Bancos financiam corrupção

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Cobra Grande
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Bancos financiam corrupção

Mensagempor Cobra Grande » 11 Mai 2009, 21:10

Nao é de hoje que os bancos investem sorrateiramente em organizações criminosas, dão uma mãozinha ao tráfico de drogas, põem dinheiro em guerras - como a do Iraque - que só servem para aumentar os lucros de empresas de armamentos e abrem os cofres para facilitar golpes de Estado.

Se alguém duvidava disso, pode agora ter certeza. Estudo recente da ONG Global Witness , sob o título Diligencia : como os bancos fazem negócios com regimes corruptos, revela como os grandes banqueiros criam vínculos com obscuros clientes para facilitar o saque de recursos naturais de nações pobres.

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“Se o petróleo, gás e minerais realmente existem para ajudar a tirar a Africa e outras regiões da pobreza, então os governos devem assumir a responsabilidade de impedir que os bancos façam negócios com ditadores corruptos e com suas famílias”, diz Gavin Hayman, diretor de campanhas da Global Witness.

O documento da ONG cita vários clientes de determinados bancos na Guiné Equatorial, República do Congo, Gabão, Libéria, Angola e Turcomenistão.

Nesses países a riqueza natural está sendo (ou já foi) saqueada por ditadores e suas gangues para enriquecimento pessoal, na maioria das vezes, violando os direitos humanos e provocando matanças em massa de inocentes.

Entre os bancos mencionados pela Global Witness estão Barclays, Citibank, Deutsche Bank e HSBC.
O pior é que essas máquinas de distribuição de dinheiro proclamam, em propagandas na televisão, revistas e internet, compromissos de responsabilidade social, numa demonstração de cisnimo recoltante.

Segundo a Global Witiness a renda com recursos naturais oferece uma potencial saída para a pobreza a muitos países em desenvolvimento.

Mas estes ganhos, que poderiam ser destinados ao desenvolvimento, são malversados, usurpados por altos funcionários do governo ou usados para ajudar regimes que oprimem seu próprio povo.

Bom exemplo é o caso do banco Barclays que manteve conta aberta para Obiang, filho do ditador da Guiné Equatorial, muito depois de se tornarem públicas provas de que a família estava envolvida na usurpação das riquezas petrolíferas dessa nação.

O informe da ONG assinala que enquanto a Guiné Equatorial continua sendo um dos mais pobres da Africa, Obiang possui uma mansão de US$ 35 milhões em Malibu, nos Estados Unidos, e gastou US$ 6,3 milhões na compra de automóveis nos últimos 10 anos.

Também está listado o caso do Citibank, que se envolveu na guerras civil da Libéria, ao permitir ao ex-presidente Charles Taylor, agora julgado por crimes de guerra no Tribunal Penal Interacional de Haia, embolsar a grana proveniente da venda ilícita da madeiras de seu país.

Como ficou evidente pela atual crise financeira internacional, o estudo mostra que, quando se trata de respeitar as regras, os banqueiros procuram explorar todos os vazios e ambiguidades nas regulamentações e assumir suas responsabilidades no mínimo nível.

“Os líderes do G-20 devem cumprir suas promessas de ajudar os pobres do mundo. Um elemento-chave para acabar com a pobreza é por fim ao dinheiro roubado ou sacado do orçamento, em primeiro lugar”, lembra Gavin Hayman.

Depois disso, eu penso no Brasil e fico imaginando se sacanagens idênticas recebem apoio do Bradesco, Santander (que adquiriu o Banespa e o Banco Real), Itaú e por aí vai.
Agência Envolverde



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