (espírito)? Qual a imagem fiel que temos do mesmo? Ninguém sabe, ou melhor, conhecemos bem o corpo material, e relativamente o perispiritual, mas não o espírito. Conforme Allan Kardec, o espírito é alguma coisa formado por uma substância, mas cuja matéria, que afeta nossos sentidos, ele não nos pode dar uma idéia.

Pode-se compará-lo a uma chama ou centelha cujo clarão varia de acordo com o grau de sua depuração. Sendo assim, pois, teríamos o entendimento melhor de nossa imagem de acordo com a de Deus.

No tocante a semelhança é mais fácil a sua comparação quando procuramos compreender a eternidade, já que a palavra pressupõe algo que não tem início nem fim, como Deus; que é infinito, único, perfeito e todo-poderoso. Já ao passo que nós somos algo como semi-eternos; tivemos um começo criado por Ele e evoluímos na Sua direção conforme o Seu desejo.


e-mail: poncy@ig.com.br

Artigo publicado no Jornal Espírita de Pernambuco / Julho 2000





Embriões Congelados:

Espíritos Ligados por Até 12 Anos

Alexandre Fontes da Fonseca e Alvaro Vannucci


http://www.ieja.org/portugues/p_index.htm" onclick="window.open(this.href);return false;


O caso do nascimento de gêmeos em Israel a partir de embriões congelados revela: os espíritos que reencarnaram por esse processo permaneceram ligados ao embrião por 12 anos!

Recentemente, a literatura científica registrou um caso de nascimento de bebês a partir de embriões congelados que permaneceram congelados por 12 anos [1]. Neste artigo pretendemos abordar o tema “embriões congelados” e o possível uso de suas desejadas células-tronco, baseando-nos no fato científico acima, lembrando das palavras de Kardec: “Os fatos, eis o verdadeiro critério dos nossos juízos, o argumento sem réplica. Na ausência dos fatos, a dúvida se justifica no homem ponderado.” (Ítem VII da Introdução de O Livro dos Espíritos [2]). Antes desse caso, o maior período de tempo em que um embrião permaneceu congelado - e foi utilizado para o nascimento de um bebê - foi de 7 anos [3].

O processo usualmente empregado é conhecido como criopreservação que consiste no congelamento e preservação de embriões humanos à temperaturas muito baixas (temperatura do nitrogênio líquido: 196 oC NEGATIVOS) [1]. Desde o nascimento do primeiro bebê de proveta em 1978 [4], o processo de fertilização in vitro, isto é, dentro de um tubo de ensaio, se tornou uma forma de tratamento muito comum para o problema de esterilidade. Devido ao fato de que apenas 20% a 30% dos embriões produzidos pela técnica de fecundação in vitro resultam em gravidez, à cada tentativa os médicos inserem vários embriões ao mesmo tempo no útero da mulher. No entanto, devido a fatores de ordem financeira [5] e ao período fértil da mulher [5], um número maior de embriões é produzido por ocasião de uma fertilização in vitro, onde o excedente é destinado à criopreservação para que novas tentativas sejam feitas posteriormente, caso seja necessário ou desejado pelo casal.

Um importante detalhe é que somente no processo de congelamento e descongelamento, 30% dos embriões morrem [5]. Apesar de existirem pesquisas que buscam minimizar esse índice de mortalidade [6], não existe técnica que garanta 100% a sobrevivência de todos os embriões que passam pelo processo de criopreservação.

Diante desse contexto, analisaremos os aspectos doutrinários relacionados ao tema servindo-nos das questões de 344 a 360 de O Livro dos Espíritos [2]. Se um espírito, de fato, se liga ao seu futuro corpo no momento da concepção (questão 344) então, desde a primeira divisão da célula-ovo já temos um ser humano que, mesmo em formação, tem o seu direito à vida resguardado pela Lei (dos homens e de Deus). Por outro lado, se existem corpos para os quais nunca houve um espírito ligado (questão 356), isso significa que alguns embriões não possuem espírito e, portanto, não passam de um amontoado de células. Segundo os espíritos, em resposta à questão 358, “Há crime sempre que transgredis a lei de Deus. Uma mãe, ou quem quer que seja, cometerá crime sempre que tirar a vida a uma criança antes do seu nascimento, por isso que impede uma alma de passar pelas provas a que serviria de instrumento o corpo que se estava formando.” Sabendo disso, como saber se um determinado embrião possui ou não um espírito ligado? A vidência, infelizmente, não se constitui em método seguro para responder essa questão pois essa faculdade depende do estado do médium e pode ser usada por espíritos infelizes para enganá-lo. Diante da preocupação de estarmos cometendo um crime de transgressão à lei de Deus, conforme a resposta à questão 358, os embriões congelados devem ser preservados. Isso, aliás, está escrito nos “Direitos do Embrião” [7] publicado pela Associação Médico Espírita do Brasil, AME-Brasil, na revista da Abrame (Associação Brasileira dos Magistrados Espíritas), cujos ítens 1 e 6 são transcritos a seguir:

1) Os direitos do embrião começam com a fecundação;
2) Como ainda não existem meios para identificar quais os embriões congelados que possuem ligações com Espíritos reencarnantes, todos devem ser preservados;

Por mais que as pesquisas com as células-tronco sejam a esperança de muitas criaturas sofredoras, como recentemente argumentado por Nunes Filho [8], o Espiritismo não sustenta a utilização dos embriões congelados nessas pesquisas, conforme a citação dos Direitos do Embrião [7], e mencionado por outros companheiros espíritas [9].

Temos em Missionários da Luz [10], de André Luiz, um exemplo de descrição (cap. 13) do processo de reencarnação de Segismundo. Segundo André Luiz, “... o elemento (espermatozóide) vitorioso prosseguiu a marcha, depois de atravessar a periferia do óvulo, gastando pouco mais quatro minutos para alcançar o seu núcleo.” Após observar que o instrutor se manteve em serviço de divisão da cromatina, André Luiz relata que ele ajustou a forma previamente reduzida de Segismundo sobre o embrião recém formado observando que “essa vida latente começou a movimentar-se.” A informação que nos interessa é a afirmativa de André Luiz de que “Havia decorrido precisamente um quarto de hora, a contar do instante em que o elemento ativo (espermatozóide) ganhara o núcleo do óvulo passivo.” (Grifos em negrito nossos). Na falta de outras referências, o valor de 15 minutos pode ser tomado como típico no processo de ligação do espírito à célula-ovo.

Nas clínicas e hospitais que trabalham com inseminação artificial, os embriões são congelados quando atingem 2 a 8 dias de idade, quando já se iniciou o processo de divisão celular [4]. Portanto, não há dúvidas de que um embrião formado in vitro, para o qual um espírito foi destinado ou atraído, a ligação entre ambos já existe no momento do congelamento. Sabendo do fato de que uma percentagem significativa de embriões não sobrevive ao processo de congelamento e posterior descongelamento, questionamos o uso do método de criopreservação, sugerindo um novo ítem para os Direitos do Embrião: que ele não seja congelado. Isso implicaria em modificação dos métodos oferecidos para os casais com problemas de fertilização pois o ideal seria que nenhum embrião fosse congelado. Isso certamente encarecerá o processo, mas estamos falando de vidas humanas e de espíritos que por serem nossos irmãos, merecem todo nosso esforço e respeito. Vale aqui, lembrar que existe uma outra alternativa para a obtenção de células-tronco de origem embrionária sem a necessidade de destruir o embrião. Foi ao ar no dia 14 de janeiro de 2005, no programa Globo Reporter, uma reportagem sobre células-tronco em que uma pesquisadora da Universidade Tufts, em Boston, descobriu que os fetos em desenvolvimento no útero de sua mãe fornecem células-tronco quando algum tecido ou órgão materno está lesado [11]. As células-tronco provindas do feto podem ser extraídas da corrente sanguínea da mãe, reproduzidas em laboratório e testadas quanto ao seu potencial terapêutico sem prejuízo algum tanto para mãe quanto para o feto [11]. Essa alternativa evitaria o sacrifício de embriões e as controvérsias em torno do assunto.

Em resposta à questão 345 de O Livro dos Espíritos [2], os espíritos dizem que “(...) Mas, como os laços que ao corpo o prendem são ainda muito fracos, facilmente se rompem e podem romper-se por vontade do Espírito, se este recua diante da prova que escolheu.” Isso significa que nenhum espírito está, a priori, condenado a permanecer ligado a um embrião congelado por tempo indeterminado. Se ele desejar, e tiver condições espirituais, poderá desligar-se do embrião que, então, passará a ser apenas um amontoado de células. Mas esta atitude, que não o isenta da responsabilidade pela decisão tomada, não garante que todos os embriões que são congelados por um período de tempo longo não possuam espíritos ligados. O caso que motivou o título deste artigo é um fato que demonstra isso.

De modo a vermos qual a situação de um espírito ligado por 12 anos a um embrião congelado, recorremos à questão 351 de O Livro dos Espíritos, onde Kardec pergunta se entre a concepção e o nascimento, o espírito goza de todas as suas faculdades. Os espíritos dizem que “Mais ou menos, conforme o ponto, em que se ache, dessa fase, porquanto ainda não está encarnado, mas apenas ligado. A partir do instante da concepção, começa o Espírito a ser tomado de perturbação, que o adverte de que lhe soou o momento de começar nova existência corpórea. Essa perturbação cresce de contínuo até ao nascimento. Nesse intervalo, seu estado é quase idêntico ao de um Espírito encarnado durante o sono. À medida que a hora do nascimento se aproxima, suas idéias se apagam, assim como a lembrança do passado, do qual deixa de ter consciência na condição de homem, logo que entra na vida. Essa lembrança, porém, lhe volta pouco a pouco ao retornar ao estado de Espírito.” (Grifos nossos). Essa resposta deixa claro que o espírito não fica necessariamente dormindo, inconsciente ou inerte durante o intervalo entre a concepção e o nascimento. Dependendo de seu estágio evolutivo, ele pode se deslocar para longe do seu embrião, estudar e trabalhar no Plano Espiritual, da mesma forma como um encarnado durante o sono. Como a fase embrionária é mais próxima do momento da concepção do que do nascimento, a perturbação tende a ser pequena, podendo o espírito gozar de mais liberdade quanto ao uso de suas faculdades.


*

Alexandre é pós-doutorando do Instituto de Física da USP, em São Paulo, membro do conselho editorial do Boletim do GEAE (http://www.geae.inf.br), colaborador do Centro Espírita Allan Kardec, em Campinas, e colaborador do Centro Espírita Irmão Agostinho em Brotas, SP.

Alvaro é Físico e Professor da Universidade de São Paulo.
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Re: Textos de luz

Mensagempor Stones » 09 Jul 2010, 12:07

[center]TEXTOS DE LUZ - 09 - 07 - 2010.


Esmola e Caridade

Escusam-se muitos de não poderem ser caridosos, alegando precariedade de bens, como se a caridade se reduzisse a dar de comer aos famintos, dar de beber aos sedentos, vestir os nus e proporcionar um teto aos desabrigados.

Além dessa caridade, de ordem material, outra existe - a moral, que não implica o gasto de um centavo sequer e, não obstante, é a mais difícil de ser praticada.

Exemplos? Eis alguns:

Seríamos caridosos se, fazendo bom uso de nossas forças mentais, vibrássemos ou orássemos diariamente em favor de quantos saibamos acharem-se enfermos, tristes ou oprimidos, sem excluir aqueles que porventura se considerem nossos inimigos.

Seríamos caridosos se, em determinadas situações, nos fizéssemos intencionalmente cegos para não vermos o sorriso desdenhoso ou o gesto disprezivo de quem se julgue superior a nós.

Seríamos caridosos se, com sacrifício de nosso valioso tempo, fôssemos capazes de ouvir, sem enfado, o infeliz que nos deseja confiar seus problemas íntimos, embora sabendo de antemão nada podermos fazer por ele, senão dirigir-lhe algumas palavras de carinho e solidariedade.

Seríamos caridosos se, ao revés, soubéssemos fazer-nos momentâneamente surdos quando alguém, habituado a escarnecer de tudo e de todos, nos atingisse com expressões irônicas ou zombeteiras.

Seríamos caridosos se, disciplinando nossa língua, só nos referíssemos ao que existe de bom nos seres e nas coisas, jamais passando adiante notícias que, mesmo sendo verdadeiras, só sirvam para conspurcar a honra ou abalar a reputação alheia.

Seríamos caridosos se, embora as circunstâncias a tal nos induzissem, não suspeitássemos mal de nossos semelhantes, abstendo-nos de expender qualquer juízo apressado e temerário contra eles, mesmo entre os familiares.

Seríamos caridosos se, percebendo em nosso irmão um intento maligno, o aconselhassemos a tempo, mostrando-lhe o erro e despersuadindo o de o levar a efeito.

Seríamos caridosos se, privando-nos, de vez em quando, do prazer de um programa radiofônico ou de T.V. de nosso agrado, visitássemos pessoalmente aqueles que, em leitos hospitalares ou de sua residência, curtem prolongada doença e anseiam por um pouco de atenção e afeto.

Seríamos caridosos se, embora essa atitude pudesse prejudicar nosso interesse pessoal, tomássemos, sempre, a defesa do fraco e do pobre, contra a prepotência do forte e a usura do rico.

Seríamos caridosos se, mantendo permanentemente uma norma de proceder sereno e otimista, procurássemos criar em torno de nós uma atmosfera de paz, tranquilidade e bom humor.

Seríamos caridosos se, vez por outra, endereçássemos uma palavra de aplauso e de estimulo às boas causas e não procurássemos, ao contrário, matar a fé e o entusiasmo daqueles que nelas se acham empenhados.

Seríamos caridosos se deixássemos de postular qualquer benefício ou vantagem, desde que verificássemos haver outros direitos mais legítimos a serem atendidos em primeiro lugar.

Seríamos caridosos se, vendo triunfar aqueles cujos méritos sejam inferiores aos nossos, não os invejássemos e nem lhes desejássemos mal.

Seríamos caridosos se não desdenhássemos nem evitássemos os de má vida, se não temêssemos os salpicos de lama que os cobrem e lhes estendêssemos a nossa mão amiga, ajudando-os a levantar-se e limpar-se.

Seríamos caridosos se, possuindo alguma parcela de poder, não nos deixássemos tomar pela soberba, tratando, os pequeninos de condição, sempre com doçura e urbanidade, ou, em situação inversa, soubéssemos tolerar, sem ódio, as impertinências daqueles que ocupam melhores postos na paisagem social.

Seríamos caridosos se, por sermos mais inteligentes, não nos irritássemos com a inépcia daqueles que nos cercam ou nos servem.

Seríamos caridosos se não guardássemos ressentimento daqueles que nos ofenderam ou prejudicaram, que feriram o nosso orgulho ou roubaram a nossa felicidade, perdoando-lhes de coração.

Seríamos caridosos se reservássemos nosso rigor apenas para nós mesmos, sendo pacientes e tolerantes com as fraquezas e imperfeições daqueles com os quais convivemos, no lar, na oficina de trabalho ou na sociedade.

E assim, dezenas ou centenas de outras circunstâncias poderiam ainda ser lembradas, em que, uma amizade sincera, um gesto fraterno ou uma simples demonstração de simpatia, seriam expressões inequívocas da maior de todas as virtudes.

Nós, porém, quase não nos apercebemos dessas oportunidades que se nos apresentam, a todo instante, para fazermos a caridade.

Porquê?

É porque esse tipo de caridade não transpõe as fronteiras de nosso mundo interior, não transparece, não chama a atenção, nem provoca glorificações.

Nós traímos, empregamos a violência, tratamos ou outros com leviandade, desconfiamos, fazemos comentários de má fé, compartilhamos do erro e da fraude, mostramo-nos intolerantes, alimentamos ódios, praticamos vinganças, fomentamos intrigas, espalhamos inquietações, desencorajamos iniciativas nobres, regozijamo-nos com a impostura, prejudicamos interesses alheios, exploramos os nossos semelhantes, tiranizamos subalternos e familiares, desperdiçamos fortunas no vício e no luxo, transgredimos, enfim, todos os preceitos da Caridade, e, quando cedemos algumas migalhas do que nos sobra ou prestamos algum serviço, raras vezes agimos sob a inspiração do amor ao próximo, via de regra fazemo-lo por mera ostentação, ou por amor a nós mesmos, isto é, tendo em mira o recebimento de recompensas celestiais.

Quão longe estamos de possuir a verdadeira caridade!

Somos, ainda, demasiadamente egoístas e miseravelmente desprovidas de espírito de renúncia para praticá-la.

Mister se faz, porém, que a exercitemos, que aprendamos a dar ou sacrificar algo de nós mesmos em benefício de nossos semelhantes, porque "a caridade é o cumprimento da Lei."


* * *
Calligaris, Rodolfo. Da obra: As Leis morais.
8a edição. Rio de Janeiro, RJ:FEB, 1998.




Vidas Sucessivas


"Não te maravilhes de te haver
dito: Necessário vos é nascer de
novo."
Jesus. (JOÃO, 3:7.)



A palavra de Jesus a Nicodemos foi suficientemente clara.

Desviá-la para interpretações descabidas pode ser compreensível no sacerdócio organizado, atento às injunções da luta humana, mas nunca nos espíritos amantes da verdade legítima.

A reencarnação é lei universal.

