Partidas de futebol que iniciaram uma guerra

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Partidas de futebol que iniciaram uma guerra

Mensagempor Xevious » 17 Fev 2017, 15:19

1990 Croácia x Iugoslávia
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Um amistoso nada amigável
Em 13 de maio de 1990, mais de 20 mil espectadores assistiriam ao jogo de futebol que iniciaria uma guerra que deixaria mais de 190 mil mortos e uma enorme perda material e histórica da grande Iugoslávia.

O Dinamo Zagreb foi a equipe anfitriã e Maksimir Stadium recebeu com muita violência mais de 3.000 fãs sérvios que queriam testemunhar o jogo. O jogo foi muito violento, vários cartões vermelhos e amarelos foram removidos e no final venceu o Red Star 3 a 1.
No final, os fãs da Estrela Roxa estavam orgulhosos da sua equipe e começaram a insultar os jogadores croatas. Com a tensão os croatas começaram a jogar para a quadra facas, pedras e outros objetos: os fãs do Dínamo sentiram-se ressentidos com a batida. Além disso, a polícia ajudou os sérvios batendo os anfitriões.
Tudo saiu dos limites e a violência tomou conta. O capitão do Dínamo, Zvonimir Boban, acertou um policial com um pontapé voador e acendeu a quebra de violência nas ruas. O croata ofendido pela derrota abraçou a bandeira da independência que iniciaria uma guerra de 5 anos.

Nacionalismo croata: Franjo Tudman
Desde a década de 1980, o historiador e político Franjo Tudman, começaria uma campanha em toda a Europa Ocidental para apoiar a independência da Croácia. Até então pertenceu à república socialista de Jugoslávia.
Depois da Segunda Guerra Mundial criou-se um Estado socialista que uniu muitos países de diferentes etnias e que, além disso, se odiavam. Os croatas mataram mais de 100 mil sérvios na Segunda Guerra Mundial.

Sob a bandeira de um grupo nacionalista e terrorista chamado "Ustacha", criado em 1929, cuja ideia central era uma nação croata, fanática do catolicismo, perpetuou seus crimes com a ajuda do clero e dos nazistas.
Os mortos tinham sido sobre as populações judaicas e muçulmanas e graças a Tito, a Croácia foi capaz de esquecer o seu passado tempestuoso durante 50 anos e foi anexado à Jugoslávia sem qualquer conflito.
Na campanha nacionalista de Franjo Tudman, os valores de Ustacha vieram à luz. Os croatas mais uma vez se sentiram identificados com a bandeira de Ustacha que acabaria se tornando o símbolo da nação croata. Além disso eles eram acreditados mais ocidentais (ou civilizados) do que o resto do país.

Assim, quando os motins de futebol entre a Iugoslávia, que era governada pelo comunista sérvio Slobadan Milosevic, saíram, os croatas saíram às ruas para organizar com armas eo exército croata e os políticos exigiram a independência.

No final, mais de 20.000 croatas morreram e 150.000 sérvios.




1969 Honduras x El Salvador
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Eliminatórias Mortais.
Em junho de 1969, na mesma época em que o numero de salvadorenhos fugidos de Honduras aumentava, El Salvador e Honduras disputaram uma vaga nas eliminatórias para a Copa do mundo do México, em 1970. Os meios de comunicação de massa de cada país aumentavam as já existentes tensões, encorajando o ódio entre os cidadãos dos países vizinhos. Em 8 de junho de 1969, a equipe de El Salvador vai a Tegucigalpa, capital hondurenha, para a primeira das duas partidas agendadas entre as seleções. Sofrendo uma enorme pressão da torcida local desde a noite anterior ao jogo, os salvadorenhos não conseguiram segurar o empate e acabaram cedendo a vitória à seleção de Honduras nos últimos minutos do jogo. Honduras 1 a 0.

A indignação da população em El Salvador com o resultado da partida – e principalmente com o tratamento dispensado a seus atletas – foi enorme. Gilberto Agostino (2002) cita o caso da adolescente Amélia Bolamos que “revoltada com o tratamento dispensado à sua seleção, […] matou-se com o revólver do pai logo após o jogo” (p. 192). E logo depois fala de seu funeral, que “marcado por rompantes de nacionalismo e ódio, […] foi televisionado, sendo acompanhado por um cortejo militar, tornando ainda mais tensa a expectativa da partida de volta” (p. 192).

Com tanta tensão envolvendo o confronto de volta em San Salvador, no dia 15 de junho, não é de se estranhar que o embate em campo tenha se desdobrado para as ruas da capital. A torcida salvadorenha recebeu os rivais com ainda mais ódio do que sua equipe havia recebido em Honduras, tanto que os visitantes tiveram que se dirigir ao estádio em um veículo blindado (Agostinho, 2002, p. 192). Momentos antes da partida, uma bandeira de Honduras foi queimada e seu hino desrespeitado. Após a vitória por 3 a 0 da seleção local – que levaria a um novo confronto em campo neutro –, a violência tomou conta das ruas. Dezenas de torcedores hondurenhos foram agredidos e até mesmo mortos.

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Neste mesmo período, a milícia paramilitar hondurenha “Mancha Brava” foi acusada de cometer atrocidades contra salvadorenhos, o que levou ao aumento do número de emigrantes a retornar à El Salvador. Assim, em 25 de junho, dois dias antes da partida de desempate entre os dois escretes, o governo de El Salvador acusou os hondurenhos de genocídio na ONU (Sack e Suster, 2000, p. 306; Agostino, 2002, p. 193). Os dois países fecharam as fronteiras e mobilizaram as suas tropas, enquanto as duas seleções se encontravam no estádio Asteca, na cidade do México, para o jogo de desempate. Após empate de 2 a 2 no tempo regulamentar, o time de El Salvador garantiu sua vaga na Copa do Mundo com um gol na prorrogação. El Salvador havia vencido o primeiro embate.

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Em 14 de julho o exército de El Salvador invadiu Honduras, iniciando uma guerra que durou cinco dias. A Organização dos Estados Americanos (OEA) negociou o cessar fogo que entrou em vigor em 20 de julho, e levou as tropas salvadorenhas a abandonar o território ocupado ainda no início de Agosto. Apesar de curta, a guerra deixou aproximadamente dois mil mortos, a maioria composta por civis. No ano seguinte El Salvador disputou a Copa do Mundo, no México, e não passou da primeira etapa, tendo disputado três partidas, sofrendo nove gols e não marcando nenhum.

https://www.youtube.com/watch?v=FVshtHUysBc

Fontes:
Taringa
historiaemjogos
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Re: Partidas de futebol que iniciaram uma guerra

Mensagempor Lancelot » 18 Fev 2017, 06:44

O que vale é que o futebol serve para tudo.
"O mal de muita gente não é a falta de ideias, mas um excesso de confiança nas poucas que tem"

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