Sem ela, a existência terrena representaria turbilhão de desordem e injustiça; à luz de seus esclarecimentos, entendemos todos os fenômenos dolorosos do caminho.

O homem ainda não percebeu toda a extensão da misericórdia divina, nos processos de resgate e reajustamento.

Entre os homens, o criminoso é enviado a penas cruéis, seja pela condenação à morte ou aos sofrimentos prolongados.

A Providência, todavia, corrige, amando... Não encaminha os réus a prisões infectas e úmidas. Determina somente que os comparsas de dramas nefastos troquem a vestimenta carnal e voltem ao palco da atividade humana, de modo a se redimirem, uns à frente dos outros.

Para a Sabedoria Magnânima nem sempre o que errou é um celerado, como nem sempre a vítima é pura e sincera. Deus não vê apenas a maldade que surge à superfície do escândalo; conhece o mecanismo sombrio de todas as circunstâncias que provocaram um crime.

O algoz integral como a vítima integral são desconhecidos do homem; o Pai, contudo, identifica as necessidades de seus filhos e reúne-os, periodicamente, pelos laços de sangue ou na rede dos compromissos edificantes, a fim de que aprendam a lei do amor, entre as dificuldades e as dores do destino, com a bênção de temporário esquecimento.


* * *

Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Caminho, Verdade e Vida.
Ditado pelo Espírito Emmanuel.
16a edição. Lição 110. Rio de Janeiro, RJ: FEB, 1996.




Insegurança e Medo


O homem é as suas memórias, o somatório das experiências que se lhe armazenam no inconsciente, estabelecendo as linhas do seu comportamento moral, social, educacional.

Essas memórias constituem-lhe o que convém e o que não é lícito realizar.

Concorrem para a libertação ou a submissão aos códigos estabelecidos, que propõem o correto e o errado, o moral, o legal, o conveniente e o prejudicial.

Face a tais impositivos desencadeiam-se, no seu comportamento, as fobias, as ansiedades, as satisfações, o bem ou o mal-estar.

Neste momento social, o medo assume avantajadas proporções, perturbando a liberdade pessoal e comunitária do indivíduo terrestre.

Procurando liberar-se desse terrível algoz, as suas vítimas intentam descobrir-lhe as causas, as raízes que alimentam a sua proliferação. Todavia, estas são facilmente detectáveis. Estão constituídas pela insegurança gerada pela violência; pelo desequilíbrio social vigente; pela fragilidade da vida física - saúde em deterioramento, equilíbrio em dissolução, afetividade sob ameaça; receio de serem desvelados ao público os engodos e erros praticados às escondidas; e, por fim, a presença invisível da morte...

Mais importante do que pensar e repensar as causas do medo é a atitude saudável, ante uma conduta existencial tranqüila, pelo fruir cada momento em plenitude, sem memória do passado - evitando o padrão atemorizante - nem preocupação com o futuro.

A existência humana deve transcorrer dentro de um esquema atemporal, sem passado, sem futuro, num interminável presente.

*

Não transfiras para depois a execução de tarefas ou decisões nenhumas.

Toma a atitude natural do momento e age conforme as circunstâncias, as possibilidades.

Cada instante, vive-o, totalmente sem aguardar o que virá ou lamentar o que se foi.

Descobrirás que assim agindo, sem constrições, nem pressas ou postergações, te sentirás interiormente livre, pois que somente em liberdade o medo desaparece.

Não aguardes, nem busques a liberdade. Realiza-a na consciência plena que age de forma responsável e tranqüiliza os sentimentos.

*

O medo desfigura e entorpece a realidade. Agiganta e avoluma insignificâncias, produzindo fantasmas onde apenas suspeitas se apresentam.

É responsável pela ansiedade - medo de perder isto ou aquilo - sem dar-se conta que somente se perde o que se não tem, portanto, o que não faz falta.

A ação consciente, prolongando-se pelo fio das horas, anula o medo, por não facultar a medida do comportamento nas memórias pessoais ou sociais.

*

Simão Pedro, por medo dos poderosos do seu tempo, negou o Amigo que o amava e a Quem amava.

Judas, por medo que Ele não levasse a cabo os compromissos assumidos, vendeu o Benfeitor.

Os beneficiários das mãos misericordiosas de Jesus, por medo se omitiram, quando Ele foi levado ao sublime holocausto.

Pilatos, por medo, indeciso e pusilânime, lavou as mãos quanto à vida do Justo.

...E Anás, Caifás, a turbamulta, com medo do Homem Livre, resolveram crucificá-lO, através do hediondo e covarde conciliábulo da própria miséria moral, que os caracterizava.

Ele porém, não teve medo. Pensa e busca-O, libertando-te do medo e seguindo-O, em consciência tranqüila, mediante cujo comportamento te sentirás pleno, em harmonia.


* * *

Franco, Divaldo Pereira. Da obra: Momentos de Felicidade.
Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis.
Salvador, BA: LEAL, 1990.
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Re: Textos de luz

Mensagempor Stones » 15 Jul 2010, 17:44

[center]Textos de Luz - 15 / 07 / 2010


A Mente que não mente

Autor: Hermínio C. Miranda


A ortodoxia religiosa sempre andou preocupada com a eclosão de doutrinas reformistas e renovadoras que classifica sumariamente de heréticas. Essa vigilância tem levado a muita perseguição injusta e a não poucos arrependimentos e recuos. Alguns heréticos chegaram mesmo a passar da condição de réprobos à canonização, como Joana D’ Arc, quando foi revisto o seu processo. Outros, como Giodarno Bruno e Galileu, constituem até hoje pontos sensíveis na história eclesiástica, como pecados da juventude que não relembramos sem angústia.

O problema, porém, tornou-se muito mais sério nestes últimos tempos, nos quais o arcabouço teológico começa a estalar ao peso insuportável da modernização do pensamento. Ainda que a ciência também tenha seus dogmas e seus hereges, muito do que ela vai revelando adquire foros de conquista irreversível, geralmente em sacrifício de velhos conceitos superados.

Qualquer menino de ginásio sabe hoje que um corpo humano não pode subir ao céu como querem os dogmas da ascensão do Cristo e de Maria.

Mesmo admitindo-se a atuação de uma força propulsora que os projetasse para além da gravidade terrestre, os corpos assim deslocados, ficariam suspensos no espaço a circular na órbita da terra ou de seu satélite.

Esse tipo de conhecimento leva o homem moderno às trilhas da descrença por não saber como conciliar razão e fé. Os grandes filósofos do cristianismo ortodoxo conseguiram, com enorme sucesso e por largo espaço de tempo, convencer fiéis de que a fé era uma coisa e razão outra, e que aquela não poderia ser subordinada a esta.

Ainda há quem admita esse conceito absurdo; outros, porém, preferem pensar por sua própria cabeça e submeter à crítica da razão aquilo que lhes chega envolvido pela atmosfera abafada da teologia escolástica. Estes derivam para descrença e desanimam na busca da verdade ou partem para o estudo sistemático de qualquer sistema que ofereça alguma luz ao entendimento do universo.

O Espiritismo é a doutrina que conseguiu, pela primeira vez, conciliar fé e razão, não admitindo aquilo que não puder passar no teste do racionalismo inteligente e esclarecido.

Por isso vai se impondo metodicamente, seguramente, ampliando cada vez mais sua área de influência, pois atrai a todos aqueles que, sem poderem mais aceitar a velha crença divorciada da razão, estão prontos para acatar uma verdade superior que não exige o sacrifício do raciocínio. Mas ainda: o Espiritismo expõe uma doutrina do mais profundo sentido humanista. A sua racionalidade não a levou à frieza dos símbolos matemáticos ou dos meros conceitos filosóficos – é, antes, uma norma de vida, um roteiro para compreensão do universo e posicionamento do homem na escala cósmica.

Por isso, muitos nos procuram, o que preocupa, como é natural, os responsáveis pela perpetuação do superado sistema dogmático. Através dos séculos, chegou a ser desenvolvida uma verdadeira técnica de combate às novas idéias que ameaçam a estabilidade da ortodoxia. Essa técnica se aperfeiçoa com o passar do tempo, mas continua basicamente a mesma.

O Espiritismo é uma das doutrinas que muito vem incomodando a igreja especialmente a brasileira, ou seja, a porção brasileira do catolicismo romano. Para combatê-los, vários e ilustres sacerdotes têm sido investidos dos necessários poderes e dos competentes “Imprimatur” e “Nihil Obstat”. Essa é a técnica básica.

Há algum tempo, entretanto, a dominante do plano de ataque era a velha doutrina de interferência do diabo nas manifestações mediúnicas. Hoje isto seria inadmissível, pois até mesmo os sacerdotes já descobriram que essa história de demônio é fantasia pura. A prova está nas declarações de alguns eminentes teólogos perante o Concílio Vaticano-II. Impedidos assim de invocar o demônio de atacar a ciência nas suas conquistas mais legítimas, buscam qualquer princípio científico que ofereça a mínima possibilidade de apoio. Esse é o ponto em que variou a técnica.

Um dos recursos de que estão se socorrendo os nossos queridos irmãos sacerdotes é a Parapsicologia, na qual vêm depositando grandes e infundadas esperanças.

A Parapsicologia ainda não está muito segura de si e sofre dum renitente mal de origem, que poderíamos chamar, recorrendo ao velho grego, de pneumofobia, ou seja, medo do espírito. A jovem ciência que nós espíritas, poderíamos classificar como autêntica reencarnação da Metapsíquica, treme à idéia de acabar descobrindo o espírito humano e foge da palavra como, segundo se dizia, o desmoralizado diabo fugia da cruz. Os modernos tratados de Parapsicologia giram todos em torno do mesmo “leit motiv”: “O Alcance da Mente”, “O Novo Mundo da Mente”, “Ciência Fronteiriça da Mente”, “Canais Ocultos da Mente”. É tudo mente e nada de espírito. Sobrevivência?! Deus nos livre! Pois se nem quererem concordar em que o espírito exista, como vão admitir que sobrevive? Nada disso; tudo se explica pela faculdade extra-sensorial da mente. Mas que faculdade é essa e que “Mente” é essa?

Vêm, então, os nossos inevitáveis sacerdotes parapsicológicos deitar sabedoria extra-sensorial, contaminados irremediavelmente pela mesmíssima pneumofobia e tudo para eles é Mente também.

Topamos, assim, como esta incongruência, difícil de se admitir em homens que devem ter estudado a sua filosofia:

1 – a mente dispõe de faculdades extra-sensoriais (postulado cientifico que aceitam e ensinam);

2 – o espírito (alma) que não pode existir sem a mente; sobrevive à morte física (postulado teológico que também aceitam e pregam);

3 – a mente (ou espírito ou alma) não está sujeita a limitação de tempo ou de espaço (também pacífico).

No entanto, qual a conclusão: A mente do espírito sobrevivente que ligada ao corpo, tinha recursos tão notáveis, não pode manifestá-los quando se separa do corpo pela morte física, a não ser através do “milagre”(!).

E os livros que contam essas coisas merecem ingênuos e inadvertidos “Imprimatur” e “Nihil Obstat”, o que vale dizer que são aprovados, confiantemente para o leitor católico; autoridades Eclesiásticas respeitáveis dão cobertura do ponto de vista teológico a obras que, do ângulo científico, estão oferecendo uma visão deformada e incompleta da realidade. A Parapsicologia não tem substância suficiente para oferecer base à teologia ortodoxa e jamais a terá, enquanto permanecer contida nos seus gabinetes atuais.

No dia em que o mecanismo do espírito (chamem de mente se quiserem) for pesquisado por cientistas corajosos e despidos de preconceitos, vão ser “revelados” os seguintes pontos que o Espiritismo conhece há mais de cem anos:

1- que espírito existe, preexiste e sobrevive;

2- que há um intercâmbio ativo entre os homens que já viveram na Terra e os espíritos dos que vivem como homens;

3- que o espírito se reencarna, evolui e é responsável pelo que faz aqui e no mundo espiritual.


Diante disso, como é que vão ficar os nossos padres parapsicólogos? Quando voltarem para o espaço, depois da chamada “crise da morte” e quiserem transmitir a realidade da sobrevivência ao companheiro encarnado, este poderá dizer muito simplesmente que não é preciso admitir a comunicação espírita; basta a pantomnésia ou a hiperestesia direta, ou indireta. E o pobre espírito, dentro duma realidade irrecusável, irá amargar alhures a repercussão de sua vaidade teológica e científica.




A Ciência do Futuro

Carlos de Brito Imbassahy

(Físico)


Não há dúvida de que a evolução caminha em progressão geométrica, o que dá idéia de que o progresso vem sob forma vertiginosa. De fato, desde que o século XX teve início, o conhecimento das coisas no campo científico tornou-se avassalador. Até o ano de 1900 não se sabia que a molécula se dividia em átomos e estes em partículas. Hoje, as sub-partículas já são do conhecimento do passado.

A primeira pá de cal no materialismo tradicional foi dada por Einstein, quando idealizou sua primeira Teoria da Relatividade Generalizada e equacionou o estado físico material da energia e que, como tal, não passava de uma forma transitória; as pesquisas com os aceleradores Fermi de partículas radicalizaram ainda mais, quando mostraram que a energia cósmica, por si só, não poderia se alterar e que, como tal, até a sub-elementar partícula teria um agente estruturador, ou seja, um princípio equivalente à alma.

Com isso, além dos materialistas, as seitas religiosas que garantem que a alma é meramente um princípio (ou privilégio) humano, foram envolvidas no mesmo roldão; e se a Ciência tem sido o grande entrave para o estudo religioso, agora, passará a ser o marco de definição: ou estas abandonam seus dogmas em detrimento da infalibilidade de seus princípios, ou serão gradativamente aniquiladas pela voracidade da Ciência do Futuro que implacavelmente vai descortinando novos conhecimentos incompatíveis com os preceitos de infalibilidade; e quem não a acompanhar estará fadado ao descrédito.

E como fica o Espiritismo em toda essa conjuntura!

Apesar de sofrer com muitos de seus prováveis adeptos, que têm tentado transformá-lo em mais uma seita bíblica, num retrocesso evolutivo, ele continua resistindo ao processo de degradação desses embates e prossegue tendo a Ciência como escopo ou fundamento de sua conclusões, malgré lui. Erra redondamente quem pensa que a fase experimental doutrinária já tenha passado: ela nem começou!

Os novos aparelhos estão aí para permitir-nos uma pesquisa mais segura, onde a fraude não mais terá vez porque pode ser detectada por eles, imparciais em seus registros e seguros nos seus resultados insofismáveis. É o fim do empirismo. Ninguém mais poderá pregar um princípio sem a prova, nem mesmo serão aceitas mensagens mediúnicas que não encontrem respaldo nas experiências; o homem começa a entender que a vida na Terra é de encarnados e eles é que têm que descobrir as verdades que faltam para seu melhor conhecimento e evolução, independente das ajudas que a Espiritualidade (de onde viemos e para onde voltaremos)nos possa trazer.

Caso contrário, não justificaria termos nascido.

Está na hora, portanto, de reformularmos nosso posicionamento reacionário para não ficarmos detidos no tempo e termos que integrar o grupo dos atrasados, enquanto o conhecimento avança; está na hora, pois, de caminharmos com ele para a verdade das coisas.

E o pior de tudo é que, enquanto os cientistas vão desvendando um mundo novo, pelo lado espiritual - o domínio das formas - alguns dos que se dizem espíritas é que se tornam verdadeiros entraves ao progresso doutrinário.

Estamos a um passo de saber o que seja o espírito pois os osciloscópios já podem detectar sua presença, ou seja, o "campo" a ele correspondente, o que comprova que, além de existir, tem algo em comum com a matéria, senão, evidentemente, não poderia agir sobre ela, dotando-a de vida, desde a forma a mais elementar, que é a da sub-partícula atômica, até a animal superior (do homem), mostrando que a escala evolutiva dos seres materiais obedece a uma lei de formação espiritual.

Enfim, até na vida, a matéria é transitória.




Dois Caminhos

Maurício Roriz


É fácil saber se uma pedra foi retirada de um rio ou se foi quebrada em uma pedreira. As de pedreira apresentam muitas quinas, são ásperas e irregulares, agressivas ao tato. As pedras de rio são lisas e roliças, já sofreram um polimento natural. Ao longo do tempo, a correnteza das águas vai se encarregando de atirá-las umas contra as outras, para arredondar-lhes as arestas. Na medida em que vão se tornando polidas, vai sendo reduzido o atrito entre elas, já não se ferem, deslizam harmoniosamente umas entre as outras, como esferas lubrificadas de um rolimã.

O processo evolutivo espiritual das criaturas humanas pode ser comparado ao do burilamento das pedras de rio. O Espírito é criado puro e ignorante. Puro, porque não traz qualquer tendência para o mal. ignorante, porque não adquiriu ainda qualquer conhecimento. Ao longo das reencarnações sucessivas, a correnteza da vida também nos atira uns contra outros: somos levados a conviver entre semelhantes. Em nossa infância espiritual, ainda como pedras-brutas, essa convivência é marcada pelo atrito entre nossas arestas. A rusticidade do homem das cavernas nos mostra o que foram nossas primeiras encarnações; o instinto animal predominando sobre a razão e o sentimento, a matéria sobre o Espírito, o estado de guerra como condição permanente.

Passaram-se séculos e milênios, abandonamos as cavernas, participamos da construção, do apogeu e da queda de diferentes impérios, vivenciamos diversas culturas. Com as conquistas da ciência, domesticamos a natureza, transformamos a paisagem ao nosso redor, descobrimos como tornar a existência mais confortável. Observando, no entanto, nosso mundo interior, nos deparamos com a presença incômoda e persistente de imperfeições atávicas, paleolíticas. A História nos revela que, mesmo após deixar as cavernas, o homem conservou traços do troglodita em sua intimidade espiritual. Pois foi nossa ignorância rústica que, diante da vacilação de Pilatos, exigiu o martírio do doce Jesus. Foram nosso orgulho e nosso egoísmo que produziram as guerras, os massacres das Cruzadas, as fogueiras da Inquisição e os horrores da Escravatura. Ingênuos os que supõem que não estavam lá. Assim, ao longo desses séculos, avançamos muito mais no progresso material, exterior, do que a jornada ética, íntima, do Espírito.

"A evolução espiritual é contínua, não regride nunca, mas pode ser retardada em seu processamento se não se aproveitar bem a oportunidade que Deus concede ao Espírito reencarnante." (FEB, Currículo para as Escolas de Evangelização). Viver em sociedade é aspecto essencial desta oportunidade. Freqüentemente nos sentimos inconformados por termos de conviver com pessoas que nos aborrecem, nos irritam, nos são antipáticas, mas essa convivência é um dos processos naturais de nosso burilamento. Tais pessoas são indispensáveis: elas nos incomodam exatamente em nossos pontos mais fracos, mais sensíveis, e nos apontam, portanto, quais são esses pontos, quais são nossas piores arestas: os que precisam de ajuda incomodam ao nosso egoísmo, os que julgamos melhores que nós nos ferem a vaidade e o orgulho, e assim por diante. Cada conflito é um alerta e um roçar polidor de arestas. Quanto mais ásperos somos, mais dolorosos são os atritos, pois a dor é conseqüência de nossos atos de desamor para com o próximo, nesta ou em outras existências.

Diferentemente das pedras, entretanto, a criatura humana, sendo dotada de inteligência, consciência e livre-arbítrio, pode escolher caminho evolutivo menos doloroso. Jesus nos aponta o rumo: amarmo-nos uns aos outros. Nenhum de nós Foi criado para sofrer e o amor pode livrar-nos da dor, pois ele nos "cobre a multidão dos pecados" (1 Pedro IV, 8).

A evolução é lei universal e irrevogável, mas dois caminhos nos são oferecidos para percorrê-la: dor ou amor. A prática do amor proporciona polimento indolor em nossas almas, suaviza-nos as arestas, desenvolve-nos o altruísmo, harmoniza nossa convivência com os semelhantes. A decisão é sempre nossa.


Revista Espírita Allan Kardec, nº 39.



As lições de um pássaro

Carlos Augusto Abranches


Quem já não ouviu, pelo menos uma vez, a música do sabiá que fugiu da gaiola e deixou a menina chorando de saudade?! Pois é, em canções singelas como essa podemos encontrar saudáveis lições evangélicas. Para tanto, é preciso o esforço de buscar o espírito da letra, a fim de encontrar-se com a alma da mensagem.

Os versos dizem que o pássaro fez um buraquinho na gaiola e voou até o abacateiro. A menina, que gostava tanto do bichinho, chorou até fazer-lhe um pedido: "Vem cá, sabiá, vem cá".

Sentindo que a garota implorava sua presença, o sabiá responde do alto da árvore: "Não chore que eu vou voltar". Fica--nos a dúvida, porém, se ele aceitou retomar para a gaiola ou se resolveu expressar seu amor pela criança, mas em liberdade.

Este é o dilema de muitos dos homens, quando se vêem convidados ao vôo da libertação, mas preferem permanecer próximos à gaiola dos limites, sem coragem de verificar a força e a resistência das asas. Fosse o afeto sincero a razão da permanência, como no caso do pássaro e da menina, a questão estaria resolvida. O problema, no entanto, é outro, de trabalhosa solução e de efeitos danosos para o equilíbrio do homem.

As religiões tradicionais, comprometidas com os padrões severos dos dogmas e rituais seculares, trabalharam regras e normas contundentes na consciência multimilenar do espírito imortal. Valores morais e linhas de conduta previamente determinados definiam o comportamento do homem religioso, e infeliz daquele que ousasse viver de forma diferente.

Cada um construiu, dessa maneira, o solo intimo onde passou a solidificar convicções e crenças, opiniões e atitudes. O estudioso que procura o entendimento correto do assunto precisa, portanto, considerar os componentes desse alicerce espiritual e também conhecer as próprias bases onde as religiões se estabeleceram.

Diante da grandeza universal e das virtudes do Criador, por exemplo, inculcou-se no coração do fiel a noção do Deus temor, aquele a quem todos deveriam respeitar como a um pai severo, que tem o poder de punir e definir os caminhos da felicidade ou do sofrimento eternos.

Perante a fé, nada de questionamentos esclarecedores. Que o homem não perca tempo duvidando das coisas que não vê, e sim creia, ainda que cegamente.

Diante do sexo, revelado como força demoníaca que arrasta o praticante aos reinos infernais, é imposta a obrigatoriedade moral da abstinência, ou tão-somente o tipo de relacionamento que tenha como objetivo a geração de filhos.

Séculos e séculos se passaram. O homem, herdeiro das próprias experiências trazidas do passado, vê repetir-se, a cada encarnação, o reforço dos mesmos valores tradicionais conhecidos anteriormente. De tão consolidados, passam a definir posturas e decisões, e a traçar no psiquismo profundo dos indivíduos os rumos das vivências futuras.

Surge, porém, no horizonte das reflexões ético-morais uma nova Doutrina, que traz informações inéditas sobre a realidade espiritual. Temas como pluralidade dos mundos habitados, comunicabilidade dos Espíritos com os homens, imortalidade da alma, reencarnação e a confirmação lógica da existência de Deus indicam a chegada de uma revolução no âmbito religioso da Humanidade.

O Espiritismo comparece, a partir da metade do século XIX, para trazer Jesus de volta aos corações humanos. A simplicidade dos primeiros tempos cristãos retorna através da análise cristalina dos conceitos evangélicos, destituídos da vestidura dogmática a que se viram forçados por tanto tempo.

Em face do Deus temor, a nova orientação sugere que o homem descubra, em si mesmo e na vida que o rodeia, a verdade real da existência do Deus Amor, que ama seus filhos e lhes oferece a bênção da renovação das oportunidades existenciais, a fim de que aprendam as lições da fraternidade e do trabalho no bem.

A fé ganha a companhia inseparável da razão. Junto à capacidade de discernir, o ato de crer torna-se praticável na concretude da existência, e o raciocínio, harmonizado com a emoção, eleva-se ao espiritualizar os questionamentos que caracterizam as dúvidas sadias.

Considerando as energias sexuais, o homem, em lugar de reprimir-se, é chamado a educar as próprias forças, direcionando o calor de seu afeto não só para a procriação, mas também para a expansão de formas sublimadas do sentimento.

Diante desse quadro, seria possível supor que os irmãos de ideal, emocionados pela visão libertadora proporcionada pela Doutrina, agissem como o pássaro, que encontrou uma brecha na cela pequenina e buscou novas alturas.

O que temos visto, no entanto, em parcela considerável da família espírita, é algo diferente dessa proposta. Quantos pais tentam resolver as diferenças com os filhos aproveitando-se de posturas autoritárias, recurso comum aos que, no passado, conquistavam vantagens na base da força, quando o Espiritismo sugere a alternativa da autoridade moral, de teor pacífico e conciliatório.

No campo da educação sexual, quantos instrutores (espíritas) vestem as palavras (supostamente de conteúdo doutrinário), com o teor pesado da vibração repressiva, a indicar que nem eles conseguiram respostas satisfatórias para as próprias questões pessoais.

Com a oportunidade de reeducar as gerações novas perante a idéia antiga e equivocada de céu e inferno (apresentados como espaços definidos na obra da criação divina), quantos preferem manter os educandos sob o controle do medo e da ameaça, tentando transferir a idéia punitiva da visão anterior para a formatação espírita do conceito, chamando umbral às regiões infernais da definição católica, local tenebroso para onde vão todos os que ousarem contrariar as normas preditas pela nova conduta.

A conclusão de quem observa esse quadro é a de que os homens que assim agem tiveram a sagrada oportunidade de enxergar a beleza da mensagem espírita, mas ainda estão com os pés chumbados na base dos valores seculares, que traçam o perfil do homem velho. Olhos e razão atentos à mensagem renovadora, mas corpo e emoção algemados à cela das convicções difíceis de ser substituídas.

É com reconhecida razão que os Espíritos Instrutores orientam, acerca da transformação individual, que para mudar conceitos não basta apenas descobrir novos, mas sobretudo mergulhar integralmente na vivência deles, para que não apenas os olhos, mas também o coração e os pés se fundamentem em novas bases, com forças suficientes para despertar o homem que receia o vôo da libertação.
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Re: Textos de luz

Mensagempor Stones » 19 Jul 2010, 13:10

[center]TEXTOS DE LUZ - 19 - 07 - 2010.


Alguns passos para um melhor relaxamento

Aluney Elferr Albuquerque Silva

Cada um de nós necessita reencontrar com nossos valores internos, e essa busca verdadeiramente só será possível através de momentos que, em ficando sozinhos possamos viajar interiormente e localizar nossos potenciais latentes, essa viagem poderá ser longa para alguns, todavia deve ser iniciada com vistas no bem maior - o autoconhecimento.

Visto por este ângulo, poderemos inclusive, com esta prática alcançar mais saúde e equilíbrio de nosso ser.

1º Passo

- Deite-se ou sente-se de maneira que não fique com nenhuma região do corpo contraída, ou em utilidade forçada. Tire a bolsa do colo (no caso de estar sentada). Feche os olhos, pois que com os mesmos fechados facilita a concentração. Não esqueça de desapertar os sapatos, cintos, camisas e outros que dificultem o bom relaxamento e inclusive a circulação sangüínea.

2º Passo

- Após o primeiro passo, vamos iniciar deixando a música penetrar em nosso íntimo, sem pensar em nada, esvaziemos nossa mente, vamos planar..

Iniciemos o controle respiratório. Inspiração, manter por alguns minutos os pulmões cheios de ar, e depois expiração, esvaziar vagarosamente os Pulmões.

3º Passo

- Mantendo o controle da respiração, de maneira pausada, vamos inciar buscando imaginar o circuito do oxigênio em nosso ser, em nosso organismo, mentalizando esse processo iniciando em seus pulmões, logo em seguida envolvendo seu coração, seus braços, pernas, cabeça, sistema nervoso, coluna (onde se fixam todas as suas tensões), enfim os órgãos necessários para o bom funcionamento da vida. Não esquecer que em nossa respiração, ou melhor, no ar que respiramos, é bom que mentalizemos que por nossas narinas junto com o ar, penetram saúde, luz, paz e harmonia.

4º Passo

- Agora, já mais relaxada, vislumbre uma luz sobre sua cabeça, essa luz é azul (simbologia de saúde e harmonia), dela deverá sair faíscas e essas faíscas vão paulatinamente penetrando em sua cabeça e inundando seu organismo. (Não esqueça de manter a respiração pausada), a luz preenche sua cabeça, pescoço, peito (envolvendo coração, pulmões, estomago, e todos os outros órgãos), braços, sistema genésico, pernas e etc. Neste momento você é totalmente preenchida pela luz azul, você é azul (ou seja, você esta totalmente embebida pela energia da saúde e paz). Você é SAÚDE E PAZ

5º Passo

- Agora deitada, sinta-se energizada, onde por todo o ser organismo interno e externo você é totalmente saúde e paz, sinta vagarosamente suas mãos, pés, pernas, batimento cardíaco, respiração, cabeça, tudo neste momento é energia, você esta totalmente energizada pela saúde e paz, Jesus esta mais próximo de você, pois você neste momento busca o seu EU interior, onde se localiza toda a saúde, paz, religiosidade. Tudo em seu corpo esta harmonizado, seu sistema venoso não encontra bloqueio para levar a todas as partes de seu corpo essa energia benéfica.

Você deverá neste momento dizer interiormente: EU SOU SAÚDE, EU SOU PAZ, EU SOU HARMONIA, EU SOU AMOR, EU SOU IMPORTANTE, EU SOU BELA, EU SOU SAÚDE, EU SOU EQUILÍBRIO. (caso queira use somente uma dessas frases e não todas, para massificar a interiorização)

6º Passo

- Mantenha-se em paz, você poderá neste momento fazer uma prece, e envolver seus pedidos mais íntimos. Após a prece, comece a mexer vagarosamente seus membros, começando pelas mãos, braços, pernas e pés, sempre vagarosamente, agora abra os olhos e mantenha-se em paz. Continue respirando cadenciadamente e harmonicamente, caso esteja na hora de dormir, beba um copo de água e durma em paz, caso não seja hora de dormir, faça coisas suaves, não veja filmes violentos e leia livros altruístas.



+++




Como se iniciam no caminho das drogas?




Aluney Elferr Albuquerque Silva



Quais as causas que levam as pessoas às drogas?

Os motivos são vários: busca de uma sensação prazerosa, curiosidade, desejo de pertencer á “turma”, problemas sócio-econômicos, fuga de problemas e da realidade, descontentamento com a sociedade de consumo, falta de diálogo entre pais e filhos, dificuldade de relacionamento com outras pessoas, falta de informações precisas sobre drogas, ansiedade, influência de traficantes, influência de familiares, pressão de “amigos’’, etc”.

Como alguém começa a usar drogas?

Quase sempre este início é igual: através do melhor amigo, o colega de carteira da escola, o namorado ou a namorada. Quando o jovem está aborrecido, oferecem-lhe de graça uma passagem para um mundo onde o aborrecimento vai desaparecer.

Se ele aceita, o “amigo’ ’vai estar em seu caminho para oferecer outras doses até que a dependência se instale e aí o produto passa a custar dinheiro. E nesse ponto a pessoa já se tornou escrava da droga e do seu fornecedor, que nem sempre é o traficante maior, mas age em seu nome. Daí as conseqüências são as piores possíveis.

A tolerância por parte das escolas é outro fator que tem contribuído para a dispersão do consumo de drogas ilícitas.

As escolas particulares “cumprem” com seu papel informando com palestras não efetivas, e também o número de expulsões relacionadas com o uso de drogas é baixo. Hoje em apenas um de cada dez casos, o estudante é desligado do estabelecimento. Geralmente, quando se droga dentro das dependências do colégio.

A droga no colégio é fácil de ser adquirida, podendo ser comercializada pelo vendedor de balinha que fica na porta, por um professor, ou um colega.


ALGUNS DOS DIVERSOS SINAIS QUE IDENTIFICAM UM USUÁRIO DE DROGAS:


Alguns sinais podem auxiliar na identificação de um usuário de drogas. Os principais são:

* Mudança brusca de comportamento;
* Irritabilidade sem motivo aparente;
* Inquietação motora;
* Depressões. Estados de angústia sem motivo aparente;
* Queda do aproveitamento escolar, desistência dos estudos ou do rendimento do trabalho;
* Insônia rebelde;
* Isolamento;
* Mudança de hábitos;
* Olhos vermelhos;
* Troca do dia pela noite;
* Existência de seringas, comprimidos ou cigarros estranhos entre seus pertences;
* Desaparecimento de objetos de valor, dinheiro ou também constante pedidos de dinheiro;
* Más companhias;


Mas é preciso prestar atenção, pois, algum ou alguns desses sinais podem indicar outra coisa, como alguma doença ou outra coisa que, não necessariamente, uso drogas, e não se pode correr o risco de rotular alguém sem certeza.

Assim como indicamos através de nossas pesquisas, alguns dos sintomas que podemos localizar, indicamos abaixo algumas CONSEQÜÊNCIAS DA DEPENDÊNCIA.

1- Psíquicos:


Perda parcial da memória, debilidade da inteligência e de poder idealizador. A fala fica lenta, difícil e pesada. Essa decadência vai aumentando quanto maior é a dose da droga e a duração do uso. Torna-se indiferente, egoísta, perde o sentido moral e o carinho familiar, deixando de existir qualquer sentido de vontade própria e seu interesse se volta apenas para a procura da droga por qualquer meio; recorre inclusive, ao crime para iludir a angústia do estado de abstinência. Adquire a mania do leito. Nega violentamente ser viciado ou se vangloria disso; torna-se sujo, descuidado e, de afável, passa a ser grosseiro. A mulher perde sua linha e seu pudor e ultrapassa limites.

2- Sensoriais:


Sofre alucinações visuais noturnas terríveis, além de transtornos de pupila (miose), abolição de reflexos, etc. Alteração do fundo do olho, palidez conjuntiva; o campo visual fica diminuído. Esses fenômenos desaparecem se a supressão do tóxico for total, o que serve de indicativo de cura, além disso, pode ter o tato diminuído, acompanhado de leve esquentamento das mãos.

3- Respiratórios e Circulatórios:

Respiração lenta e irregular, enfraquecimento cardíaco.

4- Digestivos:

Língua seca e pastosa, sede intensa por falta de secreção salivar, muita propensão a estomatites. Anorexia e constipação pertinaz, hipofunção hepática. A desnutrição progressiva leva o paciente a estados carenciais, que comprometem sua vitalidade (caquexia morfínica).

5- Urinários:

Pode haver albuminúria ou glicosúria.

6- Sanguíneos:

Chama a atenção o contraste entre a palidez da pele com as mucosas, pessoa fica com olheiras. Também, causada pelo cansaço já que passam a madrugada usando drogas.

7- Cutâneos:

As alterações da pele são muito intensas. A superfície é áspera. Podem ser notados nódulos ou cicatrizes nos músculos dos braços e outras partes do corpo, como seqüelas de abcessos de injeções aplicadas, que facilitam o diagnóstico.

8- Nutricionais:

Emagrecimento progressivo, alterações no metabolismo basal, empobrecimento dos elementos orgânicos, que nas etapas finais, chega a caquexia (enfraquecimento geral).


Parte integrante do Livro sobre dependência química do Terapeuta Aluney Elferr


+++



A vida e o seu sentido

Aluney Elferr Albuquerque Silva

Segundo a Organização Mundial de Saúde, a saúde não é a ausência de doença, mas uma condição de pleno bem estar físico, mental social e espiritual, no qual se tem acesso ao uso de todas as potencialidades, mantendo-se aberto ao crescimento e a evolução.

Neste estado podemos sentir em todos os momentos alegria de estar interagindo com os outros e o prazer de viver, sentimentos de plenitude e consciência de harmonia com o universo que nos circunda, e quando falamos em universo, não expressamos somente o universo planetário, distante de nós, mas as mais singelas expressões naturais que estão definitivamente vivas ao nosso redor, participando ativamente de nosso habitat e interagindo conosco, recebendo as nossas vibrações e transmitindo suas energias, a todo o instante.

O sentido da vida esta efetivamente em buscarmos viver não em excessos mais em equilíbrio, fazendo o que queremos, pois que somos livres para agir, mas medindo o poder de nossas ações e estudando cautelosamente as conseqüências das mesmas. Saber onde acaba nosso limite e começa o do outro, é um dos principais recursos para se viver em sociedade e em harmonia, ainda que exista conflitos a serem vencidos e vivenciados.

As emoções e sentimentos, especialmente quando não encontram meios de expressão, somatizam-se e manifestam-se de variadas maneiras, de acordo com a predisposição genética e comportamental e as fragilidades orgânicas de cada indivíduo. Somos sabedores que todos temos uma genética espiritual, da qual não podemos fugir, mas podemos sublimar as deficiências aí existentes, então nessa genética espiritual estão contidas nossas principais deficiências que viemos angariando com o passar dos tempos, e que hoje muitas dessas deficiências estão em estado de latência, e outras virão compulsoriamente no sentido de nos reeducar. As que estão no estado de latência, poderão ou não se manifestar ao longo dessa atual etapa existencial, dependendo de nosso modus vivendi, de hoje. Vamos exemplificar, eu posso ter pré-disposição a uma enfermidade cancerígena e dependendo de minha conduta, manifestá-la ou não, se abusar de cigarros ou outras substancias que eminentemente ativam essa deficiência, eu de fato terei. Mas se vivo, buscando a saúde e não me favoreço com tais substancia, é possível que eu não desenvolva tal enfermidade.

Cada vez mais avoluma-se o número de pesquisas que nos mostram a relação que existe entre a saúde, emoções e atitude mental. Existem pensamentos, sentimentos e atitudes que predispõem à saúde e outras que predispõem à doença.

O que nos leva a perguntar: Estamos vivendo o que é próprio para viver no hoje?
– Estamos vivendo agora da melhor maneira que podemos viver?
– O nosso corpo está saudável?
– Estamos nos sentindo bem, mas de fato estamos bem?
– Agradecemos cotidianamente o nosso corpo?
– Oramos durante o dia?
– Entramos em sintonia com o Senhor da Vida?
- Quando chegamos diante do espelho, nos achamos belos?
– Somos importantes para nós mesmos?
– Fazemos o melhor possível, sempre que produzimos algo?.

A nossa essência não é o corpo, a mascara. A nossa essência é o ser, o espírito, que essencializa todas as coisas.

Quando se tornar mais patente a compreensão desta verdade em nossas vidas, e nossas mentes estiverem conscientes, a ponto de se tornarem transparentes, a luz interna do nosso ser já não estará mais escondida, oculta, esquecida, ela irá espelhar o que de fato somos e nossos potenciais adormecidos.

Fazer a nossa parte na vida, respeitando os outros, é muito importante. Por vezes, fazemos pouco, mas já é um começo, e aí, mesmo sendo pequeno nosso contributo, precisamos acreditar que ele também é importante. DESISTIR NUNCA!

De fato, ter uma visão positiva do futuro talvez seja o mais poderoso motivador que você e eu temos para mudança. "Ao final do trabalho, Barker relata uma estória bastante curiosa a qual se baseia nos escrito Loren Eiseley. Descreve que um homem muito sábio seguia pela beira da praia quando divisou a uma certa distância um vulto que lhe pareceu estar dançando. A idéia de alguém dançando na praia lhe pareceu interessante e ele buscou aproximar-se. Verificou tratar-se de um jovem com uma atitude peculiar. O que lhe parecia um bailado era na verdade um conjunto de movimentos que o rapaz fazia para abaixar-se, pegar estrelas-do-mar e atirá-las de volta ao oceano. O sujeito achou a atitude curiosa e inquiriu ao rapaz: - "O que fazes?" - "Jogo estrelas de volta ao mar.." - foi a resposta dele. - "Talvez devesse ter perguntado por quê o fazes..." - continuou o homem com um ar de deboche. - "É que o sol está a pino e a maré está baixando, se não as atirar elas morrerão ressecadas" - retrucou. - "Mas que ingenuidade! Você não vê que há quilômetros e quilômetros de praias e nelas há milhares e milhares de estrelas! Sua atitude não fará diferença." O jovem abaixou-se, pegou uma estrela e cuidadosamente a atirou de volta ao mar, seguindo o seu peculiar procedimento. Em seguida voltou-se para o homem e disse: - "Para essa aí fez diferença..." - O homem ficou muito pensativo sobre o que ocorrera e naquela noite não conseguiu dormir pensando nas palavras do jovem. No dia seguinte levantou-se, vestiu suas roupas, foi até a praia e começou com o jovem a atirar estrelas no oceano. Barker concluí a estória com uma reflexão importante. O que o jovem tinha de diferente era a sua opção de NÃO ser mero observador do universo, mas AGIR nele, modificá-lo de alguma forma e afirma: "... uma visão sem ação é um sonho. Ação sem visão é passatempo. Mas se aliamos nossas visões a nossas ações faremos diferença no universo."

Então, vamos fazer a diferença no Universo que nos rodeia, vamos ser os primeiros a respeitar, a declarar o amor, a viver mais saudáveis, a buscar sempre o melhor, a orar, enfim, existem tantas coisas boas que podemos fazer. Mas lembre-se que você pode fazer a diferença.
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Re: Textos de luz

Mensagempor Stones » 21 Jul 2010, 11:37

[center]TEXTOS DE LUZ - 21 / 07 / 2010


Tudo se encaixa

Humberto Rodrigues Neto

de São Paulo, SP

“Ora, Deus não é Deus dos Mortos, mas de vivos, porque para ELE vivem todos” - Jesus (Lucas, 20:38)


Conforme cita o espírito Rochester, no livro “Herculanum”, psicografado por Wera Kriganowski, o soldado romano Quirilius Cornelius fora deslocado da Gália para servir em Jerusalém, onde ficou vivamente impressionado com as descrições sobre os ensinamentos e as curas de Jesus. Resolveu, então, ir visitá-lo no cárcere, onde o encontrou em prece fervorosa.

Comoveu-se ao ver-lhe a face esquálida, os olhos fundos e macerados e o corpo extremamente debilitado pelos sofrimentos atrozes a si infligidos. Dirige-lhe, então, as seguintes palavras;

“— Mestre, não posso conformar-me em que, sendo tu tão bom e tão puro, pereças assim de morte infamante... Deixa-me salvar-te: toma a minha armadura, este manto e esta chave: abre a portinha que ali vês, a qual dá para um corredor. Ao final dele encontrar-te-ás numa viela deserta. Dali irás à minha casa, onde moram pessoas dedicadas que te facilitarão a fuga da cidade. Deixa-me morrer em teu lugar, porque a vida de um soldado obscuro não vale a de quem, como Tu é providencial e benéfica aos enfermos e desgraçados...”

Jesus recusa a proposta, mas promete aceitar-lhe o sacrifício, não naqueles dias, mas em futuro distante, nas chamas de uma fogueira!

Vamos agora a outro fato: John Huss, teólogo notável, nasceu em 1369, em Husinec, na Checoslováquia, tendo sido ordenado sacerdote em Praga em 1395. Desde logo simpatizou com as idéias de Wycliffe, reformado religioso inglês que negava o dogma da transubstanciação, ou seja, a transformação do pão e do vinho no corpo e sangue de Jesus.

Durante os sermões, feitos na sua língua pátria, apoiava a tese de Wycliffe, verberava a vida imoral da prelazia, a ostentação do luxo e a simonia dos papas, pregando o retorno do clero à vida simples, honrada e dignificante, praticada pelos discípulos do cristianismo primitivo.

Na defesa de suas teses, dirigiu-se a Roma onde foi tachado de herege e excomungado pelo papa Alexandre V, que considerou interdita a cidade de Praga, onde exercia o sacerdócio, sem que isto o demovesse de suas pregações.

Em 1413 foi intimado a comparecer ao Concílio de Constança. Para salvaguarda de sua integridade física e de sua liberdade, a ele compareceu munido de um salvo-conduto de Segismundo, Rei da Hungria e Imperador do Sacro Império Romano.

Instado a reconhecer suas “heresias” e a abjurá-las, afirmou que só o faria se provassem que eram contrárias aos ensinamentos da Bíblia. De nada valeu-lhe o salvo-conduto que portava, pois foi conduzido à fogueira no dia 6 de julho de 1415, sendo suas cinzas lançadas no lago de Constança.

Ao ser-lhe conferida a sentença, olhou fixamente para Segismundo, que se encheu de vergonha ante a violação, premeditada do salvoconduto que lhe dera, caminhando para as chamas com invulgar serenidade e firmeza de ânimo, dizendo: “— Estou preparado para morrer na verdade do Evangelho, que ensinei e escrevi”.

John Huss, que é venerado como santo pelo povo checo, nada mais era que Quirilius Cornelius, aquele soldado romano que se oferecera ao sacrifício perante Jesus e que renasceria, em 1804, quase 389 anos depois, na pessoa de Denizard Hippolyte Léon Rivail, ou Allan Kardec, conforme assevera o cronista Kleber Halfeld, na revista “Reformador”, na edição de maio/2000.




Fontes:

* Enciclopédia Barsa - 1969
* Moderna Enciclopédia de Consultas - D.C.L. – 1972
* Dicionário Lello Universal - 1964

(Jornal Verdade e Luz Nº 193 Fevereiro de 2002)





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Receita para marido infiel

Orson Peter Carrara

de Mineiros do Tietê, SP


A Sr.ª estava desesperada com o comportamento e traição do marido, que muito a fazia sofrer. Anos de ternura e carinho, dedicação ameaçados pela intromissão de outra mulher na vida do casal. Sentia-se aturdida, pensando ora em vingança, ora em suicídio, ora em abandono, mas muito bem amparada pelas próprias virtudes de mulher dedicada à família, resolveu procurar aquele Sr. respeitado e conhecido de todos na cidade. Abriu o coração, falou de seus dramas ...

O bom homem ouviu serenamente, explicou-lhe os fundamentos da Doutrina Espírita, inclusive quanto aos objetivos (pois que ela ali fora, esperando encontrar solução imediata pois essa era a idéia que tinha dos espíritas). Falou-lhe também que o Espiritismo fornece os recursos para a conquista da paz, considerando o caso banal, fácil de ser resolvido, mas que prestasse muita atenção na receita que lhe forneceria. E em breves palavras, receitou, para que fosse amada e respeitada novamente pelo marido: QUE TIVESSE PACIÊNCIA! E que não se admirasse, mas tivesse sim MUITA PACIÊNCIA ...

E completou: "Mas não julgues, minha filha, que ser paciente é ficar de braços cruzados, em completa inação. Não, isso é ser preguiçosa! Deves ter paciência para com teu esposo, no sentido de o tratares com o mesmo carinho, a mesma ternura, meiguice, solicitude e desvelo de sempre, procurando ocultar-lhe a sua desdita, mostrando desconheceres a sua infidelidade, perdoando-lhe de coração a falta, esquecendo-a, não o recriminando, nem censurando ou criticando-lhe o gesto, não o ridicularizando, e antes, dando-lhe sempre o teu sorriso afável de esposa - superior - dedicada e terna. E verás, então, que ele se enfartará dos desregramentos, atentará no comportamento exemplar e no teu nobre e belo exemplo, nessa preponderante lição com a qual será tocado e se arrependerá , envergonhando-se do seu próprio erro e ... fechando, para sempre, o seu novo caso".

E havia tanta convicção e ternura naquelas palavras, que a pobre senhora sentiu reanimarem suas forças, deixando aquele local profundamente emocionada e convicta da eficiência dos métodos ditados por aquele ancião verdadeiramente cristão, resolvida a pôr em prática, ainda que a custa de muitos esforços, os conselhos recebidos.

Passados alguns meses, eis que retorna a Sr.ª à presença daquele homem. Desta vez, sorridente, jovial, com grande contentamento na alma e falou: "Agora venho para agradecer o bem que me fez ! Seus conselhos salvaram-me da desgraça, da corrupção, do abismo que estive prestes a cair. Observei, à risca, seus conselhos, e posso dizer agora, sem constrangimento, que os ensinamentos espíritas que me ministrou fizeram o verdadeiro milagre da volta da paz, da confiança, da alegria, da harmonia e do amor em meu lar. Seguindo-os, suportei com resignação e paciência as minhas mágoas, e sofri, sem murmurar, as minhas provas. Há poucos dias, porém, meu marido, saindo às horas de costume - para encontrar-se com ela -, voltou momentos após, demonstrando grande inquietação e nervosismo. Recolheu-se ao quarto, e uma vez lá dentro, começou a andar de um lado para outro, articulando frases, gesticulando com angústia. Ocultamente, aproximei-me da porta e pude ouvir: — Mulher infame, falsa, infiel! Eu que tudo sacrifiquei por ti; que abandonei a placidez de meu sagrado lar, roubando criminosamente a paz de minha esposa querida; eu que lhe tenho negado o carinho, a atenção, e ela tem sofrido tudo, sem nada exigir, sem me condenar, sequer; eu que por ti, mulher desalmada, tenho sacrificado dinheiro, reputação, tudo ... e agora me enxovalhas com a mais ignominiosa de todas as infidelidades! Não te quero mais! Nunca mais! Viverei doravante inteiramente para o amor de minha esposa!". Não imagina o Senhor o quanto me senti feliz e recompensada naquele momento. Hoje meu marido se recupera da queda moral, procura me tratar bem, voltou-se novamente para mim, para minha felicidade. Graças ao Senhor!

E o bom homem, concluiu: "Nada tens a me agradecer, Sra. senão a Jesus, que me fez intermediário de sua graça!"

O caso acima relatado, que tanto pode servir para homem ou para mulher, retrata o comportamento cristão de um homem lúcido, ANTÔNIO GONÇALVES DA SILVA, o Batuíra, importante figura espírita de São Paulo, que o leitor pode conhecer na íntegra, conhecendo inclusive outros casos semelhantes a este - de muita sabedoria e suavidade, mostrando a coragem e determinação de um verdadeiro cristão, está no livro biográfico BATUÍRA - VERDADE E LUZ, do amigo EDUARDO CARVALHO MONTEIRO, edição da LÚMEN EDITORIAL, Fone (0 XX 11) 270 1353). O livro, recém-lançado traz casos lindos de expressão cristã e o leitor muito ganhará lendo esta belíssima obra.


(Jornal Verdade e Luz Nº 165 Outubro de 1999)



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Anseios femininos

Orson Peter Carrara


de Matão, SP


Sempre brinquei com meus amigos, apresentando-me como defensor número UM do casamento. Ocorre que o bom e feliz relacionamento com a esposa fizeram-me defensor da valiosa oportunidade de convivência em comum do relacionamento conjugal. Mas nem sempre é assim. Há inúmeros casais desajustados que, após os primeiros tempos de “bem daqui e bem dali”, tornam-se verdadeiros inimigos, a ponto de ocorrerem verdadeiras tragédias que afetam muitas famílias.

Mas, trago interessante relato para apreciação dos leitores: uma lenda da mitologia inglesa, que ressalta a importância das mulheres no mundo!

A escolha do rei Arthur


O jovem Rei Arthur foi surpreendido pelo monarca do reino vizinho enquanto caçava furtivamente em um bosque. O Rei (vizinho) poderia tê-lo matado no ato, pois tal era o castigo para quem violasse as leis da propriedade, contudo se comoveu ante a juventude e a simpatia de Arthur e lhe ofereceu a liberdade, desde que no prazo de um ano trouxesse a resposta a uma pergunta difícil. A pergunta era:

O que realmente as mulheres querem?

Semelhante pergunta deixaria perplexo até ao homem mais sábio, e ao jovem Arthur lhe pareceu impossível de responde-la. Contudo aquilo era melhor do que a morte, de modo que regressou a seu reino e começou a interrogar as pessoas. À princesa, à rainha, às prostitutas, aos monges aos sábios, ao palhaço da corte, em suma, a todos e ninguém soube dar uma resposta convincente. Porém todos o aconselharam a consultar a velha bruxa, porque somente ela saberia a resposta. O preço seria alto, já que a velha bruxa era famosa em todo o reino pelo exorbitante preço cobrado pelos seus serviços. Chegou o último dia do ano acordado e Arthur não teve mais remédio se não recorrer a feiticeira. Ela aceitou dar-lhe uma resposta satisfatória, com uma condição, primeiro aceitaria o preço. Ela queria casar-se com Gawain, o cavaleiro mais nobre da mesa redonda e o mais intimo amigo do Rei Arthur! O jovem Arthur a olhou horrorizado: era feíssima, tinha um só dente, desprendia um fedor que causava náuseas até a um cachorro, fazia ruídos obscenos,… nunca havia topado com uma criatura tão repugnante. Se acovardou diante da perspectiva de pedir a um amigo de toda a sua vida para assumir essa carga terrível. Não obstante, ao inteirar-se do pacto proposto, Gawain afirmou que não era um sacrifício excessivo em troca da vida de seu melhor amigo e a preservação da Mesa Redonda. Anunciadas as bodas, a velha bruxa, com sua sabedoria infernal, disse: O que realmente as mulheres querem é: Serem soberanas de suas próprias vidas!?

Todos souberam no mesmo instante que a feiticeira havia dito uma grande verdade e que o jovem Rei Arthur estaria salvo. Assim foi ao ouvir a resposta, o monarca vizinho lhe devolveu a liberdade. Porém, que bodas tristes foram aquelas, … toda a corte assistiu e ninguém se sentiu mais desgarrado entre o alivio e a angústia, que o próprio Arthur. Gawain, se mostrou cortes, gentil e respeitoso. A velha bruxa usou de seus piores hábitos, comeu sem usar talheres, emitiu ruídos e um mau cheiro espantoso. Chegou a noite de núpcias. Quando Gawain, já preparado para ir para a cama aguardava sua esposa, … ela apareceu como a mais linda e charmosa mulher que um homem poderia imaginar! … Gawain ficou estupefato e lhe perguntou o que havia acontecido. A jovem lhe respondeu com um sorriso doce, que como havia sido muito cortês com ela, a metade do tempo se apresentaria com aspecto horrível e a outra metade com aspecto de uma linda donzela. Então ela lhe perguntou. Qual ele preferiria para o dia e qual para a noite? Que pergunta cruel, … Gawain se apressou em fazer cálculos,… Poderia ter uma jovem adorável durante o dia para exibir a seus amigos e a noite na privacidade de seu quarto uma bruxa espantosa ou quem sabe ter de dia uma bruxa e a uma jovem linda nos momentos íntimos de sua vida conjugal.

Vocês o que teriam preferido? … o que teriam escolhido? A escolha que fez Gawain está mais abaixo, porém antes tome sua decisão. É MUITO IMPORTANTE QUE SEJAM SINCEROS COM VOCÊS MESMOS!!!????

O nobre Gawain respondeu que a deixaria escolher por si mesma. Ao ouvir a resposta ela anunciou que seria uma linda jovem de dia e de noite, porque ele a havia respeitado e permitido ser dona de sua própria vida.

Dentro ou fora do casamento, não está aí a causa das dificuldades no relacionamento entre os seres humanos? Maridos e esposas, pais e filhos, patrões e empregados, irmãos e familiares se desentendem quando falta o respeito pela liberdade alheia. Característica da Doutrina, base do Evangelho, a tolerância às dificuldades alheias é a base mestra para superação dos obstáculos no relacionamento. E quando ela está presente, surge a solidariedade que nos convida antes a compreender que criticar, a ajudar antes que destruir.

Os problemas humanos se iniciam com a imposição de idéias e comportamentos, obrigando os outros a pensarem pelas nossas cabeças, quando o convite do Evangelho é pela fraternidade, que pede em primeiro lugar a compreensão e respeito pela liberdade alheia.


(Jornal Verdade e Luz Nº 169 de Fevereiro de 2000)[/center]

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Re: Textos de luz

Mensagempor Stones » 23 Jul 2010, 11:00

[center]TEXTOS DE LUZ - 23 / 07 2010





Crianças do Século XXI



As crianças de hoje surpreendem pela sua incrível capacidade de lidar com engenhocas tecnológicas. Assustam adultos de mais de trinta anos que sentem algum desconforto frente ao computador, a botões e máquinas eletrônicas sofisticadas.

Os garotos da atualidade assistem em tempo real ao que ocorre em locais distantes de onde se encontram e estão habituados a conquistas científicas.

Tudo isso leva pais a se considerarem ultrapassados, endeusando os filhos ou considerando-os verdadeiros gênios.

Por mais que ajam com certa autonomia, as crianças de hoje, como as de ontem, têm necessidade dos adultos para lhes dizer o que fazer e o que não fazer.

Os pequenos gênios fazem birra, esperneiam e até fazem greve para conseguirem o que desejam.

Precisam de um basta que interrompa sua diversão com o game quando a hora é a da refeição, do banho ou da escola.

Necessitam receber não para regular a sua rotina e sua saúde.

Precisam de disciplina. E disciplina se faz com limites.

É um erro tratar as crianças simplesmente como cérebros ansiosos por mais e mais conhecimentos.

Elas necessitam de experiências afetivas, motivo pelo qual não podem dispensar as brincadeiras com outras crianças.

Assim como elas precisam da imposição dos limites pelos adultos, necessitam dos conflitos com seus amiguinhos para aprenderem a se relacionar com pessoas e coisas.

O mundo necessita de homens capazes de amar, de respeitar o semelhante, de reconhecer as diferenças, de pensar, muito mais do que de gênios sem moral, frios e calculistas.

A ciência, sem sentimento, tem causado males e tragédias.

Preocupemo-nos, pois, em atender a busca afetiva dos nossos filhos. Permitamos que eles convivam com outras crianças, que criem brincadeiras, usando a sua criatividade.

Busquemos ensinar-lhes, através da experiência diária, os benefícios do afeto verdadeiro, abraçando-os, beijando-os, valorizando seus pequenos gestos, ouvindo-os com atenção.

A criança aprende o que vivencia. O lar é a primeira e fundamental escola. É nele que se forma o homem de bem que ampliará os horizontes do amor, nos dias futuros. Ou o tirano genioso que pensa que o mundo deve girar ao seu redor e somente por sua causa.

* * *

Mesmo a criança considerada um gênio precisa de cuidados elementares para crescer emocionalmente.

Para se tornar, de fato, uma pessoa com capacidade de criar, produzir e desfrutar junto com os outros, a criança precisa de afeto.

As crianças de hoje não amadurecem emocionalmente mais rápido do que as de antigamente.

Elas continuam a ter medo do desconhecido, a se alegrarem com pequenas coisas, a se sentirem infinitamente tristes pela perda de um animal de estimação.

São todas experiências importantes para a formação e o aprendizado emocional do ser humano, devendo ser valorizadas em todos os seus detalhes.


Redação do Momento Espírita com base em artigo
intitulado Cérebros e corações para o Século XXI,
do jornal Gazeta do povo de 2 de janeiro de 1999.
Em 20.07.2010.




*********



Confidências



Existem pais que se esmeram na educação dos seus filhos. Não perdem nenhuma chance. As mínimas coisas, os menores acontecimentos são motivo de ensinamento.

Lemos recentemente o depoimento de um executivo muito bem sucedido.

Ele teve o prazer de ouvir da boca de um amigo: Gosto muito de vir à sua casa. É um lugar onde posso dizer tudo o que quero, com a certeza de que você não passará adiante.

Confessava o executivo que o elogio cabia muito mais à sua mãe do que a ele próprio.

Recordava-se de que, quando tinha mais ou menos oito anos de idade surpreendeu uma amiga de sua mãe em confidências com ela.

Tudo se deu mais ou menos assim. Ele brincava do lado de fora da janela aberta da sala, enquanto ambas conversavam. A senhora em questão, pesarosa, revelava à sua mãe coisas muito íntimas e sérias a respeito de seu filho.

Como toda criança, ele aguçou os ouvidos o quanto pôde para não perder nenhuma vírgula do relato. E quanto mais baixava a voz a confidente, mais ele estendia as antenas da audição.

Quando a visitante saiu, sua mãe, que percebera que ele tudo ouvira, o chamou e lhe disse:

Meu filho, se a Sra. Silva tivesse deixado a sua bolsa aqui, hoje, nós a daríamos a outra pessoa?

Prontamente, ele respondeu:

Claro que não!


A mãe prosseguiu:

Pois o que a Sra. Silva deixou hoje aqui é uma coisa muito mais preciosa do que a sua bolsa. Ela nos contou uma história cuja divulgação poderá prejudicar muita gente.

Da mesma forma que a bolsa, ela não nos pertence. Por isso, não a podemos transmitir a ninguém. Não a daremos a quem quer que seja. Você compreendeu?


O garoto assentiu com a cabeça. E a lição lhe serviu para a vida. Ele cresceu, cultivando o respeito a confidências de que fosse, eventualmente, o ouvinte.

E até mesmo a bisbilhotices, fofocas que um amigo, cliente ou conhecido lhe trouxesse e deixasse em sua sala. Ali mesmo elas morriam. O que lhe valeu o respeito e a confiança de muitos.

Concluía o executivo dizendo que, por vezes, ao se surpreender prestes a passar adiante alguma coisa alhures ouvida, imediatamente lembrava-se da bolsa da Sra. Silva e fechava a boca.

A vida é feita de oportunidades. A educação no lar é de precioso quilate. Por ser informal, isto é, não obedecer a rígido currículo, mas se valer das chances que surjam no dia a dia, devem os pais se mostrar sempre atentos, não deixando escapar momento algum propício à edificação.

Quem investe hoje na educação do filho, pode guardar a certeza de que ele poderá partir para longe, singrar os mares, voar pelo mundo, alçar o voo da notoriedade, mas as lições profundas recebidas no lar permanecerão como roteiro de vida.

Não há quem não recorde, em momento especial de sua vida, as lições que recebeu no berço. Os gestos, as atitudes, as palavras dos pais permanecem vivas, apesar e além do tempo.

Basta que nos demos conta do que se passa conosco mesmos, que já abandonamos o colo dos pais há alguns anos.

Não são os seus exemplos e suas orientações que nos norteiam em muitas decisões?

E quantas vezes nos surpreendemos a dizer: Mamãe tinha razão. Bem dizia meu pai.


Redação do Momento Espírita, com base no cap.
A bolsa, do livro E, para o resto da vida, de
Wallace Leal Rodrigues, ed. O clarim.
Em 19.07.2010.



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"Baixas"


No dia em que a guerra dos Estados Unidos contra o Iraque teve início, o mundo inteiro estava atento aos noticiários, e quase todos os meios de comunicação divulgavam os fatos com incrível rapidez.

O silvar dos mísseis, a fumaça, misturada com a claridade provocada pela explosão, eram imagens constantes.

Os pontos atingidos pelos bombardeios, os soldados capturados, a posição das tropas, eram fatos revelados pela mídia.

Vez que outra, uma imagem de civis feridos, soldados mortos, aeronaves abatidas.

Aviões decolando de suas bases, carregados de mísseis e mais mísseis, se podia ver com freqüência.

A cobertura jornalística da guerra, como se diz, estava cumprindo o seu papel.

Passados alguns dias, as pessoas já não se importam tanto com esse acontecimento..., principalmente as que não conseguem ouvir o estrondo das explosões, nem os gritos de dor e desespero, nem o odor fétido daqueles cujos corpos são dilacerados pelas chamas das explosões...

Mas, há outra realidade que ninguém mostra...

É algo tão cruel que, se mostrado, talvez mudasse o rumo dos acontecimentos...

É o desespero e a sensação de impotência dos pais dos soldados enviados para as frentes de batalha.

São os sentimentos dos soldados. Jovens que foram arrancados do conforto de seus lares e empurrados para morrer, a qualquer momento, numa guerra que não provocaram...

Se se pudesse ouvir e sentir seus gemidos de pavor ante a escuridão, seus medos, suas inseguranças, seus prantos silenciosos de saudades dos seus amores...

Há, se fosse registrada a situação a que se converteram os bravos soldados, após várias noites sem dormir...

Alguns ficam mais de uma semana sem nenhum repouso..., pois um cochilo pode significar a morte...

Mas isso é resolvido com anfetaminas para render mais... afinal, são máquinas de guerra.

Não! É impossível imaginar o que sejam o tormento da fome, da sede, do sono, do cansaço, aliados ao temor de um ataque surpresa do inimigo.

Se se pudesse registrar a agonia de filhos perdidos em meio à paisagem devastada pelos ataques, à procura de pais cujos corpos jazem sobre escombros, cinzas e sangue...

Isso, certamente, os que optam pela guerra não sabem o que é.

Talvez digam que é preciso sacrificar algumas vidas..., desde que não seja a sua ou a de seus familiares...

Como não se pode registrar esses sentimentos, ninguém toma conhecimento, a não ser aqueles que estão na mesma situação.

E, quando, por fim, o pior acontece, o pavor do combatente é silenciado pelo manto escuro da morte, aquele jovem é contado apenas como uma “baixa” a mais.

Sim, sua existência foi interrompida, seus sonhos violentados, seus sentimentos desconsiderados... mas isso foi apenas mais uma “baixa”.

Como dizer a uma mãe ou a um pai que aquele filho ou filha, que há pouco cantarolava pela casa, agora representa apenas mais um número na triste estatística das “baixas” no campo de batalha?

Isso não faz sentido...

Mas, quem se importa?

Para os governantes de países que sacrificam seus cidadãos em nome da liberdade, as riquezas minerais e seus interesses escusos, são mais importantes que vidas humanas.

Vale a pena pensar, como cidadãos dessa grande aldeia chamada terra, sobre essas questões que tanto entristecem aqueles que realmente desejam a paz.

É importante pensar, principalmente quando se elege os representantes, sobre quem é a favor dessas atrocidades e quem é a favor da vida, do ser humano, dos sentimentos alheios.

Talvez você esteja se perguntando: mas, o que eu posso fazer, agora, para mudar a situação?

Você pode enviar, através de uma oração sincera, as suas melhores vibrações de paz em favor, primeiro, dos que mais precisam: os governantes responsáveis por essas insanidades.

Segundo, por aqueles que sofrem a conseqüência dessas atrocidades.

Pense nisso, e faça a sua parte.


Texto da Equipe de Redação do Momento Espírita.


****



Batata não é feijão



Analisar como pensam as crianças é experiência deliciosa, e de ensino profundo.

Duas meninas, uma de cinco, outra de sete anos, estavam na sua mesinha jantando.

A menorzinha encontrou um grão de feijão na sopa, e disse para a outra:

Quando eu tiver uma semente de feijão, vou plantar no meu canteiro.

A outra acabou de engolir a sua colherada, passou o guardanapo na boca, e replicou:

Feijão não tem semente. A semente é ele mesmo.

A pequenina não entendeu, e tornou:

Então, como é que ele pode nascer, sem semente?

A outra, depois de pensar um pouco, explicou:

Eu acho que é mesmo a terra que, um dia, vira feijão.

Mas sem ter havido nenhuma semente, antes?

É, mesmo sem ter havido. Ela vai se juntando, juntando, juntando, e fica assim... num grão.

E procurou pelo prato, para ver se encontrava mais algum.

A menorzinha não se conformou muito com essa transformação abstrata. Foi tomando a sopa, e pensando.

Depois de um pedaço de silêncio, reatou a conversa:

Olha, também pode ser assim: um homem faz uma bolinha pequenina, pequenininha de massa... Depois, pinta por cima. Fica o primeiro feijão, então. Depois, os outros nascem...

A outra menina perguntou imediatamente:

E com que é que ele faz a massa?

Pode ser com... batata.

Mas batata não é feijão! - concluiu a maior, voltando a tomar sua sopa, pensando um pouco mais no tema proposto.

As duas continuaram ali, sentadas na mesinha, sem solução para sua dúvida, e com as cabecinhas quentes, de tanto pensar, imaginar e questionar.

* * *

Quem dera pudéssemos manter, após a idade adulta, essa curiosidade saudável e investigadora, que não se contenta com respostas superficiais.

Quem dera pudéssemos guardar na alma o hábito de fazer perguntas, de querer saber mais sobre isso ou sobre aquilo.

Quem sabe, se a idade dos porquês nunca houvesse passado, teríamos evitado aceitar tantas verdades fabricadas, através dos anos.

Muitos deixaram de questionar, de inquirir, aceitando tudo sem o processo indispensável do raciocínio.

Outros tantos foram coagidos a não pensar, a simplesmente concordar com tudo, violentados naquilo que há de mais belo no Espírito: a liberdade de pensamento.


* * *

Sócrates foi proclamado um dos homens mais sábios de todos os tempos, e tinha o hábito de questionar, de descobrir o que estava por trás das coisas e das idéias.

Precisamos nós, conquistar esta sabedoria, e desvendar o mundo de forma madura, encontrando assim as verdades eternas que nos farão cada vez mais felizes.

Se continuarmos aceitando que feijões podem ser feitos de batata, estaremos condenados à estagnação do intelecto, e por conseqüência, ao engessamento moral.


Redação do Momento Espírita, com base em trecho
da crônica Como as crianças pensam, de
Cecília Meirelles, do livro intitulado Crônicas
de educação, ed. Nova Fronteira.
Em 16.10.2008.
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Re: Textos de luz

Mensagempor Stones » 26 Jul 2010, 11:56

TEXTOS DE LUZ - 26/07/2010


A técnica do DCD

Orson Peter Carrara.


O Dr. Augusto Cury (psiquiatra, psicoterapeuta, cientista e escritor, com livros publicados em 40 países) apresenta em seu fabuloso livro Seja líder de si mesmo, uma técnica bastante positiva para superação dos conflitos existenciais. Ocorre que todos (uns mais outros menos) vivemos angústias e conflitos interiores, debatemo-nos em dúvidas, incertezas, indecisões e normalmente perdemo-nos em aparências ilusórias que alimentamos sob pretextos vários. Igualmente deixamo-nos dominar por pensamentos e posturas equivocadas de outras pessoas, esquecendo-nos de que todos guardamos o tesouro das possibilidades dentro de nós mesmos. Por outro lado, permitimo-nos escravizar por medos, neuroses, melindres, ressentimentos, mágoas e tudo o mais que o leitor já conhece do comportamento e das tendências humanas.

Pois sugere o Dr. Cury que usamos a técnica do DCD, que significa Duvidar, Criticar, Determinar. Sim, DUVIDAR das idéias dramáticas que muitas vezes alimentamos; DUVIDAR das circunstâncias, pensamentos e fatos que nos deixem deprimidos, tristes, magoados, ansiosos; DUVIDAR de sentimentos de inferioridade, de complexos que nos atormentam a vida.

A partir daí, CRITICAR tais pensamentos, posturas e comportamentos. Com um detalhe: em nós mesmos, não nos outros; CRITICAR pensamentos negativos, idéia perturbadora, angústias, medos e inseguranças que surjam interiormente. Em, por fim, DETERMINAR ser feliz, equilibrado, sereno, harmonioso consigo mesmo, tranqüilo; conquistar o que mais ama e ser líder de si mesmo, ao invés de deixar-se conduzir. DETERMINAR reações e comportamentos altruístas, idéias e posturas positivas que lhe tragam alegria, bem estar e equilíbrio emocional.

Para alcançar esse estado de determinação interior, há que se passar pelo estado de dúvida e crítica dos próprios pensamentos e sentimentos. Para isso, o autor sugere uma reunião íntima (duas vezes na semana ou dez a quinze minutos por dia) conosco mesmo. Em silêncio, uma viagem interior, para debater com nós mesmos nossas dificuldades, problemas, neuroses, desafios, em busca de soluções e caminhos de libertação dessas autênticas travas psicológicas e emocionais.

É algo exatamente interior, individual, numa mesa-redonda onde somos o entrevistador e o entrevistado, os debatedores, críticos e conselheiros. Trata-se, porém, de providência altamente saneadora de nossos conflitos. Claro que não dispensaremos os amigos, o cônjuge, o médico, o psicólogo, mas estaremos em confronto com a única pessoa que verdadeiramente pode apresentar as soluções que buscamos: nós mesmos. Exatamente onde se escondem as causas e traumas que nos impedem atualmente de viver como seres livres e pensantes, autênticos deuses em potencial.


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Patch Adams

Orson Peter Carrara
Médico famoso inspirou filme que, por sua vez, fez surgir os Doutores da Alegria


A conceituada revista Veja, edição de 25 de fevereiro de 2004 (ano 37, edição 1842, Editora Abril), publicou entrevista com o famoso médico americano Patch Adams, cuja atuação inspirou o belo filme O Amor é Contagioso, estrelado pelo ator Robin Williams no papel principal, que, visto por milhões de telespectadores em todo mundo, motivou o surgimento dos grupos Doutores da Alegria, inclusive no Brasil.

Como cita o texto de Rosana Zakabi, da citada revista, “(...) Há três décadas, Adams transforma os quartos dos hospitais que visita em um verdadeiro picadeiro. Sua especialidade é animar pacientes com brincadeiras para reduzir o sofrimento deles (...)”. Autor de três livros, ele “(...) defende sentimentos como humor, compaixão, alegria e esperança no tratamento de pacientes (...)”, dirige uma instituição de saúde que atende pacientes gratuitamente e ainda profere palestras sobre a atividade que o tornou mundialmente conhecido.

A entrevista tem trechos muito interessantes, que podemos ligar ao pensamento espírita. Escolhemos apenas três, para uma análise à luz da Doutrina Espírita (com destaques de nossa autoria):

a) “(...) Como todo ser humano, o médico pode errar. Essa idéia de que o médico tem de ser perfeito também prejudica a relação com o paciente. Faz com que este coloque toda a responsabilidade do que ocorre com ele nas mãos do médico. E isso é errado. O paciente é mais responsável pela própria recuperação do que o médico que o está tratando.(...)”

b) “(...) Medicina envolve relacionamento entre médico e paciente. Um bom médico é aquele que sabe cultivar essa relação por meio da troca de experiências, amizade, humor, confiança (...)”

c) “(...) O paciente com fé tem uma capacidade maior de entrega, o que lhe traz conforto em todas as situações. (...) Quando comecei a trabalhar como plantonista em hospitais, descobri que as famílias que seguiam alguma religião se sentiam mais calmas quando rezavam do que quando tomavam algum tranqüilizante (...)”

Os três trechos com negrito dispensam maiores comentários. Eles são da própria essência psicológica de pacientes, seus familiares e profissionais da área médica. A postura de médicos e pacientes é vital para o êxito dos tratamentos e a recuperação dos pacientes, onde a fé exerce papel de preponderância.

Mas não há como negar que os estímulos do ânimo, principalmente quando trazidos pelo médico, alteram o quadro mental dos pacientes e suas famílias. Daí a proposta do Dr. Patch, tão bem interpretada por Robin Williams.

É que, em síntese, precisamos todos uns dos outros. A solidariedade é vital para o equilíbrio e a saúde das criaturas humanas. Todo ser precisa sentir-se amado, valorizado. Quando desprezado, esquecido, tende a entregar-se ao desânimo, piorando as condições de saúde. O bom ânimo reduz o sofrimento, esta a questão chave.

Allan Kardec, em sua Revista Espírita* (março de 1869), em artigo intitulado A carne é fraca, escreveu: “(...) o médico do corpo pode se fazer o médico da alma? (...) Sim, sem dúvida, num certo limite; é mesmo um dever que um bom médico não negligencie jamais, desde o instante que vê, no estado da alma, um obstáculo ao restabelecimento da saúde do corpo (...)”

E perguntamos: quantos não são os casos onde a desesperança mantém a enfermidade? Notem os leitores o sentido da frase: “desde o instante que vê, no estado da alma, um obstáculo ao restabelecimento da saúde do corpo” (destacamos). Quantas dificuldades na cura de um paciente quando este permanece indiferente, alheio à própria cura, muitas vezes em virtude do rancor que alimenta, da dúvida que não cessa, do medo que o atormenta...

Daí o sucesso dos Doutores da Alegria em hospitais. A alegria, a brincadeira espontânea, o desvio da mente de preocupações exageradas ou o expurgo do medo e da insegurança são facilitadores da recuperação orgânica, por simples efeito mental e psicológico.

O espírito Alfred de Musset, em mensagem que Kardec publicou igualmente na Revista Espírita*, edição de julho de 1861, pergunta: “(...) Qual é aqui o verdadeiro louco: aquele que espera, ou aquele que desespera? (...)” Referida mensagem refere-se aos internos terminais em hospitais. O Espírito relaciona o desespero dos que em nada crêem com aqueles que recebem as informações sobre as realidades da imortalidade e aguardam a própria libertação. Chega a citar a presença carinhosa dos espíritos que assistem os enfermos e os aguardam no momento da libertação. Muitos desses que mantêm postura calma, de quem aguarda com serenidade, muitas vezes são taxados de loucos (até pelas visões espirituais que descrevem), daí a razão da pergunta que transcrevemos.

O fato é, porém, que sempre que há esperança, há calma, e esta é determinante na recuperação da saúde. Com a alegria nos hospitais, espalhada inclusive pelo comportamento de médicos e enfermeiros, defendida pelo Médico da Alegria, pacientes encontrarão saúde mais rapidamente.

Por isso é oportuno transcrever trecho da mensagem A Esperança, ditado pelo Espírito Felícia, e publicada por Allan Kardec na edição de fevereiro de 1862, de sua Revista Espírita*:

“Eu me chamo a Esperança; sorrio à vossa entrada na vida; eu vos sigo passo a passo, e não vos deixo senão nos mundos onde se realizam, para vós, as promessas de felicidade que ouvis, sem cessar, murmurar aos vossos ouvidos. Eu sou vossa fiel amiga; não repilais minhas inspirações: eu sou a Esperança”.

Embora declare não acreditar em Deus, o Dr. Patch realizou obra incomparável no planeta e continua firme em seus propósitos. Distribuiu esperança aos pacientes internos em hospitais; motivou que outros grupos e colegas médicos fizessem o mesmo; o filme que inspirou comoveu platéias em todo mundo e realiza obra meritória da maior importância.

E como, em essência, o médico, para alcançar êxito numa iniciativa como essa, depende da postura do paciente, a ação do Dr. Adams tem o mérito da caridade – aquela que vê em cada ser humano um espírito em escala evolutiva, que merece respeito e pede estímulos para superar suas dificuldades – , que busca os infortúnios ocultos, descortinando novos horizontes, agora de esperança, para aqueles considerados esquecidos, desprezados ou que não conseguem, por si mesmos, alterar o panorama em que se fixaram.

Podemos analisar o assunto sob vários ângulos, à luz do Espiritismo ou da Medicina, ou mesmo da Psicologia, mas o destaque é mesmo para afirmar que o bom humor e a esperança são bons auxiliares no tratamento dos doentes, como destacou a reportagem da revista.


*Edição do IDE-Araras, tradução de Salvador Gentille

Matéria publicada originariamente na RIE – Revista Internacional de Espiritismo, edição de agosto de 2004



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Saddam no divã

Orson Peter Carrara
Conclusão de psiquiatra enseja estudos


O jornal Folha de S.Paulo publicou na edição de 7 de junho de 2004, página A-12, entrevista com o psiquiatra Jerrold M. Post, em reportagem assinada por Sérgio Dávila, cujo título é o mesmo que usamos na presente matéria. Jerrold M. Post fundou na CIA (a agência norte-americana de espionagem) o Centro de Análise de Personalidade e Comportamento Político e tem realizado, a pedido do governo, perfis psicológicos de líderes mundiais.

Através dos anos, o experimentado psiquiatra tem coletado dados e publicado suas observações em livros, sendo pioneiro nesta área. Em seu mais recente livro Leaders ant Their Followers in a Dangerous World (líderes e seus seguidores em um mundo perigoso), como destaca a reportagem, o psiquiatra afirma que “(...) de todos os líderes que perfilou, Saddam é o mais traumático (...)” . E o repórter, citando a frase, indaga ao entrevistado: “Por quê?”

E a resposta do médico motivou-nos a presente abordagem: “É o caso clássico de uma pessoa com o ‘eu machucado’, que poderia ter sido um adulto inseguro e ineficaz, mas que em vez disso tomou o caminho do narcisismo maligno. O ‘eu machucado’ vem de sua infância, que é diferente de todos os líderes que eu já perfilei. Aos quatro meses da gravidez de Saddam, sua mãe perdeu o marido; poucos meses depois, o filho mais velho morreu na mesa de operações, vítima de câncer. Ela então tentou fazer um aborto, malsucedido, e tentou se matar. Quando Saddam nasceu, tentou matá-lo. E isso é só o começo.”

A opinião do psiquiatra, que também é professor do programa de psicologia política da Universidade George Washington, nos Estados Unidos, faz pensar, para analisar a questão à luz da Doutrina Espírita. Ninguém discute que Saddam é um líder, ainda que tenha usado o autoritarismo ditatorial, e por outro lado, não vivemos no Iraque para analisar a realidade da convivência de seu povo com o regime ditatorial vivido.

Não nos cabe, portanto, nesta abordagem, analisar as questões internacionais, suas implicações, origens e conseqüências advindas do momento histórico das últimas décadas e que envolveram os respectivos países e seus líderes. O assunto, inclusive, merece análise sociológica, histórica, política e mesmo psicológica do ponto de vista coletivo.

O que nos move com a presente matéria é trazer a visão espírita sobre o comportamento de Saddam. E não exclusivamente sobre Saddam. Quantos crimes diários acontecem no planeta, com requintes de perversidade, crueldade, chocando a opinião pública e a sensibilidade de todos nós? Esta, a visão espírita, todavia, nos convida à indulgência. O perfil psicológico, como dissemos, faz pensar numa história de vida que não conhecemos, embora também não possamos ficar apenas com a versão norte-americana apresentada pela mídia e por outros interesses internacionais.

Fiquemos, porém, com o que nos interessa no trecho da resposta do psiquiatra. O “eu machucado”.

Kofi Annan, secretário-geral das Nações Unidas, em entrevista à revista Veja (edição 1858, de 16 de junho de 2004), da Editora Abril, em entrevista com o título O diálogo nos salvará, quando indagado sobre a impressão que teve no contato pessoal com Saddam, afirma que “A aparência de Saddam Hussein era a de um homem comum. Tinha fala mansa, calma, lenta. Quase não gesticulava enquanto falava. Nada em sua fisionomia ou comportamento delatava suas idéias. Uma vez, durante um encontro, comecei a pensar como pôde um homem daqueles fazer tanta crueldade contra seu próprio povo...”

Ora, não nos cabe julgar. Mas podemos refletir.

O espírito Elisabeth de França, em mensagem publicada por Allan Kardec na Revista Espírita* de março de 1862, e posteriormente integrada pelo Codificador no capítulo XI de O Evangelho Segundo o Espiritismo, convida:

“(...) Deveis amar os infelizes, os criminosos, como criaturas de Deus às quais o perdão e a misericórdia serão concedidos se se arrependerem, como a vós mesmos, pelas faltas que cometerdes contra a sua lei. Pensai que sois mais repreensíveis, mais culpáveis do que aqueles aos quais recusais o perdão e a comiseração, porque, freqüentemente, eles não conhecem Deus como vós o conheceis, e lhes será menos pedido do que a vós. Não julgueis nunca; oh! Não julgueis nunca, meus caros amigos, porque o julgamento que fizerdes vos será aplicado mais severamente ainda, e tendes necessidade de indulgência para com os pecados que cometeis sem cessar. Não sabeis que há muitas ações que são crimes aos olhos de Deus de pureza, e que o mundo não considera mesmo como faltas leves? (...)”

De fato, como julgar? Nem conhecemos a história completa daquele que se apresenta massacrado pelo ocidente. O que sabemos se resume nas notícias da mídia, quase sempre comprometida com interesses inconfessáveis. O fato, porém, é que a conclusão do psiquiatra, referindo-se ao “eu machucado”, deve levar-nos à compreensão sobre comportamentos alheios, muitas vezes apresentados como criminosos, mas que apenas refletem a desarmonia interior ou um longo histórico de lutas e dificuldades que não conseguiram vencer ou administrar convenientemente. Lutas e dificuldades que não conhecemos.

E continua o espírito: “(...) Amai-vos, pois, como os filhos de um mesmo pai; não façais diferenças entre os outros infelizes, porque é Deus que quer que todos sejam iguais; não desprezeis, pois, a ninguém; Deus permite que os grandes criminosos estejam entre vós, a fim de que vos sirvam de ensinamento. (...) Deveis àqueles dos quais vos falo o socorro de vossas preces: é a verdadeira caridade (...)”

A conclusão da expressiva mensagem, que em O Evangelho Segundo o Espiritismo recebeu o título de Caridade para com os criminosos, é verdadeiramente uma lição para os dias atuais, que tanta violência tem apresentado aos olhos humanos. O espírito autor diz que, ao invés de condenarmos alguém que se equivocou com o crime, julgando-o um miserável, merecedor de ser expulso do planeta com a morte, deveríamos pensar em qual seria a posição de nosso modelo, Jesus. O que diria Ele se visse junto a si um desses infelizes?

E conclui o espírito: “(...) Lamentá-lo-ia; considerá-lo-ia como um enfermo muito miserável; estender-lhe-ia a mão. Vós não podeis fazê-lo em realidade, mas ao menos podeis orar por esse infeliz, assistir o seu Espírito durante os poucos instantes que deve ainda passar sobre a vossa Terra. O arrependimento pode tocar seu coração se orardes com fé. É vosso próximo como o melhor dentre os homens; sua alma transviada e revoltada é criada, como a vossa, à imagem de Deus perfeito. Orai, pois, por eles; não o julgueis nunca, não o deveis nunca. Só Deus o julgará”.

Entre nós, são muitas as pessoas com o “eu machucado” à nossa volta. Traumas, dificuldades, complexos, inibições, mágoas e causas outras de origem emocional e psicológica, atravancam a plena expansão das potencialidades humanas. E muitas vezes são causadoras das grandes tragédias individuais ou coletivas, como tem ocorrido com freqüência no planeta que habitamos.

O dever da solidariedade recíproca que deve reger os relacionamentos, e que inclui a recomendação do espírito, acima transcrita parcialmente, convida à postura de amenizar as aflições humanas e não ao seu agravamento. Comecemos, desde já, com aqueles de nossa própria convivência e juntos continuaremos a caminhada evolutiva. Em paz, pelo menos.

Neste contexto todo, entretanto, das questões internacionais, pondera com muita propriedade o Secretário-geral da ONU, Kofi Annan (1): “(...) os americanos deveriam ouvir um pouco mais o que os outros têm a dizer (...)”. É a velha questão do respeito ao próximo...


*edição do IDE – Instituto de Difusão Espírita, de Araras-SP, tradução de Salvador Gentille

(1) revista Veja (edição 1858, de 16 de junho de 2004), da Editora Abril, em entrevista com o título O diálogo nos salvará.

Matéria publicada originariamente na RIE – Revista Internacional de Espiritismo, edição de agosto de 2004
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Re: Textos de luz

Mensagempor Stones » 16 Ago 2010, 10:26

TEXTOS DE LUZ - 16 / 08 / 2010.


A Luta de Benjamin Franklin Contra as Deficiências Morais

Centro Espírita Celeiro de Luz





Benjamin Franklin era um homem que fazia de tudo. Ele foi impressor, cientista, político, economista, financista, escritor, comerciante e inventor. Sua lista de méritos inclui o primeiro hospital, a agência de correio, a companhia de seguros contra incêndio, a biblioteca; como também, a criação dos óculos bifocais, a cadeira de balanço, o poste de iluminação pública, o cartão postal, tendo ainda fundado o jornal Saturday Evening Post e a Universidade da Pensilvânia. Ele se aposentou, milionário, aos quarenta anos de idade, e quando morreu, era o homem mais rico dos Estados Unidos.

Franklin realizou tudo isso e muito mais em sua ativa vida. Mas isso não lhe foi suficiente. Ele quis ser perfeito.

Foi um sermão de domingo que provocou em Franklin o desejo de lidar com o que Ihe pareceu uma falta de virtude em sua vida. A despeito de suas realizações , difícil mente se sentia satisfeito consigo mesmo e lutou constantemente com as deficiências morais. Envergonhado com sua vida pessoal, decidiu atacar diretamente cada uma de suas deficiências e transformá-las em tesouras morais.

"Concebi então o audacioso projeto de alcançar a perfeição morai», escreveu ele. "Desejei viver sem cometer nenhuma falta em momento algum; eu ia conquistar tudo a que pudesse me conduzir a inclinação natural, os costumes ou a diligência."

Como muitos de nós, Franklin sabia, ou pensava que sabia, o que era certo e errado. Não via qualquer razão por que não pudesse evitar o que era errado e fazer o que era certo. Parecia tão simples em teoria.

"Mas logo descobri que havia subestimado uma tarefa de dificuldades muito maiores do que podia imaginar. Enquanto cuidava de me guardar contra uma falta, era sempre pego de surpresa por uma outra; o hábito ganhava com a vantagem da desatenção; as inclinações eram às vezes mais fortes que a razão".
Tornou-se claro que só o desejo não era suficiente.

Assim, Franklin mudou de tática. Fez uma lista do que ele considerava as 12 virtudes mais importantes. Mais tarde, por sugestão de um amigo, Franklin acrescentou a "humildade" à sua lista.

As virtudes valorizadas por Franklin são hoje tão significativas quanto a 200 anos:

1. Temperança: não coma até a congestão; não beba até a embriaguez;
2. Silêncio: fale apenas o que puder ser benéfico para si mesmo e para os outros;
3. Ordem: deixe tudo o que é seu ocupar seu devido lugar;
4. Resolução: resolva-se a fazer o que deve ser feito; faça diligentemente o que resolveu;
5. Frugalidade: faça despesas apenas para fazer o bem a si mesmo e aos outros, isto é, não desperdice nada;
6. Laboriosidade: não perca tempo; esteja sempre ocupado com algo útil; elimine toda ação desnecessária;
7. Sinceridade: não faça uso de artifícios danosos; pense de modo inocente e justo. Se você falar, fale de igual modo;
8. Justiça: não prejudique ninguém por injúrias, ou pela omissão dos benefícios que fazem parte do seu dever;
9. Moderação: evite extremos. Não guarde ressentimentos;
10. Higiene: não tolere qualquer falta de higiene quanto ao corpo, às roupas ou à habitação;
11. Tranqüilidade: não se perturbe com trivialidades, incidentes comuns ou o inevitável;
12. Castidade: evite excessos sexuais. Não prejudique sua paz e reputação, bem como a dos outros;
13. Humildade: imite a Jesus e Sócrates.


Toda noite Franklin passava em revista sua lista e colocava uma marca preta para cada falta que tivesse cometido durante o dia . Quando também isto mostrou-se ineficiente, ele decidiu aderir firmemente a uma virtude a cada semana, fazendo apenas o melhor possível com as outras doze. Ele comparava o processo à capinagem de um jardim, dizendo que um bom jardineiro não tenta remover todas as ervas daninhas de uma só vez- o que esgotaria seu tempo e suas energias-, mas, sim, trabalhava numa faixa de cada vez.

Franklin continuou com seu plano de auto-análise e aperfeiçoamento por vários anos, com poucas interrupções. Ele ficou surpreso com os resultados. "Fiquei surpreso por cobrir que eu tinha mais deficiências do que imaginava; mas tive a satisfação de vê-las decrescendo."

Mais tarde ele escreveu:"' Nunca cheguei à perfeição; na verdade, bem longe disso. No entanto, tornei-me um homem melhor e mais feliz que havia sido antes. Só alguns artifícios como esses podem assegurar, progresso seguro rumo à virtude.

O comprometimento com o aperfeiçoamento foi a chave da vida melhor para Benjamin Franklin e a mesma coisa é válida par nos dias atuais. Tornar-se uma soa melhor é um processo de toda uma vida. Um ponto de partida é adotar os conceitos de Franklin:

1. Reconheça o desejo: aprenda a ver seus potenciais;
2. Identifique as metas: decida o que você deseja aperfeiçoar.
3. Trabalhe diariamente: pratique auto-observação;
4. Entre em contato consigo mesmo: avalie-se, medite;
5. Aprenda com os erros: mude o estilo de vida quando necessário


Como disse Franklin certa “Esteja em guerra com suas deficiências morais, em paz com seus semelhantes, e que cada ano o encontre uma pessoa melhor". Este ainda é bom conselho.




A Vida Depois da Vida

Centro Espírita Celeiro de Luz


Quando André Luiz, por intermédio da psicografia de Chico Xavier, falou-nos das cidades espirituais. descrevendo as intensas atividades nelas desenvolvidas, com seus hospitais, escolas, campos, jardins, rios e tudo o mais que aqui na Terra há, inclusive a vida social, muitos espíritas taxaram tais noticias de inverossímeis, pondo-as de "quarentena", apesar de que tais descrições já haviam sido feitas também por outros escritores da vida espiritual, notadamente as mensagens recebidas pelo Rev. G. Vale Owen, com o título de "A Vida Além do Véu".

Com o passar do tempo, graças à persistência em nos serem trazidos livros de tal gênero e por serem ansiosamente aguardados por muitas pessoas, foi se modificando a opinião a respeito da famosa série "Luizina" e, hoje, são consideradas como obras respeitáveis e dignas dos maiores encômios, não só pela beleza e primor das descrições da vida espiritual, mas também pelos ensinamentos doutrinários que encerram.

Recentemente, mais uma prova de veracidade de tais novidades acabamos de ter, com alguns livros escritos por pesquisadores americanos, relatando-nos experiências de pessoas que foram consideradas clinicamente mortas e que retornaram à vida e descreveram o que viram e ouviram na vida maior, confirmando os depoimentos, não só de André Luiz, como também de outros Espíritos que nos falaram de tal vida.

O livro "Life after Life", do Dr. Raymond A. Moody (pesquisador não espírita), "bestseller" nos EUA, é um desses livros que nos fala dessas experiências inusitadas, agora complementado com o novo livro "Reflections on Life After Life", que nos traz o resultado de novas entrevistas com os que permaneceram alguns instantes na outra dimensão da vida.


A HIERARQUIA ENTRE OS ESPÍRITOS

Entre os povos primitivos, como entre os animais, a chefia é conquistada pela força. Quem for mais forte, fisicamente, assumirá a liderança de um grupo ou de uma tribo. À medida que o homem vai evoluindo, vai se impondo pela astúcia, pela esperteza. Este é ainda o meio pelo qual uma pessoa conquista a direção de uma agremiação, de uma coletividade, de uma nação...

Ser astuto, nem sempre significa ser mais inteligente ou mais indicado para dirigir o destino de qualquer associação ou país. Atualmente o dinheiro está intimamente ligado ao poder e quando surge a moeda pesa nas decisões para a escolha de quem vai presidir uma sociedade, seja ela qual for.

Quais são os predicados exigidos de um Espírito para assumir a direção de uma instituição no plano espiritual?

Nas zonas umbralinas mais inferiores, a direção é conquistada por aquele que consegue dominar a plebe, através da força mental. Nas regiões menos densas, a habilidade e a inteligência são os requisitos que prevalecem para a indicação dos cargos de chefia. Nos planos mais elevados, entretanto, a presidência recai sobre aquele que possui amor e sabedoria.

Como o saber não tem limites, porque absoluto só o de Deus, é óbvio que à medida que iremos galgando os degraus da escada evolutiva, vamos assumindo mais elevados encargos de direção, até alcançarmos a de prepostos de Deus, ou seja, Ministros do Criador.

André Luiz (li ficou pasmado, quando lhe disseram que o Espírito de elevada hierarquia, que se materializara no templo que visitara em "Nosso Lar", cidade espiritual em que André Luiz desenvolve o seu trabalho e aprendizado, não tinha ainda alcançado a perfeição absoluta e sim apenas a categoria de mentor da humanidade terrestre. O dirigente dos trabalhos, pacientemente, explicou que o visitante ainda aspirava alcançar um dia a função de representante da Terra junto às gloriosas comunidades que habitam, por exemplo, Júpiter e Saturno. Acrescentou, que posteriormente esperam fazer parte das assembléias, que regem o nosso sistema solar e sucessivamente colaborar com os que dirigem a constelação de Hércules, nossa galáxia e grupos de galáxias etc.

Em se tratando do planeta Terra, que é um dos mais inferiores, ainda não podemos compreender as funções elevadíssimas dos Espíritos puros, na direção dos destinos das nações e do próprio planeta. Mas sabemos que eles estão no leme deste barco que singra o imenso Oceano do infinito. Mesmo nos momentos cruciais, como o que estamos passando, não devemos nos perturbar em virtude do aparente caos em que estamos mergulhados. Confiemos em nossos protetores, porque depois desta noite trevosa, brilhará a aurora de paz e progresso espiritual. Persistamos no bem e aguardemos, pacientemente, e com resignação, pois também somos responsáveis por este estado de coisas.

Em "Nosso Lar", existem um governador e diversos ministros. Cada ministério conta com inúmeros trabalhadores, desde os ministros, em número de 12, até o mais humilde servidor. Vemos, portanto, que no plano espiritual, cada criatura será guindada ao cargo que suas aptidões lhe derem condições. Nesses planos não existem apadrinhamentos ou quaisquer facilidades, porque seja de família influente. Somente a capacidade e a moral é que prevalecem para que a pessoa assuma a chefia de qualquer departamento ou cargo de maior responsabilidade.

No plano espiritual os títulos nobiliárquicos, comendas etc., nada significam. O que é da Terra, fica na Terra. Ao desencarnarmos nos despimos das coisas materiais e levamos apenas as espirituais, sejam boas ou más.

Aqui é o laboratório das experiências; lá é a revelação dos resultados dessas experiências.



REGIÕES ABISMAIS

"- Não estamos contemplando Senão a
superfície de trevosos cárceres a se con-
fundirem com os precipícios subcrostais".

André Luiz -. Libertação, pàg. 93.

Vários livros mencionam as regiões subcrostais, dentre eles: "O Abismo", de R.A. Ranieri; "Nas Fronteiras da Loucura", de Manoel P. de Miranda; "Memórias de um Suicida", de Camilo Castelo Branco, e "Libertação", de André Luiz. E todos são unânimes em afirmar que essas regiões purgatoriais são as mais terríveis que conheceram.

André Luiz confessa que seria difícil acreditar que esses antros de sofrimentos pudessem existir. Somente presenciando essas cavernas lodosas e nauseantes e ouvindo a gritaria ensurdecedora daqueles que ali se acham enclausurados, pois não conseguem se libertar das mesmas, é que se pode avaliar a angústia e o desespero em que sé encontram. Nesse ambiente de denso nevoeiro que mal se distinguem os detalhes e dimensões dessas zonas

abismais, é que podemos avaliar a magnitude desses locais de purgação. Diz-se abismal, em vista do despenhadeiro em que fica essa coletividade de sofredores. Tais abismos assemelham-se a imensas crateras de vulcões vivos, onde a gritaria ensurdecedora e ininterrupta é de enlouquecer qualquer um, mesmo os mais fortes e equilibradas.

Segundo nos afirmam os autores mencionados, as zonas subcrostais, como o próprio nome indica, localizam-se nas entranhas da Terra, no subsolo. Isto seria inacreditável, se tais revelações não fossem psicografadas por médiuns de inteira confiança, como F.C. Xavier, Divaldo P. Franco e Yvonne A. Pereira.

Essas aglomerações de seres humanos vivendo no subsolo, deixam de ser absurdas, se nos lembrarmos de que para os Espíritos a matéria grosseira, que é a terra, não oferece nenhum obstáculo para a sua travessia, pois conforme nos ensina a Doutrina Espírita, para os corpos fluídicos, a nossa matéria não opõe nenhuma resistência. É uma questão de consistência.

Muitos ovóides acompanham os seus inimigos em suas purgações nas cavernas abismais, assim como também sozinhos, durante centenas e até milhares de anos.

São Espíritos que degeneram o corpo perispiritual, pelo ódio superlativo. A destruição do corpo perispirítico é uma verdade insofismável devido aos testemunhos de Espíritos de comprovada idoneidade.

Manoel P. Miranda, relatando uma missão socorrista a uma zona abismal, localizada no subsolo de uma grande cidade brasileira, narra que ela fica sob a área de uma penitenciária e da faixa do lenocínio mais hediondo dessa cidade. Ao se aproximar da mesma, descreve que ela desaparecia, coberta por poderosa sobreposição de faixas vibratórias, em que estas anulavam as físicas.

Antes, porém, de atingir o abismo, percorrera longo caminho, onde de quando em quando surgiam sombras humanas que se asfixiavam no tremedal, levantando-se, a gritar, para logo desaparecer no lamaçal pútrido.

Ao atingir o abismo idimensional, onde não havia luz de qualquer espécie, e onde a esperança parecia não existir, os missionários dessa missão, lançaram as redes luminosas para que os que desejassem deixar aquele atoleiro imundo, agarrassem as mesmas, mas apenas os de boas intenções conseguiam segurá-las, enquanto que os de condições psíquicas negativas esforçavam-se em vão para agarrá-las, porque as redes diluiam-se ao contato de suas mãos.


CIDADE SOMBRIA


"Mutilados às centenas, aleijados de to-
dos os matizes, entidades visceralmente
desequilibradas, ofereciam-nos paisagens
de arrepiar."

André Luiz - Libertação, pàg. 57.

No livro "Libertação" (cap. lV), André Luiz nos fala de uma cidade dos planos inferiores, onde o panorama é um dos mais desagradáveis, seja pelo local e a população, seja pela fauna e a flora. São descrições que nos causam medo e tristeza, tal é a situação dessa coletividade de sofredores.

A cidade está envolta em denso nevoeiro, em terreno acidentado e casario paupérrimo, decadente e sórdido, com exceção do templo e dos palácios do pessoal administrativo, que ficam num pequeno planalto, onde há ruas e praças bem cuidadas, cheias de povo e carros puxados por escravos e animais.

Tanto os seres humanos e sub-humanos, como a flora e a fauna causam comiseração, tal é a degeneração em que se encontram. No ar, aquele ambiente de insegurança, ao presenciar-se aquelas fisionomias patibulares. Pigmeus aos magotes parambulam pelas ruelas, como que lmpulsionados por uma força estranha, que os move de um local para outro, sem destino.

A ociosidade é a nota dominante.

Multidões de seres sub-humanos são utilizadas para os serviços mais rudimentares, como trabalhadores de poucas possibilidades, em regime de escravidão. Para completar esse quadro entristecedor, essa população se traja de roupas Imundas e fétidas. Entre os dirigentes predomina a roupa de cor escarlate, simbolizando bem o estado de agressividade que lhes é peculiar.

Tudo é de causar pena, inclusive a flora, porque até as plantas são desagradáveis ao olhar; mas o que mais amedronta é a grande quantidade de animais monstruosos, que se movimentam a esmo, como duendes.

Nessa cidade purgatorial, 95% da população se dedicam ao mal e à desarmonia, não existindo crianças, como se Deus quisesse poupá-las de lugar tão desolador e inseguro. Os restantes 5% são constituídos de missionários do bem, em abnegado serviço de auxiliar aqueles que demonstrem arrependimento e propensão para a reforma íntima. Trabalham anonimamente, para não despertar revolta por parte dos Senhores da Colônia.

Essa população de estropiados e malfeitores, escravos e carrascos, vive sob severa vigilância de um policiamento de pessoas de semblante feroz, mais parecendo felinos à procura de uma presa. Todos, entretanto, não passam de instrumentos da Justiça Divina, que utiliza o homem para corrigir o homem.

A alimentação se dá através da vampirização dos fluidos dos encarnados que se afinem com as paixões rasteiras, sugando-lhes as energias, como se fossem lampréias insaciáveis. Essa cidade fica nas proximidades da crosta terrestre.

O plano espiritual é um mundo de infinitas situações, de conformidade com as condições morais e intelectuais de sua população, que se agrupa por afinidade; mas, como aqui, lá também existem os que governam e os que são

governados, segundo a condição intelectual que alcançaram.

O importante dessa lição é que ela nos adverte para o perigo do envolvimento dessa coletividade de vampiros, que está bem próxima de nós, à procura daqueles que se afinem com as sensações inferiores, para se imantarem aos mesmos.

Como dizem os benfeitores espirituais, cada pessoa tem a companhia que deseja, segundo as suas Inclinações. E diante dessa advertência, não podemos alegar ignorância, se formos conduzidos a cidades dos planos inferiores, ao desencarnar. Vigiemos, portanto, as nossas tendências, para que não desembarquemos nessas regiões de atrozes sofrimentos.



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Re: Textos de luz

Mensagempor Stones » 27 Ago 2010, 13:45

TEXTOS DE LUZ - 27/08/2010.


[center]O HOMEM NASCEU NO ESPAÇO


Frederico Meneses.

Nesta manhã de segunda feira estava a refletir num pensamento do grande sábio Hermes Trimegisto, pensamento este que acredito merecer profunda análise de todos nós, sobretudo porque creio que ele tem o poder, se sentido onvenientemente, de impulsionar nossos anseios para círculos mais elevados da vida. Disse o grande pensador da antiguidade:

"O HOMEM NASCEU NO ESPAÇO: É FILHO DAS ESTRELAS."

Em todas as direções que voce apontar a mente sobre o tema terá muita orientação à respeito da vida, de nossa origem e elementos indicativos de outros fatores que se inserem no pensamento espirita e nas descobertas da ciencia contemporanea. Vejamos: várias abordagens científicas, na atualidade, enfocam que as condições para que surgisse o ser humano em nosso planeta teria originariamente descido do espaço. Estudos apontam que o nosso corpo físico seria formado de poeira de estrelas. Emmanuel, através do Chico Xavier fala de uma geléia que desceu sobre o planeta quando em um dos seus períodos, propiciando o surgimento da vida e essa mesma doutrina, ensinada pelos espiritos superiores, nos fala que a pátria de origem é o espaço. São diversos elementos informativos que reforçam o pensamento de Hermes.

Por outro lado, a consciencia de nossa origem no infinito e a concepção espirita de nossa destinação gloriosa pode nos auxiliara a viver o despreendimento, criando uma atmosfera mais espiritualizada em nosso mundo intimo e ao nosso derredor. Os valores serão outros. Os anseios ganharão aspectos mais elevados e a sensibilidade mais apurada sentirá a vida com maior amplitude. Nossa relação com a morte poderá sofrer, antão, transformação substancial. Ela perderá o aspecto aterrorizador. A vida será, então, vitoriosa, em todas as dimensões de que se compõe. Somos filhos das estrelas






/////////////////////////////////////


SUPERSTIÇÃO



Imagine um gato preto, uma coruja no telhado, uma escada na calçada em seu caminho. Ou mesmo um galhinho de arruda atrás da orelha. Lembre-se ainda do levantar com o pé esquerdo, de entrar e sair de qualquer habitação pela mesma porta, ou do bater três vezes na madeira. Se quisermos avançar um pouco mais, ainda nos lembraremos da roupa branca na noite que altera o ano no calendário. Será possível ainda recordar a consulta diária ao horóscopo, o evitar ingerir certos líquidos ou alimentos em determinados dias do ano, e mesmo a vassoura atrás da porta ou a comigo ninguém pode. Meu Deus! Paremos por aqui!

Quanto absurdo junto! O próprio dicionário define a palavra superstição como sentimento religioso excessivo ou errôneo, crença errônea, temor absurdo de coisas imaginárias, entre outras bem claras definições. E como ainda temos coragem de manter essas idéias absurdas na cabeça numa época em que deve prevalecer o raciocínio diante de todas as situações?

Como imaginar que um simples gato preto ou a presença de uma inocente coruja no telhado possa significar males maiores? Como aceitar a idéia de que o pé que primeiro pisa no chão, de manhã, possa determinar as ocorrências do dia? E mais, como entender o absurdo de devemos sair pela mesma porta que entramos? E que tipo de influência a roupa branca pode causar na passagem de ano? Ou será mesmo que acreditamos que bater três vezes na madeira pode alterar o rumo das coisas? E tem algo a ver com a grandeza da vida o fato de ingerirmos certos alimentos em determinados dias, por imposição de medos imaginários?

Ora, convenhamos! Nossa felicidade ou nossa desdita estão determinadas pela postura e comportamento que adotamos. São as opções de vida que determinam os acontecimentos. Opções de caráter reto, digno, honesto, geram resultados de paz de consciência. Atos imorais geram aflições, intranqüilidade. Algum absurdo nisto?

São os pensamentos, a intenção e a vontade que atraem situações provocadoras de aflições ou sofrimentos. Pensando no mal, alimentando inveja e ciúme, rancor ou sentimento de vingança, atraímos exatamente essas ondas mentais que conviverão conosco e naturalmente facilitarão ocorrências desagradáveis. O inverso também é real: pensando no bem, nutrindo pensamentos de amor ao próximo, de confiança em Deus, estaremos sintonizados com o bem geral que governa o Universo, para desfrutar de paz e harmonia interior.

Gestos, roupas especiais, objetos materiais, acessórios místicos, atitudes impostas por padrões que escapam ao exame do raciocínio e da lógica, nenhuma influência possuem para nos proteger ou mudar o rumo dos acontecimentos. Estes são sim alterados pela nossa decisão e opção mental. Se achamos que o chamado “mal feito” vai nos atingir, estaremos entregues à prisão mental que nós mesmos criamos.

Já é hora de nos libertarmos de tais bobagens. Aprendamos a viver livres de superstições, tomando posse de nossa herança de filhos de Deus que devem buscar continuamente o próprio aperfeiçoamento, ao invés de nos prendermos a idéias impostas para criar medo e dependência. Esses condicionamentos só existem na mente de quem os aceita. E cada um de nós tem o dever de construir a sua e a felicidade alheia.

Afinal, vivemos para que? Satisfação egoística, medos condicionados ou felicidade construída dia-a-dia?



******************************


DUALISMO NO UNIVERSO?



O profeta, médico e pintor Mani – fundador do Maniqueísmo – nascido na Mesopotâmia, viveu no século III e sua religião teve milhares de adeptos, perdurando por mais de 1.000 anos.



Naquela distante época Mani gozou de grande prestígio, atraindo inclusive a simpatia de reis como Sapor e Hormidas.



Mani tentou reunir as mais conhecidas religiões; Cristianismo, Islamismo, Budismo, Zoroastrismo, em torno do pensamento de que há um dualismo a reger as criaturas.



De um lado o Bem, de outro lado o Mal.



Duas forças antagônicas que se digladiam para controlar o universo; Deus e Demônio, Bem e Mal, Certo e Errado...



De idéias ambiciosas; pregava a igualdade das castas e a extinção dos privilégios das classes dominantes.



Obviamente que ao contrariar interesses dos poderosos, trouxe para si intensos inimigos. Não é difícil de imaginar o que aconteceu com o profeta.



Amigo leitor, Mani foi feito prisioneiro e entregue a morte pelo mago Kirdir e pelo rei Vahram.



Nos dias de hoje, embora o maniqueísmo tenha sido extinto como religião, trazemos impregnados a nossa maneira de pensar essa cultura dualística.



O governo é Mau.



O povo é Bom.



O governo diz que é Bom e afirma que Mau são membros da oposição.



A oposição por sua vez, afirma o contrário.



O empregado se julga injustiçado e afirma que o empregador está errado, por sua vez, o empregador diz o inverso.



Cultivamos ídolos, admiramos pessoas, e quando estas não agem conforme o padrão que estabelecemos, afirmamos decisivamente que:



- Não eram nada daquilo que imaginávamos, são lobos em pele de cordeiro!



Antes de mais nada, é bom que nos antenemos em um detalhe:



Somos criaturas em evolução, seres sujeitos a se equivocar nos caminhos da vida, não somos decisivamente maus, nem categoricamente bons, em realidade, por hora, somos almas em busca do equilíbrio, todavia, é bom que nos lembremos que dia chegará em que o Bem e a verdade serão tônica em nossos pensamentos e atitudes.



Porquanto, para o amor fomos criados, nosso destino – a angelitude.



Porém, há questões que ficam nebulosas: Como distinguir o Bem do Mal? Como avaliar as situações para que nos aproximemos cada vez mais desse Bem agir ?



Grande educador que foi, compromissado com o progresso do ser humano, Kardec auxiliou a jogar luz sobre este assunto, em “O Livro dos Espíritos”, na questão de nº 630 o grande instrutor questiona os Espíritos Superiores:



630 – P – Como se pode distinguir o bem do mal?



R – O bem é tudo que está de acordo com a lei de Deus, e o mal, tudo o que dela se afasta; fazer o mal é infringir essa lei.



E voltando um pouco na referida obra, mais precisamente na pergunta de nº 621 vemos uma demonstração clara e simples de onde podemos encontrar essas leis.



621 – P – Onde está escrita a lei de Deus?



R – Na consciência.



Grande resposta, a lei de Deus não está escondida em recôndito local onde tem que se fazer prodígios para encontrá-la.



Ela está em nossa consciência, ou seja, a nosso alcance.



Quando presenciamos pessoas dizerem: “Ando com a consciência intranqüila, pesada mesmo”.



Nada mais é do que a cobrança interna para que se ajuste as divinas leis, e a consciência trata justamente de ser a bússola sinalizando o caminho a seguir.



E quando nos dispomos a consultá-la antes de proferir palavras ou tomar atitudes, começamos a dispersar o mal para nos aproximar do bem.



Não obstante a complicações e confusões que ainda existem em nosso planeta, o bem governa o universo; os pássaros continuam a cantar, as flores prosseguem a colorir, os frutos insistem em brotar, as pessoas seguem a renascer, o sol prossegue no seu intenso labor, a lua, romântica, ainda embala namorados...



O Mal é apenas um estado transitório que se dissipara da face da Terra conforme formos nos adequando as Leis Universais, acostumando-nos a disciplinar nossas ações em torno do bem coletivo, consultando a consciência, refletindo diante de dificuldades...



Demônios são fantasmas passageiros que nascem da materialização de pensamentos enfermiços.



Forçoso admitir, o Bem, este sim, é eterno!



O Bem que se expande através da fraternidade e do amor, do talento, da criatividade, do esforço por fazer progredir a humanidade, este perdura por séculos, milênios a fio, iluminando consciências e aquecendo corações.



Vejamos o exemplo admirável de Jesus , Buda, Thomas Edison, Isaac Newton, Albert Einstein, Charles Darwin, Platão, Sócrates e de tantos anônimos que seguem vestidos com o macacão da boa vontade...



Idéias, invenções, teorias que o tempo não apagou, pelo contrário, tratou de dar base e consistência a esse aglomerado de benefícios.



Cultivemos a esperança no Bem, no amor, no ser humano, e tratemos de nos disciplinar no Bem agir, que fatalmente esse suposto dualismo desaparecerá!



Pensemos nisso!




Artigo gentilmente cedido por Wellington Balbo
Baurú - SP



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DESAFETOS DO PASSADO... SERÁ MESMO?



Nossa imprudência pode causar profundas seqüelas na alma das pessoas.



E na ciranda das vidas sucessivas, nos vemos por imperativos da reencarnação unidos àqueles que lesamos de uma ou outra forma.



Quando isso ocorre, não raro, sentimo-nos presos ao compromisso de restituir o equilíbrio àqueles que atiramos nos poços do desequilíbrio.



Alguns impacientes, cortam os laços e desertam, jogando tudo ao alto, abandonando o barco, todavia, continuarão presos aos compromissos assumidos por livre e espontânea imprudência na maneira de agir.



É com freqüência que ouvimos:



Meu esposo (a) é meu carma!

Detesto trabalhar neste lugar!

Não agüento mais minha família!



Ao pronunciar palavras desse tipo estamos dando a sentença:



- A vida é mesmo difícil e estou aqui apenas para sofrer, pois nada corresponde aos meus anseios!



Criamos então dentro do ambiente que estamos inseridos animosidade com aqueles que convivem mais estreitamente conosco.



Alguns apressados tratam de proclamar:



- São desafetos do passado!



Tentam adivinhar de todas as maneiras o porquê dos problemas nos relacionamentos e atiram a culpa sempre no que lhes convém.



Mas quando se diz que são “Desafetos do passado” pode até ser real, porém, não menos real é que “Desafetos do passado” podem ser, os amigos do presente.



Sim, porque o passado está lá atrás, e para que o sepultemos , se faz mister o exercício do amor, primeiro nos esforçando por compreender as dificuldades alheias, para após verdadeiramente amar o próximo com todas suas virtudes e limitações, ou seja, amar as pessoas como elas são.



Apenas o exercício do amor pode desatar os “nós” construídos durante nossos períodos de descuido e invigilância.



Portanto amigo leitor, ao nos depararmos com situações que pedem um maior sacrifício em prol do semelhante e de nós mesmos, o melhor a fazer é orar, pedir proteção ao alto e inspiração para continuar o caminho com a responsabilidade característica daqueles que querem conquistar o equilíbrio.



Porque enquanto houver alguns derramando lágrimas em virtude de nossas imprudências, jamais seremos felizes de fato.




++++++++++++++++


TRANSMIGRAÇÃO DA ALMA


Os grandes iniciados do passado já conheciam tal Lei. Os templos sagrados e as doutrinas iniciáticas e esotéricas já preparavam seus seguidores para a grande viagem de mundo à mundo. Nos tempos atuais, o Espiritismo, que vem tornar publico o conhecimento antes voltado aos candidatos à iniciação espiritual, destrincha, com imensa beleza, a destinação gloriosa que nos cabe no concerto da vida: de vida em vida e de mundo à mundo, viajamos no infinito para círculos cada vez mais amplos, mais belos, mais cheios de plenitude, de felicidade.

A transmigração progressiva da alma é dos princípios espiritas menos abordados conquanto tocado por beleza infinita e digno repositório da esperança para as almas que sofrem e sonham. Após o aprendizado fornecido pela Terra, absorvida a sabedoria a ser conquistada no planeta que hora habitamos, seja como mundo de expiação, seja como regeneração, o indestrutível ser que somos alça voo embusca de mais luz, mais realizações, mais sabedoria. O grande pensador e poeta da França, Victor Hugo, em mais uma das suas felizes reflexões, disse certa feita:

" NADA SE ASSEMELHA À ALMA COMO A ABELHA. ESTA VOA DE FLOR PARA FLOR, AQUELA DE ESTRELA PARA ESTRELA. A ABELHA TRAZ O MEL, COMO A ALMA TRAZ A LUZ.

De estrela em estrela vamos conhecendo a indescritível Criação e sentindo toda a pujança dos Universos. Nessa vertente de ascendência, percebemos como valorizamos exageradamente certos aspectos da vida na Terra, no tocante aos seus percalços, e entendemos, felizes, que esses espinhos pequeninos nada representam ante a grandeza do que nos aguarda infinito à fora. Compreendemos que vale a pena suportar os revezes do mundo com a resignação operante. Todo o passado terreno com suas agruras irá se tornar uma pequena nesga de dissabores e diante da alma se abrirão caminhos de vida intensa, de vida em abundância. Mais depurada, a alma mais ascende, expande sua consciencia e penetra o que antes era mistério insondável. Vasculha o Cosmos e descobre em si mesmo os portentos que o deslumbra nas constelações. A vida cintila em mil metamorfoses e ganha nuances inimagináveis. A beleza apresenta-se como nenhum artista no mundo pode decifrar e palavras serão traços irrisórios em sua capacidade de comunicação para expressar o turbilhão colossal de luzes e cores, sons e perfumes, sentimentos e poderes. Se nos fosse dado perceber pequenas nuances do que escrevo agora, sentiríamos vertigens e como anjo de asas cortadas, tombaríamos sob o peso de mil sóis em nossos ombros frágeis...

Diante disso, levantemos da tristeza para a esperança, da sombra para a luz. A transitoriedade desses momentos infelizes é a preparação para o que não terá adeus, nem angústia, nem pequenez. Todo esse feliz amanhã, porem, deve se formar por dentro de nós, tecendo o fuuro com a vontade firme do presente. Afinal, iremos viajar, de estrela em estrela, na direção de mais luz, na medida em que viajemos de estrela em estrela no universo da própria consciencia.

Tenham paz.
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